umbanda e candomblé

Profissão: Bàbá/Ìyálórìsà. Você é contra ou a favor?

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No candomblé é comum ver algumas pessoas torcendo o nariz quando ficam sabendo que determinado sacerdote ou sacerdotisa vive da religião. Geralmente isso vem logo atrelado a cobrança de valores monetários, dinheiro mesmo. Mas afinal de contas, há algo de errado na pessoa que dedicou sua vida a aprender sobre os deuses africanos que cultua e agora cobrar para solucionar problemas alheio com base nisso?

 

Entre o dinheiro e a fé

Quando se entende algo por profissão, subentende-se que haverá salários ou honorários por executar as atividades. Talvez esse seja o grande problema enxergado por muitos quando um zelador/zeladora vive da religião. Ainda é uma grande tabu na cobrança por trabalhos e serviços religiosos executados. Mas não podemos olvidar que um barracão, que é o centro de fé e energia espiritual de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, necessita de manutenção, pagar contas como água e luz e ainda tem o gás e alimentação do próprio e dos que o ajudam (ìyáwo, ekéjì, ògá, etc.)

Outra coisa não muito comum antigamente, mas hoje se vê mais, é o investimento em conhecimento, cursos, seminários, livros e workshops. Também não esquecendo que o zelador(a)  paga por suas obrigações e ebo que venha a tomar com seu mais velho. Ou seja, quando se tem uma profissão, teve que se pagar para obter aquele conhecimento e no caso, aquele àse!

Ou seja, nada vem do nada. Por mais que alguns templos firmem mensalidades para os iniciados como maneira de ajudar nesta manutenção do local sagrado, ainda sim não podemos esquecer que o sacerdote ou sacerdotisa dos cultos afros, assim como o da maioria das religiões, tem sua vida profana e seus gastos no mundo, diversão, alimentação, vestimentas. Mas a grande diferença e bem gritante do Candomblé e Umbanda é não ter uma grande filial com um grande sacerdote, uma super organização como é o caso da Igreja Católica.


 

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Bens Materiais e a Religião

 

Por vezes quando um zelador ou zeladora tem um vida confortável, possui carro e posta em redes sociais viagens etc, logo pensam que ele é um marmoteiro que suga dinheiro de seus pobres clientes. Onde nos faz entrar em outra questão: o quanto é cobrado é justo? Justo para quem? 

Sabemos há muitos anúncios enganosos por ai, com promessas mirabolantes de resolver N situações na vida do consulente. Mas não podemos negar que alguns sacerdotes são conhecidos pela boa fama, do marketing boca a boca. Alguns possui um jogo ótimo e “uma mão boa” para alguns casos, isso cria bons resultados e faz entrar mais clientes e filhos na casa e uma coisa puxa a outra. Ou seja, ganhos por méritos.

Em outros casos é o nível da clientela, como aqueles que atendem juizes, atores, empresários de alto poder aquisitivo e políticos que quando bem atendidos costumam deixar um boa salva. Mas em todos os casos, os bens que provém da vida religiosa, ou melhor, dos serviços religiosos prestados sempre enche os olhos de alguns e faz torce o nariz de outros.

 

Mas e a caridade?

 

Vejo muita gente comentando que é falta de humildade que não se faz mais nada por caridade. Mas sabemos que alguns sacerdotes e sacerdotisa tem suas sessões de caridades, onde guias dão suas consultas gratuitamente. 

Na verdade, a caridade é mais praticada na Umbanda e menos no Candomblé, mas isso vem de motivos históricos e não por ganancia de um e bondade do outro. 

Há quem diga que hoje o que entendemos por obrigação de anos, nada mais são do que a lembrança de antigamente quando as senhoras fundadoras cobravam as alforrias compradas para seus filhos de santo. Dando a eles esses períodos para eles poderem pagar o que foi gasto na libertação deles. Bem, isso não foi estudo a fundo, mas não foi nem uma e nem duas as vezes que ouvi o assunto.

Mas sim, no Candomblé e Culto a Ifá há mais cobranças de valores que na Umbanda. Vide a história dos três e entenderá. Breve teremos a matéria sobre esse assunto.

