Um Abraço de Òrìsà. Emoção indescritível!

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Foto: Roger Cipó
Foto: Roger Cipó

Um Abraço de Òrìsà Emociona

 

Mo júbà

 

Hoje não irei trazer nada como nos outros post, como informação, aulas de Yorùbá ou coisa que o valha. Hoje na verdade é para falar desse momento tão gostoso, tão sublime e porque não mágico que é quando recebemos um abraço caloroso, apertado e demorado de um òrìsà.

 

Você já teve aquele momento em que foi para um Candomblé com um problema na cabeça, ou triste por algum ocorrido? Sabe aqueles dias que você não está no seu melhor, mas você está ali? E vem o òrìsà bailando, atabaques a toda, as pessoas batendo palma e então ele para diante de você, como quem viu lá no fundo de sua alma suas chagas, seus problemas e suas angústias; ele abre os braços para você. Deixa pra lá a ekéjì que o guia e te abraça de um modo tão caloroso, tão firme e terno ao mesmo tempo; tão cúmplice que as lágrimas vertem pelo rosto… sua alma se descarrega… o mundo para… você está nos braços do Òrìsà que te acalenta.

Esse momento mágico nos faz sentir compreendidos, nos faz sentir mais, nos faz sentir descarregados e revitalizados. Muitas vezes vi pessoas saindo do Candomblé logo após receber este abraço. Vi pessoas caindo em lágrimas de emoção e quando iniciadas, logo viravam no seu Òrìsà.

 


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E quando termina aquele lindo abraço, ele poem a mão em seu peito, na altura do coração e depois poem a mão no peito dele, também na altura do coração. Você sabe que daquele òrìsà você tem um carinho especial naquele momento. Um momento de cumplicidade tal que te faz mais leve.

E assim, sem precisar murmurar pelos cantos, você sai com a esperança de que tudo irá melhorar e que a vida é assim, feita de altos e baixos.

 

Muitas pessoas creem que realmente um abraço de um òrìsà encanta a pessoa, livra ela de doenças e de outros males. Que tira energia ruim. Não importa o que “os outros” irão achar ou não, mas o que você leva com você como experiência mágica e psicologicamente boa… espetacular na verdade


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E você? Já teve essa experiência. Conte nos como foi. Na minha… eu não segurei as lágrimas e cai no choro hehehe

 

 

O dábò

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Profissão: Bàbá/Ìyálórìsà. Você é contra ou a favor?

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adjá

 

No candomblé é comum ver algumas pessoas torcendo o nariz quando ficam sabendo que determinado sacerdote ou sacerdotisa vive da religião. Geralmente isso vem logo atrelado a cobrança de valores monetários, dinheiro mesmo. Mas afinal de contas, há algo de errado na pessoa que dedicou sua vida a aprender sobre os deuses africanos que cultua e agora cobrar para solucionar problemas alheio com base nisso?

 

Entre o dinheiro e a fé

Quando se entende algo por profissão, subentende-se que haverá salários ou honorários por executar as atividades. Talvez esse seja o grande problema enxergado por muitos quando um zelador/zeladora vive da religião. Ainda é uma grande tabu na cobrança por trabalhos e serviços religiosos executados. Mas não podemos olvidar que um barracão, que é o centro de fé e energia espiritual de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, necessita de manutenção, pagar contas como água e luz e ainda tem o gás e alimentação do próprio e dos que o ajudam (ìyáwo, ekéjì, ògá, etc.)

Outra coisa não muito comum antigamente, mas hoje se vê mais, é o investimento em conhecimento, cursos, seminários, livros e workshops. Também não esquecendo que o zelador(a)  paga por suas obrigações e ebo que venha a tomar com seu mais velho. Ou seja, quando se tem uma profissão, teve que se pagar para obter aquele conhecimento e no caso, aquele àse!

Ou seja, nada vem do nada. Por mais que alguns templos firmem mensalidades para os iniciados como maneira de ajudar nesta manutenção do local sagrado, ainda sim não podemos esquecer que o sacerdote ou sacerdotisa dos cultos afros, assim como o da maioria das religiões, tem sua vida profana e seus gastos no mundo, diversão, alimentação, vestimentas. Mas a grande diferença e bem gritante do Candomblé e Umbanda é não ter uma grande filial com um grande sacerdote, uma super organização como é o caso da Igreja Católica.


 

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Bens Materiais e a Religião

 

Por vezes quando um zelador ou zeladora tem um vida confortável, possui carro e posta em redes sociais viagens etc, logo pensam que ele é um marmoteiro que suga dinheiro de seus pobres clientes. Onde nos faz entrar em outra questão: o quanto é cobrado é justo? Justo para quem? 

Sabemos há muitos anúncios enganosos por ai, com promessas mirabolantes de resolver N situações na vida do consulente. Mas não podemos negar que alguns sacerdotes são conhecidos pela boa fama, do marketing boca a boca. Alguns possui um jogo ótimo e “uma mão boa” para alguns casos, isso cria bons resultados e faz entrar mais clientes e filhos na casa e uma coisa puxa a outra. Ou seja, ganhos por méritos.

Em outros casos é o nível da clientela, como aqueles que atendem juizes, atores, empresários de alto poder aquisitivo e políticos que quando bem atendidos costumam deixar um boa salva. Mas em todos os casos, os bens que provém da vida religiosa, ou melhor, dos serviços religiosos prestados sempre enche os olhos de alguns e faz torce o nariz de outros.

