O Candomblé

Um Abraço de Òrìsà. Emoção indescritível!

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Foto: Roger Cipó
Foto: Roger Cipó

Um Abraço de Òrìsà Emociona

 

Mo júbà

 

Hoje não irei trazer nada como nos outros post, como informação, aulas de Yorùbá ou coisa que o valha. Hoje na verdade é para falar desse momento tão gostoso, tão sublime e porque não mágico que é quando recebemos um abraço caloroso, apertado e demorado de um òrìsà.

 

Você já teve aquele momento em que foi para um Candomblé com um problema na cabeça, ou triste por algum ocorrido? Sabe aqueles dias que você não está no seu melhor, mas você está ali? E vem o òrìsà bailando, atabaques a toda, as pessoas batendo palma e então ele para diante de você, como quem viu lá no fundo de sua alma suas chagas, seus problemas e suas angústias; ele abre os braços para você. Deixa pra lá a ekéjì que o guia e te abraça de um modo tão caloroso, tão firme e terno ao mesmo tempo; tão cúmplice que as lágrimas vertem pelo rosto… sua alma se descarrega… o mundo para… você está nos braços do Òrìsà que te acalenta.

Esse momento mágico nos faz sentir compreendidos, nos faz sentir mais, nos faz sentir descarregados e revitalizados. Muitas vezes vi pessoas saindo do Candomblé logo após receber este abraço. Vi pessoas caindo em lágrimas de emoção e quando iniciadas, logo viravam no seu Òrìsà.

 


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E quando termina aquele lindo abraço, ele poem a mão em seu peito, na altura do coração e depois poem a mão no peito dele, também na altura do coração. Você sabe que daquele òrìsà você tem um carinho especial naquele momento. Um momento de cumplicidade tal que te faz mais leve.

E assim, sem precisar murmurar pelos cantos, você sai com a esperança de que tudo irá melhorar e que a vida é assim, feita de altos e baixos.

 

Muitas pessoas creem que realmente um abraço de um òrìsà encanta a pessoa, livra ela de doenças e de outros males. Que tira energia ruim. Não importa o que “os outros” irão achar ou não, mas o que você leva com você como experiência mágica e psicologicamente boa… espetacular na verdade


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E você? Já teve essa experiência. Conte nos como foi. Na minha… eu não segurei as lágrimas e cai no choro hehehe

 

 

O dábò

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Aulas Gratuitas de Yorùbá no Youtube

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youtube

 

Mo júbà gbogbo

 

Nosso canal de ensino do idioma Yorùbá voltou com tudo e toda semana estamos postando aulas lá. Quem não sabe, tivemos um problema com uma produtora de vídeo que logo após fez inúmeras denúncias de nosso canal. Como o Youtube não costuma investigar a fundo do que se tratava, tivemos nosso canal cancelado. Mas sem chorumelas, retornamos e cá estamos com três vídeos daqueles que fizeram e ainda fazem muito sucesso com o povo do Candomblé, Umbanda, Ifá e Santería.

Os vídeos são em total de 22, onde o aluno aprende as bases do idioma Yorùbá de maneira fácil e rápida, mas lembrando: somente alunos matriculados em nossos cursos pagos é que podem retirar dúvidas por e-mail e receber descontos em materiais e promoções. Veja abaixo como:


 

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Como Aprender com Vídeo Aulas?

 

Muitas pessoas me perguntam como aprender então assistindo essas vídeo aulas, muito simples. Com caderno e caneta na mão, faça anotações de cada expressão e regra idiomática. Não esqueça da repetição: repita o que é dito… erre mesmo e repita novamente. Somente essas duas formas já irão lhe ajudar muito.

 

Mas caso queira uma amostra de nosso material em apostila, baixe sua apostila gratuita aqui e comece a estudar, ela acompanha áudios.

 

Seguem os dois vídeo em nossa playlist e não esqueçam de curtir nossos vídeos e se inscrever em nosso canal, assim poderá receber atualizações sempre que algo for postado.

 

Vídeo aula 1 – Introdução ao Idioma

 

 

 

Vídeo aula 2 – Conheça algumas palavras!

 

Vídeo aula 3 – Formas de tratamento

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #9

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Candomble+1983+oleo+sobre+tela+de+carybe+interna

Mo júbà gbogbo!!