 

 

Conclusão:

 

Ou seja, nem sempre deve ser visto como maus olhos um zelador viver de sua religião. Não são os valores e sim a conduta e idoneidade do mesmo que deve ser visto. Muitas vezes a bela casa está com prestação de 300 vezes, o belo carro também foi divido em muuuitas parcelas, a viagem foi presente de algum cliente satisfeito. E outras vezes é inveja de quem vê aquela vida boa e ainda não alcançou a própria.

Mas sim, há os charlatões e contra eles justiça e olhos abertos. Sempre busque referências e cuidado com promessas demais.

 

O que acha do assunto? Deixe seu comentário, quero saber o que pensou sobre.

 

O dábò!!

 

 

 

 

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“Ebó” – A importância de ter Àse.

Postado em Atualizado em

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Mo júbà àwon òré mi!

 

No Candomblé, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de mais importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre asese sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida de muitos clientes são equilibradas através do ebo.

Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

Neste momento entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capas de tirar alguém da cama, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

 

 

Como é um Ebo

Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais. A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no astral do consulente em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin, àwon oríkì ou àwon àdúrà são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

 


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Logo após toma – se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora.

 

 

 

Comida de òrìsà são Ebo

Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ater ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam.

Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé!

Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwo de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!


 

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Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

 

 

O dábò Gbogbo

 

 

 

 

 

 

 

 

Como Aprender a Cantar Corretamente Candomblé??

Postado em

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Mo kí gbogbo!

O pedido de ajuda que constantemente recebo por e-mail sempre para nesta pergunta: Olùkó, como posso fazer para cantar um Candomblé corretamente? De cada 10 e-mails que recebo, 6 acabam chegando nessa pedra. E quem me conhece de tempos já conhece minha resposta. Porém, por que ficar dando a mesma resposta quando posso responder aos alunos e futuros alunos por aqui, de uma única vez? 

Um Candomblé bem cantado é algo que encanta, os convidados irão sempre chegar naquele momento que  comentam sobre como o akorin puxou cantigas no momento certo, que a energia era maravilhosa, com emoção e cantando corretamente cada palavra… ops… mas aí que mora o problema! Muitas pessoas cantam maravilhosamente orin sem muitas vezes saber o que significa cada palavra. Geralmente aprendeu a cantiga de ouvidos, sabendo qual é para qual òrìsà, para qual momento, para qual ritmo dos atabaques. No entanto, quando é uma pessoa detentora desses conhecimentos, sabendo que cada palavra proferida e cantada tem poder(Palavras tem poder no Candomblé, veja esse Post), tem àse…. ele dá um verdadeiro show… engrandece a roda e o òrìsà vibra de tanto gosto!

Mas como chegar a esta maestria? Vamos ver algumas formas, mas todas elas passam por conhecer as bases do idioma Yorùbá!

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3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

 

Não são formas definitivas, mas são as três formas que indico aos meus alunos, sendo muitos zeladores e zeladoras que buscam melhorar seus barracões e ter seus filhos cantando com coerência!

#1 – Fazendo um Curso

Parece óbvio né a primeira opção, mas realmente há bons cursos que ensinam cantigas, suas letras e explica a história envolvida ali. O importante na escolha do curso e do professor é saber se ele segue a mesma “cartilha” de seu Ilè. Pois sempre percebo que de àse para àse algumas letras mudam e até cantigas que existem em uma não há em outra. Se seu zelador conhecer alguém, seria a melhor forma de buscar uma indicação.
Algumas pessoas tiveram boas bases de ensino, aprendendo com zeladores antigos que conheceram descendentes de escravos que dominavam bem o idioma. Outros estudaram mesmo a fundo e por isso tem essa maestria. Algumas casas ensinam também antes mesmo que a pessoa se inicie lá.

 

#2 – Livros que acompanham áudios

Nessas horas só me vem um material na cabeça, apesar das críticas que o autor ainda hoje, após seu falecimento sofre, falo do Sr. Altair T’Ògún e de seu livro Nkorin S’awon Orisa que possui áudios espalhados pela internet e vídeos no Youtube já com as letras e áudios.