 

Mas e a caridade?

 

Vejo muita gente comentando que é falta de humildade que não se faz mais nada por caridade. Mas sabemos que alguns sacerdotes e sacerdotisa tem suas sessões de caridades, onde guias dão suas consultas gratuitamente. 

Na verdade, a caridade é mais praticada na Umbanda e menos no Candomblé, mas isso vem de motivos históricos e não por ganancia de um e bondade do outro. 

Há quem diga que hoje o que entendemos por obrigação de anos, nada mais são do que a lembrança de antigamente quando as senhoras fundadoras cobravam as alforrias compradas para seus filhos de santo. Dando a eles esses períodos para eles poderem pagar o que foi gasto na libertação deles. Bem, isso não foi estudo a fundo, mas não foi nem uma e nem duas as vezes que ouvi o assunto.

Mas sim, no Candomblé e Culto a Ifá há mais cobranças de valores que na Umbanda. Vide a história dos três e entenderá. Breve teremos a matéria sobre esse assunto.

 

 

Conclusão:

 

Ou seja, nem sempre deve ser visto como maus olhos um zelador viver de sua religião. Não são os valores e sim a conduta e idoneidade do mesmo que deve ser visto. Muitas vezes a bela casa está com prestação de 300 vezes, o belo carro também foi divido em muuuitas parcelas, a viagem foi presente de algum cliente satisfeito. E outras vezes é inveja de quem vê aquela vida boa e ainda não alcançou a própria.

Mas sim, há os charlatões e contra eles justiça e olhos abertos. Sempre busque referências e cuidado com promessas demais.

 

O que acha do assunto? Deixe seu comentário, quero saber o que pensou sobre.

 

O dábò!!

 

 

 

 

“Ebó” – A importância de ter Àse.

Postado em Atualizado em

ebo

 

Mo júbà àwon òré mi!

 

No Candomblé, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de mais importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre asese sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida de muitos clientes são equilibradas através do ebo.

Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

Neste momento entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capas de tirar alguém da cama, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

 

 

Como é um Ebo

Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais. A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no astral do consulente em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin, àwon oríkì ou àwon àdúrà são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

 


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Logo após toma – se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora.

 

 

 

Comida de òrìsà são Ebo

Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ater ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam.

Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé!

Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwo de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!


 

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Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

 

 

O dábò Gbogbo

 

 

 

 

 

 

 

 

O que significa Dofono, Dofonotin, etc! (Não é Yorùbá)

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Mo júbà àwon òré mi (Saudações meus amigos)

 

Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas.

Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender. Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões, a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:


Aulas 1Aulas 2  – Aula 3  –  Aula 4  –  Aula 5  –

 Aula 6  –  Aula 7  –  Aula 8  –  Aula 9  

 


Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

Umas das expressões mais usadas dentro do Candomblé são esses acima, indicando geralmente a ordem de barco, que geralmente está associado ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo. Tem muito mais, algumas casas adotam a essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

 

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Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

Seguem as ordens e os nomes:

1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;

2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;

3-Fonmu– É o “fon cru”;

4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;

5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;

6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;

7-Vimu– A “ criança crua”;

8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

 

Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho. Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

 


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Mas por que isso Olùkó, por que idioma diferentes dentro do Candomblé?

Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes. Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá. Abaixo segue o nosso mais novo vídeo postado:

 

 

O dábò gbogbo

Olùkó Vander

Aulas Gratuitas de Yorùbá no Youtube

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Mo júbà gbogbo

 

Nosso canal de ensino do idioma Yorùbá voltou com tudo e toda semana estamos postando aulas lá. Quem não sabe, tivemos um problema com uma produtora de vídeo que logo após fez inúmeras denúncias de nosso canal. Como o Youtube não costuma investigar a fundo do que se tratava, tivemos nosso canal cancelado. Mas sem chorumelas, retornamos e cá estamos com três vídeos daqueles que fizeram e ainda fazem muito sucesso com o povo do Candomblé, Umbanda, Ifá e Santería.

Os vídeos são em total de 22, onde o aluno aprende as bases do idioma Yorùbá de maneira fácil e rápida, mas lembrando: somente alunos matriculados em nossos cursos pagos é que podem retirar dúvidas por e-mail e receber descontos em materiais e promoções. Veja abaixo como:


 

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Como Aprender com Vídeo Aulas?

 

Muitas pessoas me perguntam como aprender então assistindo essas vídeo aulas, muito simples. Com caderno e caneta na mão, faça anotações de cada expressão e regra idiomática. Não esqueça da repetição: repita o que é dito… erre mesmo e repita novamente. Somente essas duas formas já irão lhe ajudar muito.

 

Mas caso queira uma amostra de nosso material em apostila, baixe sua apostila gratuita aqui e comece a estudar, ela acompanha áudios.

 

Seguem os dois vídeo em nossa playlist e não esqueçam de curtir nossos vídeos e se inscrever em nosso canal, assim poderá receber atualizações sempre que algo for postado.

 

Vídeo aula 1 – Introdução ao Idioma

 

 

 

Vídeo aula 2 – Conheça algumas palavras!

 

Vídeo aula 3 – Formas de tratamento

 

Como Aprender a Cantar Corretamente Candomblé??

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Mo kí gbogbo!

O pedido de ajuda que constantemente recebo por e-mail sempre para nesta pergunta: Olùkó, como posso fazer para cantar um Candomblé corretamente? De cada 10 e-mails que recebo, 6 acabam chegando nessa pedra. E quem me conhece de tempos já conhece minha resposta. Porém, por que ficar dando a mesma resposta quando posso responder aos alunos e futuros alunos por aqui, de uma única vez? 

