Candomblé Ketu

Um Abraço de Òrìsà. Emoção indescritível!

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Foto: Roger Cipó
Foto: Roger Cipó

Um Abraço de Òrìsà Emociona

 

Mo júbà

 

Hoje não irei trazer nada como nos outros post, como informação, aulas de Yorùbá ou coisa que o valha. Hoje na verdade é para falar desse momento tão gostoso, tão sublime e porque não mágico que é quando recebemos um abraço caloroso, apertado e demorado de um òrìsà.

 

Você já teve aquele momento em que foi para um Candomblé com um problema na cabeça, ou triste por algum ocorrido? Sabe aqueles dias que você não está no seu melhor, mas você está ali? E vem o òrìsà bailando, atabaques a toda, as pessoas batendo palma e então ele para diante de você, como quem viu lá no fundo de sua alma suas chagas, seus problemas e suas angústias; ele abre os braços para você. Deixa pra lá a ekéjì que o guia e te abraça de um modo tão caloroso, tão firme e terno ao mesmo tempo; tão cúmplice que as lágrimas vertem pelo rosto… sua alma se descarrega… o mundo para… você está nos braços do Òrìsà que te acalenta.

Esse momento mágico nos faz sentir compreendidos, nos faz sentir mais, nos faz sentir descarregados e revitalizados. Muitas vezes vi pessoas saindo do Candomblé logo após receber este abraço. Vi pessoas caindo em lágrimas de emoção e quando iniciadas, logo viravam no seu Òrìsà.

 


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E quando termina aquele lindo abraço, ele poem a mão em seu peito, na altura do coração e depois poem a mão no peito dele, também na altura do coração. Você sabe que daquele òrìsà você tem um carinho especial naquele momento. Um momento de cumplicidade tal que te faz mais leve.

E assim, sem precisar murmurar pelos cantos, você sai com a esperança de que tudo irá melhorar e que a vida é assim, feita de altos e baixos.

 

Muitas pessoas creem que realmente um abraço de um òrìsà encanta a pessoa, livra ela de doenças e de outros males. Que tira energia ruim. Não importa o que “os outros” irão achar ou não, mas o que você leva com você como experiência mágica e psicologicamente boa… espetacular na verdade


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E você? Já teve essa experiência. Conte nos como foi. Na minha… eu não segurei as lágrimas e cai no choro hehehe

 

 

O dábò

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“Ebó” – A importância de ter Àse.

Postado em Atualizado em

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Mo júbà àwon òré mi!

 

No Candomblé, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de mais importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre asese sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida de muitos clientes são equilibradas através do ebo.

Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

Neste momento entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capas de tirar alguém da cama, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

 

 

Como é um Ebo

Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais. A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no astral do consulente em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin, àwon oríkì ou àwon àdúrà são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

 


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Logo após toma – se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora.

 

 

 

Comida de òrìsà são Ebo

Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ater ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam.

Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé!

Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwo de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!


 

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Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

 

 

O dábò Gbogbo

 

 

 

 

 

 

 

 

Como Aprender a Cantar Corretamente Candomblé??

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Mo kí gbogbo!

O pedido de ajuda que constantemente recebo por e-mail sempre para nesta pergunta: Olùkó, como posso fazer para cantar um Candomblé corretamente? De cada 10 e-mails que recebo, 6 acabam chegando nessa pedra. E quem me conhece de tempos já conhece minha resposta. Porém, por que ficar dando a mesma resposta quando posso responder aos alunos e futuros alunos por aqui, de uma única vez? 

Um Candomblé bem cantado é algo que encanta, os convidados irão sempre chegar naquele momento que  comentam sobre como o akorin puxou cantigas no momento certo, que a energia era maravilhosa, com emoção e cantando corretamente cada palavra… ops… mas aí que mora o problema! Muitas pessoas cantam maravilhosamente orin sem muitas vezes saber o que significa cada palavra. Geralmente aprendeu a cantiga de ouvidos, sabendo qual é para qual òrìsà, para qual momento, para qual ritmo dos atabaques. No entanto, quando é uma pessoa detentora desses conhecimentos, sabendo que cada palavra proferida e cantada tem poder(Palavras tem poder no Candomblé, veja esse Post), tem àse…. ele dá um verdadeiro show… engrandece a roda e o òrìsà vibra de tanto gosto!

Mas como chegar a esta maestria? Vamos ver algumas formas, mas todas elas passam por conhecer as bases do idioma Yorùbá!

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3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

 

Não são formas definitivas, mas são as três formas que indico aos meus alunos, sendo muitos zeladores e zeladoras que buscam melhorar seus barracões e ter seus filhos cantando com coerência!