Esse material foi um dos pioneiros, vindo com a grafia correta, forma como deveria ser cantada, áudios e qual o toque do orin. Alguns acusam o autor de inventar letras ou de trazer cantigas cubanas para o Brasil, tentando colocá-las para ser cantadas na praça. Como disse, ainda hoje o autor sofre críticas, mas é normal quando se começa com um trabalho pioneiro. Bàbá King também tem materiais com áudios de cantigas e orações, mas poucas eu ouço hoje em dia em rodas!

Todo material na verdade você deve estudar e ver se é cantado da mesma forma em seu barracão, pois do contrário não irá surtir efeito você ficar cantando coisas que ninguém sabe responder ou que não é praticado em seu ilé. Novamente siga ao lado de seu zelador ou zeladora buscando orientação e apoio.

 

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#3 – Estude as bases do Idioma Yorùbá

As bases do idioma Yorùbá permite que você consiga transcrever muita coisa que ouve e também a pronunciar as palavras de maneira precisa. Mas entra um problema: conheço muita gente que canta belamente, mas não sabe o idioma Yorùbá… aprendeu de ouvidos, mas não conhece a base fonológica e nem gramatical do idioma.

Com 100% de certeza (Sou suspeito de falar) o estudo do idioma Yorùbá ajuda no aprendizado de cantigas e sua correta canção. Perceba a diferença de uma pessoa cantando um Candomblé bem entonado e um Candomblé cantado a torto e direito somente por repetição de palavras.. a diferença é bem gritante. Um estudante de idioma Yorùbá ainda tem a vantagem de saber o significado das palavras, cantando não somente com palavras, mas com o corpo e com gestos de mãos, expressões de rosto! Querendo aprender o idioma Yorùbá clique aqui e saiba como! Posso te ajudar nessa empreitada!


Atenção: Tem muitas coisas malucas pela internet, letras sem pé nem cabeça com traduções piores ainda. Tenha uma atenção bem crítica nessa hora.


Poderia até mesmo colocar uma quarta opção aqui, que seria a de unir essas três formas em uma e você sair fazendo um verdadeiro show por ai.

De qualquer forma, importante é que você aprenda as bases do idioma e junte isso a seu estudo de cantigas. Sempre peça orientação ao seu zelador ou ògá antigo da casa para também conhecer os fundamentos por trás da cantiga…. indo até onde lhe permitam.

Para finalizar, baixe sua apostila com áudios do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e veja como pode te ajudar… Clique na Imagem abaixo!

 

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Espero que tenha ajudado aos que buscam orientação de como aprender as cantigas de Candomblé!

 

O dábò – Olùkó Vander

 

A Dança dos Òrìsà

Postado em Atualizado em

 

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Mo júbà àwon òré mi!

Não tem jeito, além das lindas cantigas, a dança é um dos pontos fortes do Candomblé. Mas o que é essa dança? O que ela representa durante um culto ao òrìsà? O òrìsà já nasce com esse pé de dança ou há um aprendizado para isso?

Todo òrìsà possui sua história de nascimento, vida, amores, guerras e morte (desaparecimento alguns)…. onde então é cultuado. Todo este trajeto de vida tem seus momento representados quando o ògá começa a tocar os atabaques e as cantigas começam a ser entoada em coro. Juntamente com seus apetrechos… armas, adagas, leques ou espelhos… lança… cajados, o òrìsà tem seus movimentos característicos e sua história representada.

Quando nada entendia sobre Candomblé, hoje entendo um pouquinho, sempre me perguntava sobre os movimentos fortes e brutos de alguns òrìsà quando em dança e suaves e calmos em outros momentos. Pensava que realmente eles estavam em batalha com alguma força no momento… pensava e pensava mil coisas.


 

Jó = verbo em Yorùbá para dançar – bailar

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Às vezes sim, mas em sua grande maioria não. Claro que possuimos energias benéficas e maléficas nos rodeando, mas nem sempre o òrìsà está em batalha com elas.

 

Por que o òrìsà dança daquele jeito?

Na própria Nigéria e territórios vizinhos, a dança faz parte da cultura do país. Quase tudo é cantado e dançado. Enterro, nascimento, casamentos, batizados… É um povo que trás isso em seu DNA cultural.