Um Candomblé bem cantado é algo que encanta, os convidados irão sempre chegar naquele momento que  comentam sobre como o akorin puxou cantigas no momento certo, que a energia era maravilhosa, com emoção e cantando corretamente cada palavra… ops… mas aí que mora o problema! Muitas pessoas cantam maravilhosamente orin sem muitas vezes saber o que significa cada palavra. Geralmente aprendeu a cantiga de ouvidos, sabendo qual é para qual òrìsà, para qual momento, para qual ritmo dos atabaques. No entanto, quando é uma pessoa detentora desses conhecimentos, sabendo que cada palavra proferida e cantada tem poder(Palavras tem poder no Candomblé, veja esse Post), tem àse…. ele dá um verdadeiro show… engrandece a roda e o òrìsà vibra de tanto gosto!

Mas como chegar a esta maestria? Vamos ver algumas formas, mas todas elas passam por conhecer as bases do idioma Yorùbá!

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3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

 

Não são formas definitivas, mas são as três formas que indico aos meus alunos, sendo muitos zeladores e zeladoras que buscam melhorar seus barracões e ter seus filhos cantando com coerência!

#1 – Fazendo um Curso

Parece óbvio né a primeira opção, mas realmente há bons cursos que ensinam cantigas, suas letras e explica a história envolvida ali. O importante na escolha do curso e do professor é saber se ele segue a mesma “cartilha” de seu Ilè. Pois sempre percebo que de àse para àse algumas letras mudam e até cantigas que existem em uma não há em outra. Se seu zelador conhecer alguém, seria a melhor forma de buscar uma indicação.
Algumas pessoas tiveram boas bases de ensino, aprendendo com zeladores antigos que conheceram descendentes de escravos que dominavam bem o idioma. Outros estudaram mesmo a fundo e por isso tem essa maestria. Algumas casas ensinam também antes mesmo que a pessoa se inicie lá.

 

#2 – Livros que acompanham áudios

Nessas horas só me vem um material na cabeça, apesar das críticas que o autor ainda hoje, após seu falecimento sofre, falo do Sr. Altair T’Ògún e de seu livro Nkorin S’awon Orisa que possui áudios espalhados pela internet e vídeos no Youtube já com as letras e áudios.

Esse material foi um dos pioneiros, vindo com a grafia correta, forma como deveria ser cantada, áudios e qual o toque do orin. Alguns acusam o autor de inventar letras ou de trazer cantigas cubanas para o Brasil, tentando colocá-las para ser cantadas na praça. Como disse, ainda hoje o autor sofre críticas, mas é normal quando se começa com um trabalho pioneiro. Bàbá King também tem materiais com áudios de cantigas e orações, mas poucas eu ouço hoje em dia em rodas!

Todo material na verdade você deve estudar e ver se é cantado da mesma forma em seu barracão, pois do contrário não irá surtir efeito você ficar cantando coisas que ninguém sabe responder ou que não é praticado em seu ilé. Novamente siga ao lado de seu zelador ou zeladora buscando orientação e apoio.

 

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#3 – Estude as bases do Idioma Yorùbá

As bases do idioma Yorùbá permite que você consiga transcrever muita coisa que ouve e também a pronunciar as palavras de maneira precisa. Mas entra um problema: conheço muita gente que canta belamente, mas não sabe o idioma Yorùbá… aprendeu de ouvidos, mas não conhece a base fonológica e nem gramatical do idioma.

Com 100% de certeza (Sou suspeito de falar) o estudo do idioma Yorùbá ajuda no aprendizado de cantigas e sua correta canção. Perceba a diferença de uma pessoa cantando um Candomblé bem entonado e um Candomblé cantado a torto e direito somente por repetição de palavras.. a diferença é bem gritante. Um estudante de idioma Yorùbá ainda tem a vantagem de saber o significado das palavras, cantando não somente com palavras, mas com o corpo e com gestos de mãos, expressões de rosto! Querendo aprender o idioma Yorùbá clique aqui e saiba como! Posso te ajudar nessa empreitada!


Atenção: Tem muitas coisas malucas pela internet, letras sem pé nem cabeça com traduções piores ainda. Tenha uma atenção bem crítica nessa hora.


Poderia até mesmo colocar uma quarta opção aqui, que seria a de unir essas três formas em uma e você sair fazendo um verdadeiro show por ai.

De qualquer forma, importante é que você aprenda as bases do idioma e junte isso a seu estudo de cantigas. Sempre peça orientação ao seu zelador ou ògá antigo da casa para também conhecer os fundamentos por trás da cantiga…. indo até onde lhe permitam.

Para finalizar, baixe sua apostila com áudios do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e veja como pode te ajudar… Clique na Imagem abaixo!

 

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Espero que tenha ajudado aos que buscam orientação de como aprender as cantigas de Candomblé!

 

O dábò – Olùkó Vander

 

Paramos mas retornamos!

Postado em Atualizado em

Mo júbà gbogbo!

 

Paramos nossas tarefas por um curto tempo devido a problemas familiares graves e por alguns entraves nos projetos que breve irão aparacer para nossos alunos!

Mas para todos que ainda tenham dúvidas em relação a nosso trabalho, não esqueçam que podem nos enviar um e-mail que tão logo serão respondidos ou também pelo Whatsapp.

