oluko vander

Profissão: Bàbá/Ìyálórìsà. Você é contra ou a favor?

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adjá

 

No candomblé é comum ver algumas pessoas torcendo o nariz quando ficam sabendo que determinado sacerdote ou sacerdotisa vive da religião. Geralmente isso vem logo atrelado a cobrança de valores monetários, dinheiro mesmo. Mas afinal de contas, há algo de errado na pessoa que dedicou sua vida a aprender sobre os deuses africanos que cultua e agora cobrar para solucionar problemas alheio com base nisso?

 

Entre o dinheiro e a fé

Quando se entende algo por profissão, subentende-se que haverá salários ou honorários por executar as atividades. Talvez esse seja o grande problema enxergado por muitos quando um zelador/zeladora vive da religião. Ainda é uma grande tabu na cobrança por trabalhos e serviços religiosos executados. Mas não podemos olvidar que um barracão, que é o centro de fé e energia espiritual de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, necessita de manutenção, pagar contas como água e luz e ainda tem o gás e alimentação do próprio e dos que o ajudam (ìyáwo, ekéjì, ògá, etc.)

Outra coisa não muito comum antigamente, mas hoje se vê mais, é o investimento em conhecimento, cursos, seminários, livros e workshops. Também não esquecendo que o zelador(a)  paga por suas obrigações e ebo que venha a tomar com seu mais velho. Ou seja, quando se tem uma profissão, teve que se pagar para obter aquele conhecimento e no caso, aquele àse!

Ou seja, nada vem do nada. Por mais que alguns templos firmem mensalidades para os iniciados como maneira de ajudar nesta manutenção do local sagrado, ainda sim não podemos esquecer que o sacerdote ou sacerdotisa dos cultos afros, assim como o da maioria das religiões, tem sua vida profana e seus gastos no mundo, diversão, alimentação, vestimentas. Mas a grande diferença e bem gritante do Candomblé e Umbanda é não ter uma grande filial com um grande sacerdote, uma super organização como é o caso da Igreja Católica.


 

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Bens Materiais e a Religião

 

Por vezes quando um zelador ou zeladora tem um vida confortável, possui carro e posta em redes sociais viagens etc, logo pensam que ele é um marmoteiro que suga dinheiro de seus pobres clientes. Onde nos faz entrar em outra questão: o quanto é cobrado é justo? Justo para quem? 

Sabemos há muitos anúncios enganosos por ai, com promessas mirabolantes de resolver N situações na vida do consulente. Mas não podemos negar que alguns sacerdotes são conhecidos pela boa fama, do marketing boca a boca. Alguns possui um jogo ótimo e “uma mão boa” para alguns casos, isso cria bons resultados e faz entrar mais clientes e filhos na casa e uma coisa puxa a outra. Ou seja, ganhos por méritos.

Em outros casos é o nível da clientela, como aqueles que atendem juizes, atores, empresários de alto poder aquisitivo e políticos que quando bem atendidos costumam deixar um boa salva. Mas em todos os casos, os bens que provém da vida religiosa, ou melhor, dos serviços religiosos prestados sempre enche os olhos de alguns e faz torce o nariz de outros.

 

Mas e a caridade?

 

Vejo muita gente comentando que é falta de humildade que não se faz mais nada por caridade. Mas sabemos que alguns sacerdotes e sacerdotisa tem suas sessões de caridades, onde guias dão suas consultas gratuitamente. 

Na verdade, a caridade é mais praticada na Umbanda e menos no Candomblé, mas isso vem de motivos históricos e não por ganancia de um e bondade do outro. 

Há quem diga que hoje o que entendemos por obrigação de anos, nada mais são do que a lembrança de antigamente quando as senhoras fundadoras cobravam as alforrias compradas para seus filhos de santo. Dando a eles esses períodos para eles poderem pagar o que foi gasto na libertação deles. Bem, isso não foi estudo a fundo, mas não foi nem uma e nem duas as vezes que ouvi o assunto.

Mas sim, no Candomblé e Culto a Ifá há mais cobranças de valores que na Umbanda. Vide a história dos três e entenderá. Breve teremos a matéria sobre esse assunto.