 

Em nossa nona aula irei falar ou novamente falar sobre os sinais e a grafia Yorùbá básicas, posto que ela ainda causa muita confusão entre os estudantes novos. Também poderemos esclarecer porque fica difícil traduzir algumas coisas que as pessoas enviam por ai pela internet. Essa parte quando estamos em aulas presenciais ou workshop, é exaustivamente estudada e revisada.

 

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Note como nas primeiras aulas no Youtube explicamos isso. Clique Aqui e Assista a Primeira Aula e Clique Aqui Para Assistir a Segunda Aula. Você estará o tempo todo em contato com estas regras, como a marcha, freio e a embreagem de um carro para quem está aprendendo a dirigir.

Vamos tratar de algumas, sendo as outras indicado a assistir no próprio Youtube, apenas lembre-se que os vídeos são antigos, então a resolução não é das de hoje.

 

Caso tenha perdido as outras oito aulas, veja no menu abaixo. Clique na aula que perdeu e acompanhe até chegar aqui.


 

         Aula 1     –    Aula 2     –    Aula 3     –    Aula 4          

Aula 5     –    Aula 6     –    Aula 7 (1/2)    –

Aula 7 (2/2)  –  Aula 8


 

 

 

 

Ponto embaixo – Som aberto

Por muito tempo este sinal foi negligenciado por alguns, mas ele é de suma importância quando se está iniciando no aprendizado do idioma, pois ele muda drasticamente o significado das palavras, além de deixar as vogais “E” e “O” com o som bem diferentes, aberto. Também muda o som de “S” para “X”.

Exemplo com a letra “O”:

gbó = Envelhecer. Amadurecer.

gbó = Ouvir. Entender.

O acento agudo desconsidere por enquanto, pois ele é tonal. O primeiro exemplo lê-se como em Bolo e já o segundo exemplo lê-se como em Bola. Ou seja, o acento embaixo da vogal “O” abre seu SOM e muda o significado das palavras. 

Exemplo com “E”.

Ebi = fome

E = Família, Parentes. Lembre-se que falamos sobre a família de santo na outra aula – clique aqui e veja!

No primeiro caso lemos como em Exemplo e já o segundo caso lemos como em Época. Imagine que quando não tem acento embaixo há um acento circunflexo em cima (^), o som fecha e quando tiver um acento embaixo tem um acento agudo em cima (´) e o som abre, mas nunca confunda estes acentos com os de entonação. Ou seja, o acento embaixo da vogal “E” abre seu SOM e muda o significado das palavras, repetindo!

 

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X, SH, CH ou o que?

O “S” no idioma Yorùbá também recebe este acento embaixo, neste caso, quando já se conhece a palavra, não há problema em não usá-lo. Porém há casos que deve-se tentar toda forma de colocá-lo ali. O ponto embaixo do “S” dá o som de “X” e pode ser escrito, quando não em Yorùbá, com qualquer grafia que apresente fonética similar, exemplos: orixá, oricha, orisha. Correto: Òrìsà

Exemplos de uso em palavras parecidas em grafia:

 

Sé = negar algo. Lê-se Xé.

= cozinhar. Lê-se Cê.

 

Contexto e Sonoridade.

Quando o aluno já está avançado nos estudos, ele começa a identificar as palavras por contexto e por sonoridade, assim o não uso do acentos embaixo não se torna tão rigoroso. No entanto, quando a pessoa recebe textos por escrito (Isso acontece muito comigo), a coisa já muda de figura, pois você pega um texto de uma pessoa que não sabe Yorùbá(OU seja, não sabe escrever as palavras, não sabe que o c por exemplo não existe no idioma) e que ouviu as palavras de uma pessoa que também não sabe Yorùbá(OU seja, escreve as palavras imaginando como ela sejam e não como ela realmente são, sendo assim, ele escreve coisas que nem existem) e depois tenta traduzir isso. Uma guerra declarada rs!


 

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Então, mantenha essas regras na cabeça de abertura e fechamento de vogais e do “S”. Note como nas aulas anteriores usamos esses acentos embaixo em diversas palavras e treine com elas.

 

Candomblé é lugar de criança?