E-mail: bara_rj@hotmail.com

Whatsapp: 021 -97502-0569

Já, já estaremos postando matérias e dúvidas de alunos que anseiam em aprender cada vez mais.

Grande abraço

 

Olùkó Vander!

Estou apaixonada(o) pelo meu zelador(a) e agora???

Postado em Atualizado em

 

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Mo júbà gbogbo

 

Retornamos em 2016 com tudo e com certeza com novo fôlego e novidades mil, mas claro que não deixamos nossos posts que sempre trazem uma discussão saudável e orientadora sobre assuntos por vezes poucos discutidos ou discutidos às escuras.

Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Sexo e o Candomblé (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, por parte dos membros dividem a todos. Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitadas os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores.

 

Muitas vezes o filho(a) de santo passa tanto tempo com seu zelador(a) ajudando, lado a lado…. passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador(a) causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!


 

 

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Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador(a) assumiu um romance com seu filho(a) de santo?

 

Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwo ou Ekéjì!!!

Sim, conheço casas onde o zelador(a) tem como seu companheiro(a) amoroso(a) um filho(a) e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente. Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem como Ekéjì suas esposas e foram iniciados pelos mesmos…. talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.


 

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Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado, as energias não seriam compatíveis, que isso cria bagunça no barracão…. mas enfim, como é na vida real?

Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas!

Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

 

A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…. o que importa se nos momentos de lazer.. momentos pessoais o(a) zelador(a) está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

Vamos debater o assunto??

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A Dança dos Òrìsà

Postado em Atualizado em

 

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Mo júbà àwon òré mi!

Não tem jeito, além das lindas cantigas, a dança é um dos pontos fortes do Candomblé. Mas o que é essa dança? O que ela representa durante um culto ao òrìsà? O òrìsà já nasce com esse pé de dança ou há um aprendizado para isso?

Todo òrìsà possui sua história de nascimento, vida, amores, guerras e morte (desaparecimento alguns)…. onde então é cultuado. Todo este trajeto de vida tem seus momento representados quando o ògá começa a tocar os atabaques e as cantigas começam a ser entoada em coro. Juntamente com seus apetrechos… armas, adagas, leques ou espelhos… lança… cajados, o òrìsà tem seus movimentos característicos e sua história representada.

Quando nada entendia sobre Candomblé, hoje entendo um pouquinho, sempre me perguntava sobre os movimentos fortes e brutos de alguns òrìsà quando em dança e suaves e calmos em outros momentos. Pensava que realmente eles estavam em batalha com alguma força no momento… pensava e pensava mil coisas.


 

Jó = verbo em Yorùbá para dançar – bailar

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Às vezes sim, mas em sua grande maioria não. Claro que possuimos energias benéficas e maléficas nos rodeando, mas nem sempre o òrìsà está em batalha com elas.

 

Por que o òrìsà dança daquele jeito?

Na própria Nigéria e territórios vizinhos, a dança faz parte da cultura do país. Quase tudo é cantado e dançado. Enterro, nascimento, casamentos, batizados… É um povo que trás isso em seu DNA cultural.

Em terra o òrìsà, agora no orí do iniciado, reaviva seus amores, batalhas e vitórias em forma de dança. É uma verdadeira poesia em movimento. Quem não conhece o momento em que Oyá e Òba guerreiam no meio do salão ao som frenético dos atabaques e pessoas eufóricas? Ou o lindo momento em que pega-se as pontas do vestido de Òsún representando águas enquanto ela se banha e se embeleza?? Neste exato momento há uma história sendo contada. Um itan sobre algo que ocorreu em sua existência… dentro da mitologia yorubana.

O òrìsà ali mostra o que ele passou ou fez…


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A força de uma Dança

 

Tão forte é esse momento, carregado de tanta força, energia e simbolismo, que alguns iniciados recentes viram em seu òrìsà. Quando Òsùmàrè bebe água no poço e se rasteja pelo salão… só os mais antigos conseguem ver esse lindo ato.

Sei lá… de repente eu vi pai òsùmàrè se contorcendo até o chão e depois já era…. meu òrìsà pegou minha cabeça e vi mais nada – Esse é o relato da maioria que está presente neste momento.

Esse é um ato mágico. Todos os òrìsà possuem estes atos de poder… que trás consigo algo bem poderoso… um momento crucial na sua existência terrena e mitológica.

 

O òrìsà já sabe isso tudo quando é feito na cabeça de um iniciado?

 

Inimigos do Candomblé adoram usar isso contra os praticantes, mas não… òrìsà não nasce com isso… com essa capacidade. O Ìyáwo passa por um treinamento e com o passar dos anos isso é aprimorado. Ele vai aprendendo novos passos.. novos atos.

Cada vez que ele incorpora com seu òrìsà ele esta praticando tudo aquilo aprendido. Seria necessário mais de um post pra explicar sobre essa questão de energia que domina a pessoa na incorporação. Mas não é a totalidade do òrìsà que chega no iniciado, mas uma fagulha da sua essência. Como dizia senhor Agenor Miranda: “Òrìsà é uma fragmento de cada elemento da natureza.”

Então, assim como você aprende a cantar assim como você aprende Yorùbá…. você aprende a dançar para o seu òrìsà saber usar seu corpo. Não caia naquela que um òrìsà falecido na Nigéria toma sua cabeça e começa a dançar…. balela isso… nem lá é assim.

Vídeos dos cultos nigerianos mostram a força mais bruta ainda… sem nenhum esmero e estética como nós. Mas não deixam de serem lindos.