 

 

Conclusão:

 

Ou seja, nem sempre deve ser visto como maus olhos um zelador viver de sua religião. Não são os valores e sim a conduta e idoneidade do mesmo que deve ser visto. Muitas vezes a bela casa está com prestação de 300 vezes, o belo carro também foi divido em muuuitas parcelas, a viagem foi presente de algum cliente satisfeito. E outras vezes é inveja de quem vê aquela vida boa e ainda não alcançou a própria.

Mas sim, há os charlatões e contra eles justiça e olhos abertos. Sempre busque referências e cuidado com promessas demais.

 

O que acha do assunto? Deixe seu comentário, quero saber o que pensou sobre.

 

O dábò!!

 

 

 

 

O que significa Dofono, Dofonotin, etc! (Não é Yorùbá)

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Mo júbà àwon òré mi (Saudações meus amigos)

 

Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas.

Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender. Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões, a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:


Aulas 1Aulas 2  – Aula 3  –  Aula 4  –  Aula 5  –

 Aula 6  –  Aula 7  –  Aula 8  –  Aula 9  

 


Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

Umas das expressões mais usadas dentro do Candomblé são esses acima, indicando geralmente a ordem de barco, que geralmente está associado ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo. Tem muito mais, algumas casas adotam a essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

 

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Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

Seguem as ordens e os nomes:

1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;

2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;

3-Fonmu– É o “fon cru”;

4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;

5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;

6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;

7-Vimu– A “ criança crua”;

8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

 

Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho. Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

 


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Mas por que isso Olùkó, por que idioma diferentes dentro do Candomblé?

Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes. Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá. Abaixo segue o nosso mais novo vídeo postado:

 

 

O dábò gbogbo

Olùkó Vander

Estou apaixonada(o) pelo meu zelador(a) e agora???

Postado em Atualizado em

 

dia-dos-namorados

Mo júbà gbogbo

 

Retornamos em 2016 com tudo e com certeza com novo fôlego e novidades mil, mas claro que não deixamos nossos posts que sempre trazem uma discussão saudável e orientadora sobre assuntos por vezes poucos discutidos ou discutidos às escuras.

Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Sexo e o Candomblé (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, por parte dos membros dividem a todos. Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitadas os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores.

 

Muitas vezes o filho(a) de santo passa tanto tempo com seu zelador(a) ajudando, lado a lado…. passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador(a) causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!


 

 

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Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador(a) assumiu um romance com seu filho(a) de santo?

 

Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwo ou Ekéjì!!!

Sim, conheço casas onde o zelador(a) tem como seu companheiro(a) amoroso(a) um filho(a) e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente. Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem como Ekéjì suas esposas e foram iniciados pelos mesmos…. talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.


 

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Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado, as energias não seriam compatíveis, que isso cria bagunça no barracão…. mas enfim, como é na vida real?

Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas!

Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

 

A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…. o que importa se nos momentos de lazer.. momentos pessoais o(a) zelador(a) está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

Vamos debater o assunto??

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Aula de Yorùbá Para Candomblé – #9

Postado em

Candomble+1983+oleo+sobre+tela+de+carybe+interna

Mo júbà gbogbo!!

 

Em nossa nona aula irei falar ou novamente falar sobre os sinais e a grafia Yorùbá básicas, posto que ela ainda causa muita confusão entre os estudantes novos. Também poderemos esclarecer porque fica difícil traduzir algumas coisas que as pessoas enviam por ai pela internet. Essa parte quando estamos em aulas presenciais ou workshop, é exaustivamente estudada e revisada.

 

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Note como nas primeiras aulas no Youtube explicamos isso. Clique Aqui e Assista a Primeira Aula e Clique Aqui Para Assistir a Segunda Aula. Você estará o tempo todo em contato com estas regras, como a marcha, freio e a embreagem de um carro para quem está aprendendo a dirigir.

Vamos tratar de algumas, sendo as outras indicado a assistir no próprio Youtube, apenas lembre-se que os vídeos são antigos, então a resolução não é das de hoje.