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Mo júbà gbogbo…

Antes de começar a desenvolver o assunto, gostaria de esclarecer, já que tem tido confusão e por vezes recebo e-mails desnecessários sobre os meus posts (Como no caso de Candomblé e Sexo – Leia Aqui). Gosto de jogar o assunto para ser desenvolvido, debatido e não imponho minha opinião em meus posts. Não considerem as coisas que escrevo como uma posição minha do que é errado ou certo, abomino este tipo de atitude. Então, o que se segue são reflexões acerca do que vi e ouvi sendo debatido por praticantes do Candomblé.

 

As Crianças e O Candomblé

 

Ouço muitas vezes as pessoas falarem que são católicas porque foram batizadas crianças e nem tiveram essa escolha, pois do contrário iriam querer ser “batizada” no Candomblé. Mas também vejo algumas pessoas indo em desacordo com a iniciação de crianças muitos novas na religião, pois alegam que se quer ela teve essa escolha. 

Não podemos negar que elas são um verdadeiro encanto quando estão lá viradas em seu òrìsà e quando bailam no salão, todos tem o coração derretidos pela beleza e inocência das mesmas. Em contra partida, temos vistos situações de intolerância religiosa e até mesmo bullying (Tão comum nesta idade, não é de hoje este assunto, apenas assumiu um nome). Nesta idade já é crítico para quem vai para escola normalmente e tem um grupo que pega no pé, imagina indo de contra-egun, pano de cabeça ou gèlé (Leia mais sobre o pano de cabeça aqui)… um verdadeiro inferno para os pequenos.

Conheci homens e mulheres que dizem que foram iniciados ainda pequenos ao Candomblé, mas logo depois, para decepção dois pais, preferiu seguir outros caminhos, caminhos às vezes nem religiosos. Aí vem a pergunta: faz bem iniciar uma criança ainda sem real noção do que quer a este compromisso com o òrìsà, com a religião? Há algum benefício, vantagem nisso? Ou o que há que pode prejudicar a criança, ou até mesmo adolescente?


 

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Não pode se negar que no Candomblé e Umbanda a criança tem contato com o respeito a hierarquia e a idade (coisa que alguns jovens estão deixando de lado), a disciplina e auto-controle. Percebo que alguns pais dizem ter os filhos que frequentam o Candomblé como mais obedientes e disciplinados do que aqueles que não frequentam, ou até que frequentam outra denominação. Ainda há os ensinamentos de trabalho em grupo e os outros que incluem manutenção do ilè. A nível educação, realmente há muitas vantagens.

No entanto, tem a turma do contra e o foco recai logo na estigma das religiões de matriz afro: o sacrifício animal! Mas será que realmente há problema nisso? Será que o psicólogo fica cheio porque uma criança viu ou participou de uma matança, sacrífico durante um corte?

 

Este tema na verdade nos enche de perguntas né? Colocar inúmeras respostas seria algo bem complicado, pois sei bem o quanto a opinião sobre este assunto diverge e converge em vários momentos. Nos deparamos com N situações: uma ìyálórìsà que ama sua religião, mas só iniciará sua filha após os 15 anos e antes vai ter aquela longa conversa sobre ser a herdeira do àse; aquele zelador que se pudesse já iniciava o filho ali mesmo na mesa de parto rs!

 

Mas não podemos negar, elas são um encanto no ilè, o mimo de muitos zeladores e quando seguem a religião até a fase adulta, possui um grau de conhecimento prático da religião muito grande. Antigamente o Candomblé era o dia a dia de muitas crianças, era onde nasciam, cresciam, davam os primeiros passos, as primeiras palavras e enfim, ali que se tornavam, homens ou mulheres, que logo levavam adiante a cultura religiosa dos pais. E fica a pergunta: você iniciaria seu filho no Candomblé mesmo ele sendo tão novo ao ponto de não saber se é o que ele quer ou não?

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Sexo e Candomblé. Isso pode?

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Sexo e Candomblé – Um assunto bem quente!

O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de mágicas, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias. Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

 

Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro: Sexo e Candomblé. Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não.

 

Sexo e os Òrìsà

A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse. O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

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Sexo e o Corpo 

Sexo suja o corpo. Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”. Não é bem assim.
O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda.
No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura. Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo.

Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto? – Dizem.

Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!!
Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união.


 

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Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO, falha em atingir a marca, falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

 


E o álcool sua o corpo como falam?
Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações.

Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas.

 

Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èròEsse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante!

 

E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

 

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