besteira

Estou apaixonada(o) pelo meu zelador(a) e agora???

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dia-dos-namorados

Mo júbà gbogbo

 

Retornamos em 2016 com tudo e com certeza com novo fôlego e novidades mil, mas claro que não deixamos nossos posts que sempre trazem uma discussão saudável e orientadora sobre assuntos por vezes poucos discutidos ou discutidos às escuras.

Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Sexo e o Candomblé (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, por parte dos membros dividem a todos. Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitadas os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores.

 

Muitas vezes o filho(a) de santo passa tanto tempo com seu zelador(a) ajudando, lado a lado…. passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador(a) causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!


 

 

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Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador(a) assumiu um romance com seu filho(a) de santo?

 

Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwo ou Ekéjì!!!

Sim, conheço casas onde o zelador(a) tem como seu companheiro(a) amoroso(a) um filho(a) e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente. Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem como Ekéjì suas esposas e foram iniciados pelos mesmos…. talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.


 

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Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado, as energias não seriam compatíveis, que isso cria bagunça no barracão…. mas enfim, como é na vida real?

Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas!

Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

 

A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…. o que importa se nos momentos de lazer.. momentos pessoais o(a) zelador(a) está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

Vamos debater o assunto??

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Cuidado com as Rádios e Programas de Tv Afro!

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Olá queridos!

Vou ser franco… me decepciono com o conteúdo de alguns programas de rádio e também TV sobre a religiosidade afro. Passa anos e anos e sempre a mesma besteira que alguns produtores criam. Salvo os bons programas, que são verdadeiros mananciais de conhecimento, com entrevistados de peso, matérias elucidativas e esclarecedoras, opiniões fortes e bem postas… os outros são verdadeiras besteiras para bobos e ignorantes ouvirem, sendo tantas vezes mais do mesmo.

É cabala… interpretações de sonhos… trabalhos para todos os fins… guerra de egos e sem contar aquelas perguntas que estão na cara que não foram feitas por nenhum ouvinte e sim arquitetada pelo próprio apresentador. Para completar temos os infinitos ebós em caminhos de odus (aportuguesado  mesmo) receitados por experts no assunto (rs). E sem contar a venda de infinitas apostilas de FUNDAMENTOS… rsrs… só rindo mesmo.

Então pessoal, fiquem atentos a tudo que é dito, liguem o senso crítico que muito falta hoje e peneire o que é dito. Não digo para não ouvirem, pois acaba servindo de vacina contra baboseiras e aprendizado do que não falar, não ensinar.

E o velho… antigo conselho é válido: estudem, pesquisem, leiam… e ouçam os mais velhos.

O dábò!