#1 – Fazendo um Curso

Parece óbvio né a primeira opção, mas realmente há bons cursos que ensinam cantigas, suas letras e explica a história envolvida ali. O importante na escolha do curso e do professor é saber se ele segue a mesma “cartilha” de seu Ilè. Pois sempre percebo que de àse para àse algumas letras mudam e até cantigas que existem em uma não há em outra. Se seu zelador conhecer alguém, seria a melhor forma de buscar uma indicação.
Algumas pessoas tiveram boas bases de ensino, aprendendo com zeladores antigos que conheceram descendentes de escravos que dominavam bem o idioma. Outros estudaram mesmo a fundo e por isso tem essa maestria. Algumas casas ensinam também antes mesmo que a pessoa se inicie lá.

 

#2 – Livros que acompanham áudios

Nessas horas só me vem um material na cabeça, apesar das críticas que o autor ainda hoje, após seu falecimento sofre, falo do Sr. Altair T’Ògún e de seu livro Nkorin S’awon Orisa que possui áudios espalhados pela internet e vídeos no Youtube já com as letras e áudios.

Esse material foi um dos pioneiros, vindo com a grafia correta, forma como deveria ser cantada, áudios e qual o toque do orin. Alguns acusam o autor de inventar letras ou de trazer cantigas cubanas para o Brasil, tentando colocá-las para ser cantadas na praça. Como disse, ainda hoje o autor sofre críticas, mas é normal quando se começa com um trabalho pioneiro. Bàbá King também tem materiais com áudios de cantigas e orações, mas poucas eu ouço hoje em dia em rodas!

Todo material na verdade você deve estudar e ver se é cantado da mesma forma em seu barracão, pois do contrário não irá surtir efeito você ficar cantando coisas que ninguém sabe responder ou que não é praticado em seu ilé. Novamente siga ao lado de seu zelador ou zeladora buscando orientação e apoio.

 

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#3 – Estude as bases do Idioma Yorùbá

As bases do idioma Yorùbá permite que você consiga transcrever muita coisa que ouve e também a pronunciar as palavras de maneira precisa. Mas entra um problema: conheço muita gente que canta belamente, mas não sabe o idioma Yorùbá… aprendeu de ouvidos, mas não conhece a base fonológica e nem gramatical do idioma.

Com 100% de certeza (Sou suspeito de falar) o estudo do idioma Yorùbá ajuda no aprendizado de cantigas e sua correta canção. Perceba a diferença de uma pessoa cantando um Candomblé bem entonado e um Candomblé cantado a torto e direito somente por repetição de palavras.. a diferença é bem gritante. Um estudante de idioma Yorùbá ainda tem a vantagem de saber o significado das palavras, cantando não somente com palavras, mas com o corpo e com gestos de mãos, expressões de rosto! Querendo aprender o idioma Yorùbá clique aqui e saiba como! Posso te ajudar nessa empreitada!


Atenção: Tem muitas coisas malucas pela internet, letras sem pé nem cabeça com traduções piores ainda. Tenha uma atenção bem crítica nessa hora.


Poderia até mesmo colocar uma quarta opção aqui, que seria a de unir essas três formas em uma e você sair fazendo um verdadeiro show por ai.

De qualquer forma, importante é que você aprenda as bases do idioma e junte isso a seu estudo de cantigas. Sempre peça orientação ao seu zelador ou ògá antigo da casa para também conhecer os fundamentos por trás da cantiga…. indo até onde lhe permitam.

Para finalizar, baixe sua apostila com áudios do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e veja como pode te ajudar… Clique na Imagem abaixo!

 

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Espero que tenha ajudado aos que buscam orientação de como aprender as cantigas de Candomblé!

 

O dábò – Olùkó Vander

 

Estou apaixonada(o) pelo meu zelador(a) e agora???

Postado em Atualizado em

 

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Mo júbà gbogbo

 

Retornamos em 2016 com tudo e com certeza com novo fôlego e novidades mil, mas claro que não deixamos nossos posts que sempre trazem uma discussão saudável e orientadora sobre assuntos por vezes poucos discutidos ou discutidos às escuras.

Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Sexo e o Candomblé (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, por parte dos membros dividem a todos. Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitadas os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores.

 

Muitas vezes o filho(a) de santo passa tanto tempo com seu zelador(a) ajudando, lado a lado…. passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador(a) causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!


 

 

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Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador(a) assumiu um romance com seu filho(a) de santo?