Em terra o òrìsà, agora no orí do iniciado, reaviva seus amores, batalhas e vitórias em forma de dança. É uma verdadeira poesia em movimento. Quem não conhece o momento em que Oyá e Òba guerreiam no meio do salão ao som frenético dos atabaques e pessoas eufóricas? Ou o lindo momento em que pega-se as pontas do vestido de Òsún representando águas enquanto ela se banha e se embeleza?? Neste exato momento há uma história sendo contada. Um itan sobre algo que ocorreu em sua existência… dentro da mitologia yorubana.

O òrìsà ali mostra o que ele passou ou fez…


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A força de uma Dança

 

Tão forte é esse momento, carregado de tanta força, energia e simbolismo, que alguns iniciados recentes viram em seu òrìsà. Quando Òsùmàrè bebe água no poço e se rasteja pelo salão… só os mais antigos conseguem ver esse lindo ato.

Sei lá… de repente eu vi pai òsùmàrè se contorcendo até o chão e depois já era…. meu òrìsà pegou minha cabeça e vi mais nada – Esse é o relato da maioria que está presente neste momento.

Esse é um ato mágico. Todos os òrìsà possuem estes atos de poder… que trás consigo algo bem poderoso… um momento crucial na sua existência terrena e mitológica.

 

O òrìsà já sabe isso tudo quando é feito na cabeça de um iniciado?

 

Inimigos do Candomblé adoram usar isso contra os praticantes, mas não… òrìsà não nasce com isso… com essa capacidade. O Ìyáwo passa por um treinamento e com o passar dos anos isso é aprimorado. Ele vai aprendendo novos passos.. novos atos.

Cada vez que ele incorpora com seu òrìsà ele esta praticando tudo aquilo aprendido. Seria necessário mais de um post pra explicar sobre essa questão de energia que domina a pessoa na incorporação. Mas não é a totalidade do òrìsà que chega no iniciado, mas uma fagulha da sua essência. Como dizia senhor Agenor Miranda: “Òrìsà é uma fragmento de cada elemento da natureza.”

Então, assim como você aprende a cantar assim como você aprende Yorùbá…. você aprende a dançar para o seu òrìsà saber usar seu corpo. Não caia naquela que um òrìsà falecido na Nigéria toma sua cabeça e começa a dançar…. balela isso… nem lá é assim.

Vídeos dos cultos nigerianos mostram a força mais bruta ainda… sem nenhum esmero e estética como nós. Mas não deixam de serem lindos.

O Candomblé é um culto em movimento e atos… cada qual com seu simbolismo, importância e magia. Muito belo é ver um Candomblé bem cantado, tocado e dançado.


 

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Joãozinho da Gomeia

Este ilustre zelador mostrava um verdadeiro Candomblé show com danças lindas e claro, era muito criticado na sua época por N motivos.. Acesse este link da Wikpedia e leia sobre o mesmo.

 

O dábò gbogbo

 

 

Candomblé e as Drogas!

Postado em Atualizado em

Mo júbà gbogbo

 

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Após longo período sem postar algo onde nossa última postagem foi Oríki com letra de Olódùmarè, retornei com este assunto cabuloso que são as drogas, ainda mais quando associada à alguma religião. Claro que o foco aqui será o Candomblé  e religiões afins. E a bem da verdade, ele surge depois de ler uma postagem em um fórum de um praticante que sentia-se dividido entre o uso de droga (maconha) e sua religião (Candomblé). Leia íntegra Clicando Aqui.

 

Drogas Combinam Com Religião?

Drogas são usadas em atividades religiosas a muito tempo, assim como também são usadas em atividades normais entre a sociedade. Claro que algumas são destrutivas, não se tem dúvidas disso… vide crack, heroína e cocaína. O próprio tabaco, mas só que lentamente.

Mas uma droga em especial sempre causa reboliço na sociedade, nas rodas intelectualizadas e nas que nem tanto: Maconha. A droga que é associada à uma erva, mas que na verdade se usa uma outra parte para o consumo é legalizada em alguns países e usada para entretenimento, assim como para uso medicinal. Por muitos uma simples planta que tem benefícios. Para outros, porta de entrada para drogas mais pesadas e criminalidade.