O Candomblé é um culto em movimento e atos… cada qual com seu simbolismo, importância e magia. Muito belo é ver um Candomblé bem cantado, tocado e dançado.


 

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Joãozinho da Gomeia

Este ilustre zelador mostrava um verdadeiro Candomblé show com danças lindas e claro, era muito criticado na sua época por N motivos.. Acesse este link da Wikpedia e leia sobre o mesmo.

 

O dábò gbogbo

 

 

Candomblé e as Drogas!

Postado em Atualizado em

Mo júbà gbogbo

 

candomblé_maconha

 

Após longo período sem postar algo onde nossa última postagem foi Oríki com letra de Olódùmarè, retornei com este assunto cabuloso que são as drogas, ainda mais quando associada à alguma religião. Claro que o foco aqui será o Candomblé  e religiões afins. E a bem da verdade, ele surge depois de ler uma postagem em um fórum de um praticante que sentia-se dividido entre o uso de droga (maconha) e sua religião (Candomblé). Leia íntegra Clicando Aqui.

 

Drogas Combinam Com Religião?

Drogas são usadas em atividades religiosas a muito tempo, assim como também são usadas em atividades normais entre a sociedade. Claro que algumas são destrutivas, não se tem dúvidas disso… vide crack, heroína e cocaína. O próprio tabaco, mas só que lentamente.

Mas uma droga em especial sempre causa reboliço na sociedade, nas rodas intelectualizadas e nas que nem tanto: Maconha. A droga que é associada à uma erva, mas que na verdade se usa uma outra parte para o consumo é legalizada em alguns países e usada para entretenimento, assim como para uso medicinal. Por muitos uma simples planta que tem benefícios. Para outros, porta de entrada para drogas mais pesadas e criminalidade.

Mas e o Candomblé, os cultos afros o que acham do seu uso, já que sempre nos associam à natureza, folhas e plantas?

Na edição número 179 da Revista Superinteressante, página 32, o autor da reportagem que fala sobre a perseguição que a maconha sofre pela sociedade, afirma o uso da droga pra facilitar a incorporação de negros praticantes do Candomblé no passado. Confesso não ser a primeira vez que leio sobre, busco em minha memória onde foi que também li a respeito.

Já vi alguns zeladores e zeladoras abominando seu uso, pois suja o corpo e trás problemas ao iniciado. Assim como já ouvi a desculpa que é uma droga natural e não teria problema o praticante fazer uso da mesma.


 

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Críticas ao Candomblé

O Candomblé no passado (Muitas vezes na atualidade) é associado às praticas tidas como ilícitas. Refúgio de criminosos que buscam fechar o corpo contra inimigos e prever prisões. Homossexualidade, pois não vê problemas na união do mesmo sexo. Promiscuidade, pois seus serviços ajudam amantes a se unirem, mulheres da vida a ficarem mais belas e terem mais clientes. E uso de drogas e álcool desregrado em festejos e “orgias”. Mas acho estranha toda essa fama, quando o Candomblé na verdade chega até ser bem rígido nas condutas que os praticantes devem ter com seu corpo, sua mente e seu espiritual.

Alguns terreiros ainda possuem aquele vicio cristão de tempos atrás o que deixa a religião ainda mais moralista do que imaginam. Será por isso que alguns são contra o uso de maconha por seus praticantes?

 

E Salve a Malandragem

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Os malandros sempre foram os caras boêmios e que viviam aprontando pela noite. Algumas cantigas citam o uso do entorpecente, outros incorporados falam que usavam o mesmo quando encarnados, mas nunca ouvi algum deles incentivar. Mas tem mais caroço nesse angu rs! Coisas que não se pode citar, mas o bons entendedores sabem do que falo. O que se sabe é que as entidades são em sua maioria contra qualquer abuso e sempre visam o bem do consulente que estiver em busca de uma palavra!

 

Afinal: Faz Mal à Espiritualidade

O assunto nunca se resumirá somente a religião, já que é um assunto que bate a porta da sociedade precisando ser debatido sem cortinas de fumaças, falsas informações e moralismo excessivo. Mas à luz do Candomblé, a droga é nociva? Trás algum malefício espiritual ao Ìyáwó? O Candomblé aceitar abertamente o colocaria ainda mais marginalizado? O santo cobra de um filho que seja usuário assíduo da maconha?

droga

Os que conheço que fazem uso e são da religião nunca notei nada de errado em suas vidas espirituais, mas mesmo assim evitam o uso antes do culto ou quando vai ter contato com algum ato religioso. Esses falam justamente da natureza da maconha: uma simples planta com marginalizada, vítima de uma arquiteta indústria contra drogas americana! Mas tentam esconder seu uso dos zeladores e pessoas mais influentes de seus ilé.


 

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Estudo mostra que praticantes de religião são menos propensos ao uso de drogas.

Uma pesquisa mostrou que os praticantes assíduos de atos religiosos (Infelizmente não mostrou os praticantes de cultos afros, mas não os excluiu) são mais propensos a atos culturais e menos aos de beber, fumar tabaco e usar drogas. Esse estudo foi feito com 12.595 universitários. Isso mostra o quanto a religião é forte fator de ajuda aos que de repente se sintam tentados ao o uso de drogas pesadas. Além de ser acolhidos em um ambiente familiar, ele terá um guia que pode servir de arrimo e pessoa para desabafar (Bem, essa deveria ser uma das funções de um zelador(a).