 

Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwo ou Ekéjì!!!

Sim, conheço casas onde o zelador(a) tem como seu companheiro(a) amoroso(a) um filho(a) e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente. Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem como Ekéjì suas esposas e foram iniciados pelos mesmos…. talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.


 

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Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado, as energias não seriam compatíveis, que isso cria bagunça no barracão…. mas enfim, como é na vida real?

Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas!

Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

 

A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…. o que importa se nos momentos de lazer.. momentos pessoais o(a) zelador(a) está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

Vamos debater o assunto??

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A Dança dos Òrìsà

Postado em Atualizado em

 

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Mo júbà àwon òré mi!

Não tem jeito, além das lindas cantigas, a dança é um dos pontos fortes do Candomblé. Mas o que é essa dança? O que ela representa durante um culto ao òrìsà? O òrìsà já nasce com esse pé de dança ou há um aprendizado para isso?

Todo òrìsà possui sua história de nascimento, vida, amores, guerras e morte (desaparecimento alguns)…. onde então é cultuado. Todo este trajeto de vida tem seus momento representados quando o ògá começa a tocar os atabaques e as cantigas começam a ser entoada em coro. Juntamente com seus apetrechos… armas, adagas, leques ou espelhos… lança… cajados, o òrìsà tem seus movimentos característicos e sua história representada.

Quando nada entendia sobre Candomblé, hoje entendo um pouquinho, sempre me perguntava sobre os movimentos fortes e brutos de alguns òrìsà quando em dança e suaves e calmos em outros momentos. Pensava que realmente eles estavam em batalha com alguma força no momento… pensava e pensava mil coisas.


 

Jó = verbo em Yorùbá para dançar – bailar

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Às vezes sim, mas em sua grande maioria não. Claro que possuimos energias benéficas e maléficas nos rodeando, mas nem sempre o òrìsà está em batalha com elas.

 

Por que o òrìsà dança daquele jeito?

Na própria Nigéria e territórios vizinhos, a dança faz parte da cultura do país. Quase tudo é cantado e dançado. Enterro, nascimento, casamentos, batizados… É um povo que trás isso em seu DNA cultural.

Em terra o òrìsà, agora no orí do iniciado, reaviva seus amores, batalhas e vitórias em forma de dança. É uma verdadeira poesia em movimento. Quem não conhece o momento em que Oyá e Òba guerreiam no meio do salão ao som frenético dos atabaques e pessoas eufóricas? Ou o lindo momento em que pega-se as pontas do vestido de Òsún representando águas enquanto ela se banha e se embeleza?? Neste exato momento há uma história sendo contada. Um itan sobre algo que ocorreu em sua existência… dentro da mitologia yorubana.

O òrìsà ali mostra o que ele passou ou fez…


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A força de uma Dança

 

Tão forte é esse momento, carregado de tanta força, energia e simbolismo, que alguns iniciados recentes viram em seu òrìsà. Quando Òsùmàrè bebe água no poço e se rasteja pelo salão… só os mais antigos conseguem ver esse lindo ato.

Sei lá… de repente eu vi pai òsùmàrè se contorcendo até o chão e depois já era…. meu òrìsà pegou minha cabeça e vi mais nada – Esse é o relato da maioria que está presente neste momento.

Esse é um ato mágico. Todos os òrìsà possuem estes atos de poder… que trás consigo algo bem poderoso… um momento crucial na sua existência terrena e mitológica.

 

O òrìsà já sabe isso tudo quando é feito na cabeça de um iniciado?

 

Inimigos do Candomblé adoram usar isso contra os praticantes, mas não… òrìsà não nasce com isso… com essa capacidade. O Ìyáwo passa por um treinamento e com o passar dos anos isso é aprimorado. Ele vai aprendendo novos passos.. novos atos.

Cada vez que ele incorpora com seu òrìsà ele esta praticando tudo aquilo aprendido. Seria necessário mais de um post pra explicar sobre essa questão de energia que domina a pessoa na incorporação. Mas não é a totalidade do òrìsà que chega no iniciado, mas uma fagulha da sua essência. Como dizia senhor Agenor Miranda: “Òrìsà é uma fragmento de cada elemento da natureza.”

Então, assim como você aprende a cantar assim como você aprende Yorùbá…. você aprende a dançar para o seu òrìsà saber usar seu corpo. Não caia naquela que um òrìsà falecido na Nigéria toma sua cabeça e começa a dançar…. balela isso… nem lá é assim.

Vídeos dos cultos nigerianos mostram a força mais bruta ainda… sem nenhum esmero e estética como nós. Mas não deixam de serem lindos.