Mas e o Candomblé, os cultos afros o que acham do seu uso, já que sempre nos associam à natureza, folhas e plantas?

Na edição número 179 da Revista Superinteressante, página 32, o autor da reportagem que fala sobre a perseguição que a maconha sofre pela sociedade, afirma o uso da droga pra facilitar a incorporação de negros praticantes do Candomblé no passado. Confesso não ser a primeira vez que leio sobre, busco em minha memória onde foi que também li a respeito.

Já vi alguns zeladores e zeladoras abominando seu uso, pois suja o corpo e trás problemas ao iniciado. Assim como já ouvi a desculpa que é uma droga natural e não teria problema o praticante fazer uso da mesma.


 

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Críticas ao Candomblé

O Candomblé no passado (Muitas vezes na atualidade) é associado às praticas tidas como ilícitas. Refúgio de criminosos que buscam fechar o corpo contra inimigos e prever prisões. Homossexualidade, pois não vê problemas na união do mesmo sexo. Promiscuidade, pois seus serviços ajudam amantes a se unirem, mulheres da vida a ficarem mais belas e terem mais clientes. E uso de drogas e álcool desregrado em festejos e “orgias”. Mas acho estranha toda essa fama, quando o Candomblé na verdade chega até ser bem rígido nas condutas que os praticantes devem ter com seu corpo, sua mente e seu espiritual.

Alguns terreiros ainda possuem aquele vicio cristão de tempos atrás o que deixa a religião ainda mais moralista do que imaginam. Será por isso que alguns são contra o uso de maconha por seus praticantes?

 

E Salve a Malandragem

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Os malandros sempre foram os caras boêmios e que viviam aprontando pela noite. Algumas cantigas citam o uso do entorpecente, outros incorporados falam que usavam o mesmo quando encarnados, mas nunca ouvi algum deles incentivar. Mas tem mais caroço nesse angu rs! Coisas que não se pode citar, mas o bons entendedores sabem do que falo. O que se sabe é que as entidades são em sua maioria contra qualquer abuso e sempre visam o bem do consulente que estiver em busca de uma palavra!

 

Afinal: Faz Mal à Espiritualidade

O assunto nunca se resumirá somente a religião, já que é um assunto que bate a porta da sociedade precisando ser debatido sem cortinas de fumaças, falsas informações e moralismo excessivo. Mas à luz do Candomblé, a droga é nociva? Trás algum malefício espiritual ao Ìyáwó? O Candomblé aceitar abertamente o colocaria ainda mais marginalizado? O santo cobra de um filho que seja usuário assíduo da maconha?

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Os que conheço que fazem uso e são da religião nunca notei nada de errado em suas vidas espirituais, mas mesmo assim evitam o uso antes do culto ou quando vai ter contato com algum ato religioso. Esses falam justamente da natureza da maconha: uma simples planta com marginalizada, vítima de uma arquiteta indústria contra drogas americana! Mas tentam esconder seu uso dos zeladores e pessoas mais influentes de seus ilé.


 

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Estudo mostra que praticantes de religião são menos propensos ao uso de drogas.

Uma pesquisa mostrou que os praticantes assíduos de atos religiosos (Infelizmente não mostrou os praticantes de cultos afros, mas não os excluiu) são mais propensos a atos culturais e menos aos de beber, fumar tabaco e usar drogas. Esse estudo foi feito com 12.595 universitários. Isso mostra o quanto a religião é forte fator de ajuda aos que de repente se sintam tentados ao o uso de drogas pesadas. Além de ser acolhidos em um ambiente familiar, ele terá um guia que pode servir de arrimo e pessoa para desabafar (Bem, essa deveria ser uma das funções de um zelador(a).

Fonte: Clique Aqui e Leia a Íntegra da Pesquisa.

 

Deixo aberto essa discussão: Candomblé X Maconha!

 

 

O dábò Gbogbo!!

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #9

Postado em

Candomble+1983+oleo+sobre+tela+de+carybe+interna

Mo júbà gbogbo!!

