Benin

Um Abraço de Òrìsà. Emoção indescritível!

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Foto: Roger Cipó
Foto: Roger Cipó

Um Abraço de Òrìsà Emociona

 

Mo júbà

 

Hoje não irei trazer nada como nos outros post, como informação, aulas de Yorùbá ou coisa que o valha. Hoje na verdade é para falar desse momento tão gostoso, tão sublime e porque não mágico que é quando recebemos um abraço caloroso, apertado e demorado de um òrìsà.

 

Você já teve aquele momento em que foi para um Candomblé com um problema na cabeça, ou triste por algum ocorrido? Sabe aqueles dias que você não está no seu melhor, mas você está ali? E vem o òrìsà bailando, atabaques a toda, as pessoas batendo palma e então ele para diante de você, como quem viu lá no fundo de sua alma suas chagas, seus problemas e suas angústias; ele abre os braços para você. Deixa pra lá a ekéjì que o guia e te abraça de um modo tão caloroso, tão firme e terno ao mesmo tempo; tão cúmplice que as lágrimas vertem pelo rosto… sua alma se descarrega… o mundo para… você está nos braços do Òrìsà que te acalenta.

Esse momento mágico nos faz sentir compreendidos, nos faz sentir mais, nos faz sentir descarregados e revitalizados. Muitas vezes vi pessoas saindo do Candomblé logo após receber este abraço. Vi pessoas caindo em lágrimas de emoção e quando iniciadas, logo viravam no seu Òrìsà.

 


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E quando termina aquele lindo abraço, ele poem a mão em seu peito, na altura do coração e depois poem a mão no peito dele, também na altura do coração. Você sabe que daquele òrìsà você tem um carinho especial naquele momento. Um momento de cumplicidade tal que te faz mais leve.

E assim, sem precisar murmurar pelos cantos, você sai com a esperança de que tudo irá melhorar e que a vida é assim, feita de altos e baixos.

 

Muitas pessoas creem que realmente um abraço de um òrìsà encanta a pessoa, livra ela de doenças e de outros males. Que tira energia ruim. Não importa o que “os outros” irão achar ou não, mas o que você leva com você como experiência mágica e psicologicamente boa… espetacular na verdade


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E você? Já teve essa experiência. Conte nos como foi. Na minha… eu não segurei as lágrimas e cai no choro hehehe

 

 

O dábò

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“Ebó” – A importância de ter Àse.

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ebo

 

Mo júbà àwon òré mi!

 

No Candomblé, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de mais importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre asese sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida de muitos clientes são equilibradas através do ebo.

Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

Neste momento entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capas de tirar alguém da cama, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

 

 

Como é um Ebo

Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais. A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no astral do consulente em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin, àwon oríkì ou àwon àdúrà são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

 


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Logo após toma – se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora.

 

 

 

Comida de òrìsà são Ebo

Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ater ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam.

Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé!

Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwo de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!


 

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Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

 

 

O dábò Gbogbo

 

 

 

 

 

 

 

 

O que significa Dofono, Dofonotin, etc! (Não é Yorùbá)

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Mo júbà àwon òré mi (Saudações meus amigos)

 

Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas.

Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender. Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões, a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:


Aulas 1Aulas 2  – Aula 3  –  Aula 4  –  Aula 5  –

 Aula 6  –  Aula 7  –  Aula 8  –  Aula 9  

 


Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

Umas das expressões mais usadas dentro do Candomblé são esses acima, indicando geralmente a ordem de barco, que geralmente está associado ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo. Tem muito mais, algumas casas adotam a essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

 

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Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

Seguem as ordens e os nomes:

1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;

2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;

3-Fonmu– É o “fon cru”;

4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;

5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;

6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;

7-Vimu– A “ criança crua”;

8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

 

Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho. Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

 


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Mas por que isso Olùkó, por que idioma diferentes dentro do Candomblé?

Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes. Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá. Abaixo segue o nosso mais novo vídeo postado:

 

 

O dábò gbogbo

Olùkó Vander

Aulas Gratuitas de Yorùbá no Youtube

Postado em

youtube

 

Mo júbà gbogbo

 

Nosso canal de ensino do idioma Yorùbá voltou com tudo e toda semana estamos postando aulas lá. Quem não sabe, tivemos um problema com uma produtora de vídeo que logo após fez inúmeras denúncias de nosso canal. Como o Youtube não costuma investigar a fundo do que se tratava, tivemos nosso canal cancelado. Mas sem chorumelas, retornamos e cá estamos com três vídeos daqueles que fizeram e ainda fazem muito sucesso com o povo do Candomblé, Umbanda, Ifá e Santería.