O Candomblé é um culto em movimento e atos… cada qual com seu simbolismo, importância e magia. Muito belo é ver um Candomblé bem cantado, tocado e dançado.


 

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Joãozinho da Gomeia

Este ilustre zelador mostrava um verdadeiro Candomblé show com danças lindas e claro, era muito criticado na sua época por N motivos.. Acesse este link da Wikpedia e leia sobre o mesmo.

 

O dábò gbogbo

 

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #9

Postado em

Candomble+1983+oleo+sobre+tela+de+carybe+interna

Mo júbà gbogbo!!

 

Em nossa nona aula irei falar ou novamente falar sobre os sinais e a grafia Yorùbá básicas, posto que ela ainda causa muita confusão entre os estudantes novos. Também poderemos esclarecer porque fica difícil traduzir algumas coisas que as pessoas enviam por ai pela internet. Essa parte quando estamos em aulas presenciais ou workshop, é exaustivamente estudada e revisada.

 

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Note como nas primeiras aulas no Youtube explicamos isso. Clique Aqui e Assista a Primeira Aula e Clique Aqui Para Assistir a Segunda Aula. Você estará o tempo todo em contato com estas regras, como a marcha, freio e a embreagem de um carro para quem está aprendendo a dirigir.

Vamos tratar de algumas, sendo as outras indicado a assistir no próprio Youtube, apenas lembre-se que os vídeos são antigos, então a resolução não é das de hoje.

 

Caso tenha perdido as outras oito aulas, veja no menu abaixo. Clique na aula que perdeu e acompanhe até chegar aqui.


 

         Aula 1     –    Aula 2     –    Aula 3     –    Aula 4          

Aula 5     –    Aula 6     –    Aula 7 (1/2)    –

Aula 7 (2/2)  –  Aula 8


 

 

 

 

Ponto embaixo – Som aberto

Por muito tempo este sinal foi negligenciado por alguns, mas ele é de suma importância quando se está iniciando no aprendizado do idioma, pois ele muda drasticamente o significado das palavras, além de deixar as vogais “E” e “O” com o som bem diferentes, aberto. Também muda o som de “S” para “X”.

Exemplo com a letra “O”:

gbó = Envelhecer. Amadurecer.

gbó = Ouvir. Entender.

O acento agudo desconsidere por enquanto, pois ele é tonal. O primeiro exemplo lê-se como em Bolo e já o segundo exemplo lê-se como em Bola. Ou seja, o acento embaixo da vogal “O” abre seu SOM e muda o significado das palavras. 

Exemplo com “E”.

Ebi = fome

E = Família, Parentes. Lembre-se que falamos sobre a família de santo na outra aula – clique aqui e veja!

No primeiro caso lemos como em Exemplo e já o segundo caso lemos como em Época. Imagine que quando não tem acento embaixo há um acento circunflexo em cima (^), o som fecha e quando tiver um acento embaixo tem um acento agudo em cima (´) e o som abre, mas nunca confunda estes acentos com os de entonação. Ou seja, o acento embaixo da vogal “E” abre seu SOM e muda o significado das palavras, repetindo!

 

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X, SH, CH ou o que?

O “S” no idioma Yorùbá também recebe este acento embaixo, neste caso, quando já se conhece a palavra, não há problema em não usá-lo. Porém há casos que deve-se tentar toda forma de colocá-lo ali. O ponto embaixo do “S” dá o som de “X” e pode ser escrito, quando não em Yorùbá, com qualquer grafia que apresente fonética similar, exemplos: orixá, oricha, orisha. Correto: Òrìsà

Exemplos de uso em palavras parecidas em grafia:

 

Sé = negar algo. Lê-se Xé.

= cozinhar. Lê-se Cê.

 

Contexto e Sonoridade.

Quando o aluno já está avançado nos estudos, ele começa a identificar as palavras por contexto e por sonoridade, assim o não uso do acentos embaixo não se torna tão rigoroso. No entanto, quando a pessoa recebe textos por escrito (Isso acontece muito comigo), a coisa já muda de figura, pois você pega um texto de uma pessoa que não sabe Yorùbá(OU seja, não sabe escrever as palavras, não sabe que o c por exemplo não existe no idioma) e que ouviu as palavras de uma pessoa que também não sabe Yorùbá(OU seja, escreve as palavras imaginando como ela sejam e não como ela realmente são, sendo assim, ele escreve coisas que nem existem) e depois tenta traduzir isso. Uma guerra declarada rs!