 

Caso tenha perdido as outras oito aulas, veja no menu abaixo. Clique na aula que perdeu e acompanhe até chegar aqui.


 

         Aula 1     –    Aula 2     –    Aula 3     –    Aula 4          

Aula 5     –    Aula 6     –    Aula 7 (1/2)    –

Aula 7 (2/2)  –  Aula 8


 

 

 

 

Ponto embaixo – Som aberto

Por muito tempo este sinal foi negligenciado por alguns, mas ele é de suma importância quando se está iniciando no aprendizado do idioma, pois ele muda drasticamente o significado das palavras, além de deixar as vogais “E” e “O” com o som bem diferentes, aberto. Também muda o som de “S” para “X”.

Exemplo com a letra “O”:

gbó = Envelhecer. Amadurecer.

gbó = Ouvir. Entender.

O acento agudo desconsidere por enquanto, pois ele é tonal. O primeiro exemplo lê-se como em Bolo e já o segundo exemplo lê-se como em Bola. Ou seja, o acento embaixo da vogal “O” abre seu SOM e muda o significado das palavras. 

Exemplo com “E”.

Ebi = fome

E = Família, Parentes. Lembre-se que falamos sobre a família de santo na outra aula – clique aqui e veja!

No primeiro caso lemos como em Exemplo e já o segundo caso lemos como em Época. Imagine que quando não tem acento embaixo há um acento circunflexo em cima (^), o som fecha e quando tiver um acento embaixo tem um acento agudo em cima (´) e o som abre, mas nunca confunda estes acentos com os de entonação. Ou seja, o acento embaixo da vogal “E” abre seu SOM e muda o significado das palavras, repetindo!

 

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X, SH, CH ou o que?

O “S” no idioma Yorùbá também recebe este acento embaixo, neste caso, quando já se conhece a palavra, não há problema em não usá-lo. Porém há casos que deve-se tentar toda forma de colocá-lo ali. O ponto embaixo do “S” dá o som de “X” e pode ser escrito, quando não em Yorùbá, com qualquer grafia que apresente fonética similar, exemplos: orixá, oricha, orisha. Correto: Òrìsà

Exemplos de uso em palavras parecidas em grafia:

 

Sé = negar algo. Lê-se Xé.

= cozinhar. Lê-se Cê.

 

Contexto e Sonoridade.

Quando o aluno já está avançado nos estudos, ele começa a identificar as palavras por contexto e por sonoridade, assim o não uso do acentos embaixo não se torna tão rigoroso. No entanto, quando a pessoa recebe textos por escrito (Isso acontece muito comigo), a coisa já muda de figura, pois você pega um texto de uma pessoa que não sabe Yorùbá(OU seja, não sabe escrever as palavras, não sabe que o c por exemplo não existe no idioma) e que ouviu as palavras de uma pessoa que também não sabe Yorùbá(OU seja, escreve as palavras imaginando como ela sejam e não como ela realmente são, sendo assim, ele escreve coisas que nem existem) e depois tenta traduzir isso. Uma guerra declarada rs!


 

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Então, mantenha essas regras na cabeça de abertura e fechamento de vogais e do “S”. Note como nas aulas anteriores usamos esses acentos embaixo em diversas palavras e treine com elas.

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #8

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Capturar

Mo kí gbogbo

E aqui estamos depois de algumas tribulações, agora estamos em nossa oitava aula de Yorùbá para CandombléAulas de Yoruba de Graça – e vamos hoje entender a família. Como a estrutura da família de santo se assemelha muito à família de sangue, fica fácil fazer as associações que veremos agora.

família yoruba

 A Família

Para entendermos a imagem acima, temos que conhecer alguns termos de fácil pronúncia e associação, pois convivemos com elas todos os dias, mas algumas são erroneamente usadas. Vejamos:

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E = Família (Acima temos a Família Akínwálé)

Em algumas aulas passadas do Youtube (Clique aqui e assista) falamos sobre os termos mãe e pai. Temos:

Bàbá = Pai

Màmá = Mãe (Muitas pessoas conhecem apenas o Ìyá)

Então nós temos: Bàbá Fémi e Màmá ou ìyá Oláníkèé.