 

Em nossa nona aula irei falar ou novamente falar sobre os sinais e a grafia Yorùbá básicas, posto que ela ainda causa muita confusão entre os estudantes novos. Também poderemos esclarecer porque fica difícil traduzir algumas coisas que as pessoas enviam por ai pela internet. Essa parte quando estamos em aulas presenciais ou workshop, é exaustivamente estudada e revisada.

 

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Note como nas primeiras aulas no Youtube explicamos isso. Clique Aqui e Assista a Primeira Aula e Clique Aqui Para Assistir a Segunda Aula. Você estará o tempo todo em contato com estas regras, como a marcha, freio e a embreagem de um carro para quem está aprendendo a dirigir.

Vamos tratar de algumas, sendo as outras indicado a assistir no próprio Youtube, apenas lembre-se que os vídeos são antigos, então a resolução não é das de hoje.

 

Caso tenha perdido as outras oito aulas, veja no menu abaixo. Clique na aula que perdeu e acompanhe até chegar aqui.


 

         Aula 1     –    Aula 2     –    Aula 3     –    Aula 4          

Aula 5     –    Aula 6     –    Aula 7 (1/2)    –

Aula 7 (2/2)  –  Aula 8


 

 

 

 

Ponto embaixo – Som aberto

Por muito tempo este sinal foi negligenciado por alguns, mas ele é de suma importância quando se está iniciando no aprendizado do idioma, pois ele muda drasticamente o significado das palavras, além de deixar as vogais “E” e “O” com o som bem diferentes, aberto. Também muda o som de “S” para “X”.

Exemplo com a letra “O”:

gbó = Envelhecer. Amadurecer.

gbó = Ouvir. Entender.

O acento agudo desconsidere por enquanto, pois ele é tonal. O primeiro exemplo lê-se como em Bolo e já o segundo exemplo lê-se como em Bola. Ou seja, o acento embaixo da vogal “O” abre seu SOM e muda o significado das palavras. 

Exemplo com “E”.

Ebi = fome

E = Família, Parentes. Lembre-se que falamos sobre a família de santo na outra aula – clique aqui e veja!

No primeiro caso lemos como em Exemplo e já o segundo caso lemos como em Época. Imagine que quando não tem acento embaixo há um acento circunflexo em cima (^), o som fecha e quando tiver um acento embaixo tem um acento agudo em cima (´) e o som abre, mas nunca confunda estes acentos com os de entonação. Ou seja, o acento embaixo da vogal “E” abre seu SOM e muda o significado das palavras, repetindo!

 

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X, SH, CH ou o que?

O “S” no idioma Yorùbá também recebe este acento embaixo, neste caso, quando já se conhece a palavra, não há problema em não usá-lo. Porém há casos que deve-se tentar toda forma de colocá-lo ali. O ponto embaixo do “S” dá o som de “X” e pode ser escrito, quando não em Yorùbá, com qualquer grafia que apresente fonética similar, exemplos: orixá, oricha, orisha. Correto: Òrìsà

Exemplos de uso em palavras parecidas em grafia:

 

Sé = negar algo. Lê-se Xé.

= cozinhar. Lê-se Cê.

 

Contexto e Sonoridade.

Quando o aluno já está avançado nos estudos, ele começa a identificar as palavras por contexto e por sonoridade, assim o não uso do acentos embaixo não se torna tão rigoroso. No entanto, quando a pessoa recebe textos por escrito (Isso acontece muito comigo), a coisa já muda de figura, pois você pega um texto de uma pessoa que não sabe Yorùbá(OU seja, não sabe escrever as palavras, não sabe que o c por exemplo não existe no idioma) e que ouviu as palavras de uma pessoa que também não sabe Yorùbá(OU seja, escreve as palavras imaginando como ela sejam e não como ela realmente são, sendo assim, ele escreve coisas que nem existem) e depois tenta traduzir isso. Uma guerra declarada rs!


 

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Então, mantenha essas regras na cabeça de abertura e fechamento de vogais e do “S”. Note como nas aulas anteriores usamos esses acentos embaixo em diversas palavras e treine com elas.

 

Facebook proibe postagens religiosas depois de críticas de grupos ateus

Postado em

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Será que nem sobre Òrìsà?