 

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Então, mantenha essas regras na cabeça de abertura e fechamento de vogais e do “S”. Note como nas aulas anteriores usamos esses acentos embaixo em diversas palavras e treine com elas.

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #8

Postado em Atualizado em

Capturar

Mo kí gbogbo

E aqui estamos depois de algumas tribulações, agora estamos em nossa oitava aula de Yorùbá para CandombléAulas de Yoruba de Graça – e vamos hoje entender a família. Como a estrutura da família de santo se assemelha muito à família de sangue, fica fácil fazer as associações que veremos agora.

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 A Família

Para entendermos a imagem acima, temos que conhecer alguns termos de fácil pronúncia e associação, pois convivemos com elas todos os dias, mas algumas são erroneamente usadas. Vejamos:

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E = Família (Acima temos a Família Akínwálé)

Em algumas aulas passadas do Youtube (Clique aqui e assista) falamos sobre os termos mãe e pai. Temos:

Bàbá = Pai

Màmá = Mãe (Muitas pessoas conhecem apenas o Ìyá)

Então nós temos: Bàbá Fémi e Màmá ou ìyá Oláníkèé.

Mas e as crianças Olùkó?

Vamos trabalhar agora com o conceito de irmãos, pois o de pais é bem fácil, apenas entrou um termo novo (Màmá). Para os irmãos muita gente chama qualquer pessoa mais velha de “egbo mi“, inclusive algumas pessoas pensam ainda que se refere a algum cargo. Mas o termo se refere ao seu irmão mais velho, pois o “mi” é o pronome possessivo meu e ègbón significa um irmão mais velho, pertencente a sua família. Vamos ver:

Ègbón = Irmão(ã) mais velho(a);

Àbúrò = Irmão(ã) mais novo(a);

Mi = Pronome possessivo “Meu”.

Temos então que Bùnmi é Àbúrò de Báyò. E que Lolá e Jídé são àwon ègbón de Bùnmi e Báyò. Lolá é ègbón de Jídé. Bùnmi é àbúrò de Jídé. Ufa rs, compreendeu. Uma forma simples de você internalizar isso e usar exemplos reais com irmãos de amigo e com seus irmãos.

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Certo Olùkó, mas em uma família temos tios, tias, avós e avôs???

Calma, vamos que vamos pois não terminamos essa aula ainda. Vamos ainda responder a uma questão que sempre me falam. Que usamos ègbón e àbúrò pois assim estamos dizendo que a pessoa faz parte de nossa família religiosa em forma mais alongada… mais extensa. Enfim, temos a solução para isso. 

Arákùnrin = Irmão

Arábínrin = Irmã

E a partir dessa formação podemos formar o tio e tia. Vejamos:

Arákùnrin ìyá = Tio (Arákùnrin ìyá mi = meu tio por parte de mãe)

Arábìnrin Ìyá = Tia (Arábìnrin Ìyá mi = minha tia por parte de mãe)

Arákùnrin Bàbá = Tio (Arákùnrin Bàbá mi = meu tio por parte de pai)

Arábìnrin Bàbá = Tia (Arábìnrin Bàbá mi = minha tia por parte de pai)

Essa parte terminamos, agora conhecemos os tios e tias por parte de mãe e por parte de pai. Mais falta a origem da família, os ancestrais que dão início a tudo isso, são os avós e também abordamos o tema em nossas aulas gratuitas do Youtube, não deixe de ver clicando aqui. Lá vamos:

Parte feminina formada por Ìyá:

Ìyá nlá = Avó

Ìyá ìyá = Avó

Ìyá ìyá ìyá = Bisavó

Ìyá ìyáwo = Sogra (mãe da esposa)

Ìyá oko = Sogra (mãe do marido)

Agora por parte do pai, ou por parte do Bàbá:

Bàbá nlá = Avô

Bàbá bàbá = Avô

Bàbá bàbá bàbá = Bisavô

Bàbá ìyáwo = Sogro (Pai da esposa)

Bàbá oko = Sogro (Pai do marido)

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Então chegamos ao final dessa nossa oitava aula, hoje falando sobre os familiares. Lembrando que essa família também se aplica ao povo de santo, ao Candomblé. Bastando ter como base seu zelador (Bàbálórìsà) ou sua zeladora (Ìyálórìsà).

E vem muita novidades por aí, estamos em fase de mudanças maravilhosas para oferecer cada vez mais conhecimento a vocês que acompanham meu trabalho com o idioma e cultura Yorùbá. Não deixe de baixar sua apostila gratuita com áudios e ficar sabendo cada novidade que surgir.

O dábò Gbogbo!!!