Fonte: Clique Aqui e Leia a Íntegra da Pesquisa.

 

Deixo aberto essa discussão: Candomblé X Maconha!

 

 

O dábò Gbogbo!!

 

Lindo oríki para Olódùmarè – Letra em Yorùbá – Português!

Postado em Atualizado em

Olodumare - O Criador.

Mo júbà gbogbo

E novamente estamos aqui para trazer essa lindíssima interpretação de oríki feita por Mayowa Adeyemo. Gosto muito da forma como ela recita o oríki…. com paixão… sentimento profundo… delicadeza e às vezes alegria. Realmente impressiona e passa uma energia muito gostosa. Neste oríki ela clama ao supremo criador que venha restaurar a ordem na terra, que possa fazer a vida fluir normalmente e começa a elogiar todo o poder do supremo.

Se você ainda não viu Mayowa recitando um oríki, veja neste link ela recitando para Ògún – Clique Aqui e Veja o Oríki de Ògún. Vemos muita diferença no que alguns chama de oríki né? Mas não se preocupe, porque breve teremos um curso de oríki maravilhoso.

Que saber como recitar bem um oríki? Pronunciando corretamente as palavras? Veja a promoção abaixo!!


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Mas vamos lá, chega de papo e vamos ouvir essa linda recitação do Oríki ao grande criados que é Olòdúmarè.

A letra pode ser baixada clicando aqui e você acompanha ela recitando. O link anda quebrando, envie-me um e-mail e peça sua letra: bara_rj@hotmail.com 

Então é isso meus caros. Espero que tenham gostado e caso queira um curso de Yorùbá com áudios e gratuito…. acesse nossa página e baixe o seu:

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O dábò!!

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #9

Postado em

Candomble+1983+oleo+sobre+tela+de+carybe+interna

Mo júbà gbogbo!!

 

Em nossa nona aula irei falar ou novamente falar sobre os sinais e a grafia Yorùbá básicas, posto que ela ainda causa muita confusão entre os estudantes novos. Também poderemos esclarecer porque fica difícil traduzir algumas coisas que as pessoas enviam por ai pela internet. Essa parte quando estamos em aulas presenciais ou workshop, é exaustivamente estudada e revisada.

 

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Note como nas primeiras aulas no Youtube explicamos isso. Clique Aqui e Assista a Primeira Aula e Clique Aqui Para Assistir a Segunda Aula. Você estará o tempo todo em contato com estas regras, como a marcha, freio e a embreagem de um carro para quem está aprendendo a dirigir.

Vamos tratar de algumas, sendo as outras indicado a assistir no próprio Youtube, apenas lembre-se que os vídeos são antigos, então a resolução não é das de hoje.

 

Caso tenha perdido as outras oito aulas, veja no menu abaixo. Clique na aula que perdeu e acompanhe até chegar aqui.


 

         Aula 1     –    Aula 2     –    Aula 3     –    Aula 4          

Aula 5     –    Aula 6     –    Aula 7 (1/2)    –

Aula 7 (2/2)  –  Aula 8


 

 

 

 

Ponto embaixo – Som aberto

Por muito tempo este sinal foi negligenciado por alguns, mas ele é de suma importância quando se está iniciando no aprendizado do idioma, pois ele muda drasticamente o significado das palavras, além de deixar as vogais “E” e “O” com o som bem diferentes, aberto. Também muda o som de “S” para “X”.

Exemplo com a letra “O”:

gbó = Envelhecer. Amadurecer.

gbó = Ouvir. Entender.

O acento agudo desconsidere por enquanto, pois ele é tonal. O primeiro exemplo lê-se como em Bolo e já o segundo exemplo lê-se como em Bola. Ou seja, o acento embaixo da vogal “O” abre seu SOM e muda o significado das palavras. 

Exemplo com “E”.

Ebi = fome

E = Família, Parentes. Lembre-se que falamos sobre a família de santo na outra aula – clique aqui e veja!

No primeiro caso lemos como em Exemplo e já o segundo caso lemos como em Época. Imagine que quando não tem acento embaixo há um acento circunflexo em cima (^), o som fecha e quando tiver um acento embaixo tem um acento agudo em cima (´) e o som abre, mas nunca confunda estes acentos com os de entonação. Ou seja, o acento embaixo da vogal “E” abre seu SOM e muda o significado das palavras, repetindo!

 

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X, SH, CH ou o que?

O “S” no idioma Yorùbá também recebe este acento embaixo, neste caso, quando já se conhece a palavra, não há problema em não usá-lo. Porém há casos que deve-se tentar toda forma de colocá-lo ali. O ponto embaixo do “S” dá o som de “X” e pode ser escrito, quando não em Yorùbá, com qualquer grafia que apresente fonética similar, exemplos: orixá, oricha, orisha. Correto: Òrìsà

Exemplos de uso em palavras parecidas em grafia:

 

Sé = negar algo. Lê-se Xé.

= cozinhar. Lê-se Cê.

 

Contexto e Sonoridade.

Quando o aluno já está avançado nos estudos, ele começa a identificar as palavras por contexto e por sonoridade, assim o não uso do acentos embaixo não se torna tão rigoroso. No entanto, quando a pessoa recebe textos por escrito (Isso acontece muito comigo), a coisa já muda de figura, pois você pega um texto de uma pessoa que não sabe Yorùbá(OU seja, não sabe escrever as palavras, não sabe que o c por exemplo não existe no idioma) e que ouviu as palavras de uma pessoa que também não sabe Yorùbá(OU seja, escreve as palavras imaginando como ela sejam e não como ela realmente são, sendo assim, ele escreve coisas que nem existem) e depois tenta traduzir isso. Uma guerra declarada rs!


