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Candomblé e as Drogas!

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Mo júbà gbogbo

 

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Após longo período sem postar algo onde nossa última postagem foi Oríki com letra de Olódùmarè, retornei com este assunto cabuloso que são as drogas, ainda mais quando associada à alguma religião. Claro que o foco aqui será o Candomblé  e religiões afins. E a bem da verdade, ele surge depois de ler uma postagem em um fórum de um praticante que sentia-se dividido entre o uso de droga (maconha) e sua religião (Candomblé). Leia íntegra Clicando Aqui.

 

Drogas Combinam Com Religião?

Drogas são usadas em atividades religiosas a muito tempo, assim como também são usadas em atividades normais entre a sociedade. Claro que algumas são destrutivas, não se tem dúvidas disso… vide crack, heroína e cocaína. O próprio tabaco, mas só que lentamente.

Mas uma droga em especial sempre causa reboliço na sociedade, nas rodas intelectualizadas e nas que nem tanto: Maconha. A droga que é associada à uma erva, mas que na verdade se usa uma outra parte para o consumo é legalizada em alguns países e usada para entretenimento, assim como para uso medicinal. Por muitos uma simples planta que tem benefícios. Para outros, porta de entrada para drogas mais pesadas e criminalidade.

Mas e o Candomblé, os cultos afros o que acham do seu uso, já que sempre nos associam à natureza, folhas e plantas?

Na edição número 179 da Revista Superinteressante, página 32, o autor da reportagem que fala sobre a perseguição que a maconha sofre pela sociedade, afirma o uso da droga pra facilitar a incorporação de negros praticantes do Candomblé no passado. Confesso não ser a primeira vez que leio sobre, busco em minha memória onde foi que também li a respeito.

Já vi alguns zeladores e zeladoras abominando seu uso, pois suja o corpo e trás problemas ao iniciado. Assim como já ouvi a desculpa que é uma droga natural e não teria problema o praticante fazer uso da mesma.


 

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Críticas ao Candomblé

O Candomblé no passado (Muitas vezes na atualidade) é associado às praticas tidas como ilícitas. Refúgio de criminosos que buscam fechar o corpo contra inimigos e prever prisões. Homossexualidade, pois não vê problemas na união do mesmo sexo. Promiscuidade, pois seus serviços ajudam amantes a se unirem, mulheres da vida a ficarem mais belas e terem mais clientes. E uso de drogas e álcool desregrado em festejos e “orgias”. Mas acho estranha toda essa fama, quando o Candomblé na verdade chega até ser bem rígido nas condutas que os praticantes devem ter com seu corpo, sua mente e seu espiritual.

Alguns terreiros ainda possuem aquele vicio cristão de tempos atrás o que deixa a religião ainda mais moralista do que imaginam. Será por isso que alguns são contra o uso de maconha por seus praticantes?

 

E Salve a Malandragem

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Os malandros sempre foram os caras boêmios e que viviam aprontando pela noite. Algumas cantigas citam o uso do entorpecente, outros incorporados falam que usavam o mesmo quando encarnados, mas nunca ouvi algum deles incentivar. Mas tem mais caroço nesse angu rs! Coisas que não se pode citar, mas o bons entendedores sabem do que falo. O que se sabe é que as entidades são em sua maioria contra qualquer abuso e sempre visam o bem do consulente que estiver em busca de uma palavra!

 

Afinal: Faz Mal à Espiritualidade

O assunto nunca se resumirá somente a religião, já que é um assunto que bate a porta da sociedade precisando ser debatido sem cortinas de fumaças, falsas informações e moralismo excessivo. Mas à luz do Candomblé, a droga é nociva? Trás algum malefício espiritual ao Ìyáwó? O Candomblé aceitar abertamente o colocaria ainda mais marginalizado? O santo cobra de um filho que seja usuário assíduo da maconha?

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Os que conheço que fazem uso e são da religião nunca notei nada de errado em suas vidas espirituais, mas mesmo assim evitam o uso antes do culto ou quando vai ter contato com algum ato religioso. Esses falam justamente da natureza da maconha: uma simples planta com marginalizada, vítima de uma arquiteta indústria contra drogas americana! Mas tentam esconder seu uso dos zeladores e pessoas mais influentes de seus ilé.


 

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Estudo mostra que praticantes de religião são menos propensos ao uso de drogas.

Uma pesquisa mostrou que os praticantes assíduos de atos religiosos (Infelizmente não mostrou os praticantes de cultos afros, mas não os excluiu) são mais propensos a atos culturais e menos aos de beber, fumar tabaco e usar drogas. Esse estudo foi feito com 12.595 universitários. Isso mostra o quanto a religião é forte fator de ajuda aos que de repente se sintam tentados ao o uso de drogas pesadas. Além de ser acolhidos em um ambiente familiar, ele terá um guia que pode servir de arrimo e pessoa para desabafar (Bem, essa deveria ser uma das funções de um zelador(a).

Fonte: Clique Aqui e Leia a Íntegra da Pesquisa.

 

Deixo aberto essa discussão: Candomblé X Maconha!

 

 

O dábò Gbogbo!!