 

E mais uma notícia para os que gostam de compartilhar a fé nas redes sociais. Em uma sessão a portas fechadas com os acionistas na terça-feira, executivos do Facebook criaram um conjunto de novas regras que, quando implementadas ainda este ano, irá proibir que os usuários criem suas atualizações de status e mensagens de imagem relacionados de alguma forma à religião e, ao mesmo tempo, tentará desmantelar grupos e derrubar páginas com objetivos ou afiliações religiosas.

O Facebook vai apresentar suas novas regras em três ondas. A primeira vai ser de páginas com temas religiosos serem removidas, bem como grupos religiosos, privados ou não, sendo dissolvidos. A segunda onda irá proibir a postagem, compartilhamento e distribuição geral de imagens e memes religiosos; imagens pedindo a usuários do Facebook para orar, ou incentivando-os a acreditar em uma ou qualquer religião, serão banido, com mensagens de aviso e até mesmo suspensões de conta para aqueles que repetidamente tentarem violar a regra.


 

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A terceira e maior onda, que deverá entrar perto do fim do ano, terá impacto sobre os usuários regulares Facebook, com novos filtros que procuram as atualizações de status que usam palavras-chave religiosas, como “Jesus”, “oração, “Igreja”, ou “Deus”. O Facebook irá ler atualizações de status sinalizadas para determinar se elas devem ser removidas ou não, com mensagens de aviso e suspensões de sair para aqueles que violarem a regra.

Nem tudo está perdido

Nem todo o conteúdo religioso será banido do Facebook, no entanto. Anúncios pagos para organizações religiosas, serviços e eventos ainda serão permitidos. Além disso, páginas promocionais para filmes, livros e jogos de vídeo com temas religiosos estarão isentos das novas proibições, embora o Facebook afirma que “textos religiosos primários”, como a Bíblia, a Torá e o Alcorão, não receberão esta isenção.

As novas regras anti-religião vieram após várias ondas de protestos de grupos ateus e agnósticos, que afirmam que o conteúdo religioso criado pelo usuário é ofensivo para eles e, como um grupo afirmou: “promove geração após geração a doutrinação contundente em seus sistemas de crenças, que nós não queremos que nossas crianças sejam expostas”.

“Durante anos, grupos religiosos foram autorizados a se espalhar sua propaganda no Facebook e outros sites de mídia social, livremente, por isso esta é uma grande vitória para as pessoas pensantes em todos os lugares”, diz Amber Wallace, fundador da Coalizão Ateísta americana, o grupo que liderou a cobrança sobre as novas mudanças do Facebook. “A religião é de natureza fraudulenta. Considero esta uma vitória não para os ateus, mas para os seres humanos de livre vontade em todos os lugares. Uma vida sem dogma religioso é definitivamente uma vida digna de ser vivida”.

O autor ateu John Rush diz que as novas regras vai acabar com um dos mais nefastos padrões duplos do Facebook. “No ano passado, o Facebook anunciou ‘tags satíricas”, para sites satíricos e, esta semana, eles anunciaram uma nova guerra contra “publicações embusteiras”, como o Daily Currant or The Onion. Eles dizem que querem proibir hoaxes e tirá-los de feeds de notícias. Mas e sobre a religião? Essa é a maior farsa já realizada sobre a humanidade, mas você não viu ninguém fazer nada no Facebook até agora. É bom ver um fim à sua hipocrisia, finalmente. “

Mas os usuários teístas do Facebook não estão entusiasmados com as novas regras.“Quando o Facebook vai perceber que não é o seu trabalho policiar a sua rede social?”, pergunta o reverendo Mike Weis, que planeja mover uma ação judicial sobre as proibições. “Existe algo neste país chamada liberdade de expressão. O Facebook não é obrigado à Primeira Emenda, mas nós, como usuários, devemos esperar deles.O bloqueio de conteúdo, porque uma minoria dos usuários acha que o conteúdo ofensivo é a antítese exata da base na qual esta nação foi fundada. E isso significa que, no mínimo, o Facebook é tão anti-americano como um site pode ser”.

Fonte: http://nationalreport.net/facebook-ban-religious-posts-memes-criticism-atheism-groups/