 

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Então, mantenha essas regras na cabeça de abertura e fechamento de vogais e do “S”. Note como nas aulas anteriores usamos esses acentos embaixo em diversas palavras e treine com elas.

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #8

Postado em Atualizado em

Capturar

Mo kí gbogbo

E aqui estamos depois de algumas tribulações, agora estamos em nossa oitava aula de Yorùbá para CandombléAulas de Yoruba de Graça – e vamos hoje entender a família. Como a estrutura da família de santo se assemelha muito à família de sangue, fica fácil fazer as associações que veremos agora.

família yoruba

 A Família

Para entendermos a imagem acima, temos que conhecer alguns termos de fácil pronúncia e associação, pois convivemos com elas todos os dias, mas algumas são erroneamente usadas. Vejamos:

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E = Família (Acima temos a Família Akínwálé)

Em algumas aulas passadas do Youtube (Clique aqui e assista) falamos sobre os termos mãe e pai. Temos:

Bàbá = Pai

Màmá = Mãe (Muitas pessoas conhecem apenas o Ìyá)

Então nós temos: Bàbá Fémi e Màmá ou ìyá Oláníkèé.

Mas e as crianças Olùkó?

Vamos trabalhar agora com o conceito de irmãos, pois o de pais é bem fácil, apenas entrou um termo novo (Màmá). Para os irmãos muita gente chama qualquer pessoa mais velha de “egbo mi“, inclusive algumas pessoas pensam ainda que se refere a algum cargo. Mas o termo se refere ao seu irmão mais velho, pois o “mi” é o pronome possessivo meu e ègbón significa um irmão mais velho, pertencente a sua família. Vamos ver:

Ègbón = Irmão(ã) mais velho(a);

Àbúrò = Irmão(ã) mais novo(a);

Mi = Pronome possessivo “Meu”.

Temos então que Bùnmi é Àbúrò de Báyò. E que Lolá e Jídé são àwon ègbón de Bùnmi e Báyò. Lolá é ègbón de Jídé. Bùnmi é àbúrò de Jídé. Ufa rs, compreendeu. Uma forma simples de você internalizar isso e usar exemplos reais com irmãos de amigo e com seus irmãos.

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Certo Olùkó, mas em uma família temos tios, tias, avós e avôs???

Calma, vamos que vamos pois não terminamos essa aula ainda. Vamos ainda responder a uma questão que sempre me falam. Que usamos ègbón e àbúrò pois assim estamos dizendo que a pessoa faz parte de nossa família religiosa em forma mais alongada… mais extensa. Enfim, temos a solução para isso. 

Arákùnrin = Irmão

Arábínrin = Irmã

E a partir dessa formação podemos formar o tio e tia. Vejamos:

Arákùnrin ìyá = Tio (Arákùnrin ìyá mi = meu tio por parte de mãe)

Arábìnrin Ìyá = Tia (Arábìnrin Ìyá mi = minha tia por parte de mãe)

Arákùnrin Bàbá = Tio (Arákùnrin Bàbá mi = meu tio por parte de pai)

Arábìnrin Bàbá = Tia (Arábìnrin Bàbá mi = minha tia por parte de pai)

Essa parte terminamos, agora conhecemos os tios e tias por parte de mãe e por parte de pai. Mais falta a origem da família, os ancestrais que dão início a tudo isso, são os avós e também abordamos o tema em nossas aulas gratuitas do Youtube, não deixe de ver clicando aqui. Lá vamos:

Parte feminina formada por Ìyá:

Ìyá nlá = Avó

Ìyá ìyá = Avó

Ìyá ìyá ìyá = Bisavó

Ìyá ìyáwo = Sogra (mãe da esposa)

Ìyá oko = Sogra (mãe do marido)

Agora por parte do pai, ou por parte do Bàbá:

Bàbá nlá = Avô

Bàbá bàbá = Avô

Bàbá bàbá bàbá = Bisavô

Bàbá ìyáwo = Sogro (Pai da esposa)

Bàbá oko = Sogro (Pai do marido)

Conheça a Fan Page Ao Òrìsà Com Amor. Curta e se junte a nós!! Clique Aqui e Curta a Página!

Então chegamos ao final dessa nossa oitava aula, hoje falando sobre os familiares. Lembrando que essa família também se aplica ao povo de santo, ao Candomblé. Bastando ter como base seu zelador (Bàbálórìsà) ou sua zeladora (Ìyálórìsà).

E vem muita novidades por aí, estamos em fase de mudanças maravilhosas para oferecer cada vez mais conhecimento a vocês que acompanham meu trabalho com o idioma e cultura Yorùbá. Não deixe de baixar sua apostila gratuita com áudios e ficar sabendo cada novidade que surgir.

O dábò Gbogbo!!!

Documentário Censurado – Estamos retirando!

Postado em

candomble_censurado

 

Com grande desânimo e tristeza estaremos retirando de nosso canal no Youtube o tão belamente produzido documentário sobre o Candomblé. Fomos procurado através do Facebook pelo produtor Vinícius Vasconcelos que nos pediu “educadamente” que retirássemos (Apagássemos definitivamente) o material de nosso canal com ameaça de sermos acionados na justiça por tal ato “criminoso”.