Os vídeos são em total de 22, onde o aluno aprende as bases do idioma Yorùbá de maneira fácil e rápida, mas lembrando: somente alunos matriculados em nossos cursos pagos é que podem retirar dúvidas por e-mail e receber descontos em materiais e promoções. Veja abaixo como:


 

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Como Aprender com Vídeo Aulas?

 

Muitas pessoas me perguntam como aprender então assistindo essas vídeo aulas, muito simples. Com caderno e caneta na mão, faça anotações de cada expressão e regra idiomática. Não esqueça da repetição: repita o que é dito… erre mesmo e repita novamente. Somente essas duas formas já irão lhe ajudar muito.

 

Mas caso queira uma amostra de nosso material em apostila, baixe sua apostila gratuita aqui e comece a estudar, ela acompanha áudios.

 

Seguem os dois vídeo em nossa playlist e não esqueçam de curtir nossos vídeos e se inscrever em nosso canal, assim poderá receber atualizações sempre que algo for postado.

 

Vídeo aula 1 – Introdução ao Idioma

 

 

 

Vídeo aula 2 – Conheça algumas palavras!

 

Vídeo aula 3 – Formas de tratamento

 

Paramos mas retornamos!

Postado em Atualizado em

Mo júbà gbogbo!

 

Paramos nossas tarefas por um curto tempo devido a problemas familiares graves e por alguns entraves nos projetos que breve irão aparacer para nossos alunos!

Mas para todos que ainda tenham dúvidas em relação a nosso trabalho, não esqueçam que podem nos enviar um e-mail que tão logo serão respondidos ou também pelo Whatsapp.

E-mail: bara_rj@hotmail.com

Whatsapp: 021 -97502-0569

Já, já estaremos postando matérias e dúvidas de alunos que anseiam em aprender cada vez mais.

Grande abraço

 

Olùkó Vander!

O Idioma Yorùbá

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O idioma Yorùbá não é uma língua morta como se ouve alguns falando por aí. Pertence a família linguística nigero-congolesa e é falado por mais de 30 milhões de pessoas. Com determinadas variações regionais, também chamado de dialetos, é falado na parte oeste da áfrica, principalmente Nigéria, Rep. Popular do Benin, Togo e Serra Leoa. Claro que nesses países o Yorùbá não é o idioma oficial, mas estão sempre presentes em um mix linguístico Inglês/Yorùbá ou Francês/Yorùbá, e vários outros dialetos.

Mas não só no continente africano o idioma é falado, devido ao tráfego negreiro, há a presença de Yorùbá no Brasil, Cuba, EUA e etc. Nesses lugares o idioma sobrevive mais pelos meios religiosos, no Brasil conhecido por candomblé. Mas há ainda muitas instituições estrangeiras, principalmente Norte-americana e Francesas, onde esse idioma toma conta até mesmo da grade curricular de alguns alunos.

Já no Brasil e Cuba, onde sobrevive, como dito anteriormente, graças ao cultos afros (Candomblé e Umbanda) é onde há o maior número de alterações e erros do idioma, pois como escreve o professor José Benistes sobre a grande vontade de o povo saber sobre os ritos e esquecendo outras coisas, como a linguagem, por exemplo. Assim escreve: “O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo, é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conversação”.

 

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Hoje em algumas cidades há novelas e filmes todo em Yorùbá. Canções não religiosas, Pop, Rap… todas elas em Yorùbá. Até mesmo um site todo no idioma, um site de notícias sério. Também tem o curso de letras – Inglês/Yorùbá – na Universidade em Ibadan. Sem contar a Bíblia em Yorùbá chamada de Bíbélì Mímọ́!

 

Este trabalho, simples, porém produzido com cuidado, para não disseminar mais erros, tem a intenção de diminuir o impacto causado pelo o que eu cunho como “analfabetismo Yorùbá” e fazer com que pelo menos cada pessoa que o adquirir, poderá aprender o correto e assim passar para frente. Não é intenção de esta compilação tornar você leitor, uma pessoa fluente no idioma, mas sim, lhe dar as bases do yorùbá; acabar com alguns vícios de escrita e pronuncia; valorizar a acentuação e entonação das palavras.

 

Foi idealizado para que você sendo um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, ògá ou ekeji, passe para os mais novos os fundamentos do idioma dos deuses. E mesmo aqueles que ainda são noviços, podem ter contato com o idioma que vai acompanhá-lo por muito tempo dentro dos cultos, onde é a chave para a correta invocação dos deuses yorubanos. A riqueza dos cultos de origem afros aqui no Brasil, não pode ser sufocada apenas pelo interesse estético.

 

Estudemos o idioma, a forma de pensamento, sua vida a nível áfrica e a nível Brasil colônia, seus hábitos, suas crenças mais profundas.

 

 

Olùkó Vander Rio de janeiro, 2010   (Texto de Introdução da apostila de Yorùbá – Clique Aqui e Baixe a Sua)