Mas e as crianças Olùkó?

Vamos trabalhar agora com o conceito de irmãos, pois o de pais é bem fácil, apenas entrou um termo novo (Màmá). Para os irmãos muita gente chama qualquer pessoa mais velha de “egbo mi“, inclusive algumas pessoas pensam ainda que se refere a algum cargo. Mas o termo se refere ao seu irmão mais velho, pois o “mi” é o pronome possessivo meu e ègbón significa um irmão mais velho, pertencente a sua família. Vamos ver:

Ègbón = Irmão(ã) mais velho(a);

Àbúrò = Irmão(ã) mais novo(a);

Mi = Pronome possessivo “Meu”.

Temos então que Bùnmi é Àbúrò de Báyò. E que Lolá e Jídé são àwon ègbón de Bùnmi e Báyò. Lolá é ègbón de Jídé. Bùnmi é àbúrò de Jídé. Ufa rs, compreendeu. Uma forma simples de você internalizar isso e usar exemplos reais com irmãos de amigo e com seus irmãos.

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Certo Olùkó, mas em uma família temos tios, tias, avós e avôs???

Calma, vamos que vamos pois não terminamos essa aula ainda. Vamos ainda responder a uma questão que sempre me falam. Que usamos ègbón e àbúrò pois assim estamos dizendo que a pessoa faz parte de nossa família religiosa em forma mais alongada… mais extensa. Enfim, temos a solução para isso. 

Arákùnrin = Irmão

Arábínrin = Irmã

E a partir dessa formação podemos formar o tio e tia. Vejamos:

Arákùnrin ìyá = Tio (Arákùnrin ìyá mi = meu tio por parte de mãe)

Arábìnrin Ìyá = Tia (Arábìnrin Ìyá mi = minha tia por parte de mãe)

Arákùnrin Bàbá = Tio (Arákùnrin Bàbá mi = meu tio por parte de pai)

Arábìnrin Bàbá = Tia (Arábìnrin Bàbá mi = minha tia por parte de pai)

Essa parte terminamos, agora conhecemos os tios e tias por parte de mãe e por parte de pai. Mais falta a origem da família, os ancestrais que dão início a tudo isso, são os avós e também abordamos o tema em nossas aulas gratuitas do Youtube, não deixe de ver clicando aqui. Lá vamos:

Parte feminina formada por Ìyá:

Ìyá nlá = Avó

Ìyá ìyá = Avó

Ìyá ìyá ìyá = Bisavó

Ìyá ìyáwo = Sogra (mãe da esposa)

Ìyá oko = Sogra (mãe do marido)

Agora por parte do pai, ou por parte do Bàbá:

Bàbá nlá = Avô

Bàbá bàbá = Avô

Bàbá bàbá bàbá = Bisavô

Bàbá ìyáwo = Sogro (Pai da esposa)

Bàbá oko = Sogro (Pai do marido)

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Então chegamos ao final dessa nossa oitava aula, hoje falando sobre os familiares. Lembrando que essa família também se aplica ao povo de santo, ao Candomblé. Bastando ter como base seu zelador (Bàbálórìsà) ou sua zeladora (Ìyálórìsà).

E vem muita novidades por aí, estamos em fase de mudanças maravilhosas para oferecer cada vez mais conhecimento a vocês que acompanham meu trabalho com o idioma e cultura Yorùbá. Não deixe de baixar sua apostila gratuita com áudios e ficar sabendo cada novidade que surgir.

O dábò Gbogbo!!!

Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

Postado em

Aula de Yorùbá para o Candomblé #4

Aula de Yoruba em DVD


Ops…  perdão interromper a aula, sabia que já está a venda o Curso de Yorùbá em DVD? Clique Aqui e Conheça o Material!!!


 

Olá, mo júbà gbogbo!!

 

E voltamos com mais uma aula de Yorùbá voltada para o Candomblé totalmente gratuita. Se é a primeira vez que aparece por aqui, pode acompanhar as outras aulas nos links abaixo.

Aula de Yorùbá – 1

Aula de Yorùbá – 2

Aula de Yorùbá – 3

 

Antes de começar, também gostaria de convidá-lo a conhecer meu canal no YouTube e minha Fanpage, onde você sempre encontra as novidades que posto: vídeos, promoções, cursos, palestras e por aí vai!!

 

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Vamos aprender?

Verbos em Yorùbá é uma parte muito fácil do idioma, porém não menos importante. A facilidade provém do fato de serem palavras de alterações mínimas e importantes pois expressam ações e o que somos sem ações? Vejam e entendam. Regra básica de verbos é: invariabilidade… não mudam, mas a posição dentro da frase sim.

Definição: Verbos são palavras que expressam ações que podem ter acontecido, estar acontecendo ou ter acontecido. Em Yorùbá são fáceis de identificar.

Verbo “perguntar” = bi (obs.: todo verbo em Yorùbá já vem no passado, o que muda às vezes é o contexto dele ou a presença de advérbios.)

Èmi bi = eu pergunto ou perguntei
Ìwo bi = você pergunta ou perguntou
Òun bi = ela ou ela pergunta ou perguntou
Àwa bi = Nós perguntamos
Eyin bi = Vocês perguntam ou perguntaram
Àwon bi = Eles ou Elas perguntam ou perguntaram

Até aí fácil…. ok? Béèni?

 

Gerúndio.

 
E se eu quiser por esse verbo no gerúndio (Ação que está ocorrendo neste exato momento), como faço? Simples, partículas pré-verbais!! No caso do gerúndio – “n”. 

Èmi nbi = eu estou perguntando
Ìwo nbi = você está perguntando
Òun nbi = ela ou ele está perguntando
Àwa nbi = Nós estamos perguntando
Eyin nbi = Vocês estão perguntando
Àwon nbi = Eles ou Elas estão perguntando

Não disse ser simples!!?! Lembrando que o gerúndio também é marcado com apóstrofo “Èmi n’bi” = “Èmi nbi”.

Futuro (Nosso futuro indicativo) Partícula “Yio” ou “Yóò”.



Èmi yio bi = eu perguntarei
Ìwo yio bi = você perguntará
Òun yio bi = ela ou ele perguntará
Àwa yio bi = Nós perguntaremos
Eyin yio bi = Vocês perguntarão
Àwon yio bi = Eles ou Elas perguntarão

Simples e simples, apenas agir assim com os demais verbos…sem nunca mudar a estrutura do próprio.

 

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Conclusão: Sabendo que os verbos são inalteráveis em sua estrutura e que o que flexiona o tempo e o modo são as partículas pré-verbais; e também sabendo que o verbo por si só, sem adição de partícula já expressa passado, podemos conjuga-los facilmente.

Mas, existem outras partículas, não termina aqui as explicações sobre o assunto. Caso deseje conhecer mais sobre verbos, adquira o Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá (Clique Aqui e Saiba Mais), assim, além de você poder conhecer mais a fundo os verbos, poderá retirar suas dúvidas quanto a eles também.

Áudio para auxiliar Clique Aqui (Está meio amador rs)

O dábò!!!!!

 

 

 

Curso de Yorùbá – Diálogos (Olùkó Vander)

Postado em Atualizado em

E então após longo período sem lançar um material novo, aqui estamos com esta novidade que é o Curso de Yorùbá – Diálogos I. Este curso sem sombra de dúvidas vem atender aos pedidos de todos aqueles que logo após estudarem nos materiais básicos e intermediários, buscavam algo mais desafiador. Poder ouvir nativos em conversas do dia-a-dia é realmente espetacular e nos proporciona uma oportunidade maravilhosa.

Neste material composto por uma apostila e faixas de áudios de cada lição, o alunos poderá acompanhar a conversa nas transcrições e logo depois ver a tradução. Poderá esquadrinhar o texto em busca dos significados das palavras e também se familiarizar com o ritmo e entonação de voz dos falantes nativos.

VALOR: r$80,00

Material enviado por e-mail.

Pagamento através de depósito ou transferência.

Pedidos: bara_rj@hotmail.com

WhatsApp: 021 97502-0569