Ficamos realmente perplexo com a atitude já que em nenhum momento a Educa Yoruba ou o Prof. Vander denegriu a produtora, os participantes do documentário ou nem mesmo o próprio documentário. Pelo contrário, elogiamos e fizemos boas críticas a respeito do mesmo, já que necessitamos de materiais assim. Além disso divulgamos tanto o trabalho que em dois dias o vídeo tinha mais de 2600 acessos e recebemos uns 200 e-mails pedindo referência da produtora e querendo saber quem foram eles. Enfim… agimos de boa fé!

Candomblé

 

Segunda Censura Esse Ano

 

Já não é a primeira vez que exercendo nossa função de divulgar o Candomblé e seus movimentos, fomo censurados. Em outra feita, o dono de um grupo apagou todas as nossas postagem pois não agradava ao que ele entendia como informação para o Candomblé – no caso, aulas de Yorùbá – e após uma conversa ele nos bloqueou do grupo.

 

Esperamos que os produtores da LV Filmes fique satisfeito e pedimos encarecidamente e educadamente, principalmente,  desculpas por expor o material por ele produzido. E se em algum momento – sabemos que não – denegrimos, caluniamos ou manchamos a imagem de algum dos participantes, produtores e técnicos (iluminadores, técnicos de áudios e sonoplastia, edição), não foi a intenção e sim… a divulgação de nosso amado Candomblé.

 

Por aqui ficamos!

 

Olùkó Vander – Educa Yoruba

Documentário Sobre o Candomblé: “ASÉ “

Postado em

Candomble

 

Mo júbà gbogbo

 

Essa semana fiquei super feliz em ver esse excelente material sobre o Candomblé, coisa que nossa religião muito precisa (Tive problemas em subir o vídeo para o Youtube, mas já foi corrigido). É um documentário com depoimentos e explicações de alguns zeladores como Bàbálórìsà Marcos Vinícius, Bàbálórìsà Jorge Ferreira, Bàbálórìsà Paulo Jagger e omo òrìsà Thiago. Apesar de ter ficado limitado somente aos três representantes da nossa religião, cada um expressa de maneira emocionante o quanto o Candomblé faz parte da vida deles.


 

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Ainda temos belas cenas de um “Amalá de Xângo” e um “Odum okanlelogun”. São cenas em que vemos os atabaques sendo belamente tocados, òrìsà dançando e sendo louvado pelos presentes no salão.  O Candomblé necessita de mais ações como esta, claro que com maior participantes de outras casas e não somente restrita a duas ou três casas.

Mas vale a pena tirar 27 minutos para assistir e meditar sobre o que é dito por cada um. Aos produtores da LV Filmes  e Facção meus parabéns pela iniciativa e pela qualidade de imagem e áudio do trabalho!

 

 

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DILMA RECEBE “BÊNÇÃOS DE EXU” DURANTE VISITA AO PIAUÍ

Postado em

 

curso_de_yoruba

 

Mo júbà Gbogbo

 

Dilma Rousseff esteve em Teresina (PI) na última sexta-feira (11) cumprindo agenda política e foi recebida por representantes do Candomblé e Umbanda que deram a “bênção de Exu” durante o evento Dialoga Brasil.

Uma Ìyálórìsà disse à imprensa que a bênção vai ajudar a presidente a resolver os problemas do Brasil. “Demos bênçãos de Exu para a nossa presidente para que ele abra os caminhos e ajude a resolver os problemas do país?”, explicou a mãe de santo Yatyllyssa, do estado de Roraima ao G1.

Os religiosos aproveitaram o encontro para pedir que Dilma ajude no combate à intolerância. “Também entregamos a ela um pedido para que vote o plano nacional a contra a intolerância religiosa, pois sofremos muito com isso. Nossas religiões são discriminadas e esquecidas pelos governos”, disse a mãe de santo.

 

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A adolescente que foi apedrejada no Rio de Janeiro também esteve no encontro com Dilma e deu bênçãos para a presidente. “Fui apedrejada no meio da rua em minha cidade porque estava vestida de roupa da umbanda(?). Vim pedir para a presidente que ela aprove nosso plano de intolerância religiosa, pois nós merecemos respeito. Já fui para vários lugares vestida assim e quero que minha religião seja respeitada como faço com as demais”, afirmou a jovem.

Dilma Rousseff fez um discurso defendendo o direito de crença das pessoas em um país democrático. “Somos um país que respeitamos as diferenças religiosas, não temos guerras religiosas. Nós somos um país que tem de respeitar as diferenças étnicas, as diferenças raciais. Isso é algo que temos que superar porque ninguém que viveu a escravidão supera isso de forma fácil”, afirmou a presidente.

 

Fonte: http://www.libertar.in/2015/09/dilma-recebe-bencaos-de-exu-durante.html

(Segunda Parte) Aula de Yorùbá Para Candomblé – #7

Postado em

Akaraje

 

 

 

Mo júbà gbogbo

 

E vamos dar continuidade a nossa segunda parte da sétima aula de Yorùbá para candomblé.
Na primeira parte (Leia Aqui A Primeira Parte), falamos sobre o modo como perguntamos, oferecemos comida para outras pessoas e vimos o quanto ocorrem erros básicos hoje em dia. Um pouco de Yorùbá Básico e com certeza a pessoa acerta o prumo. E nem precisa pagar para tanto, acessem no Youtube aulas gratuitas… Clique Aqui e Assista 22 Aulas Gratuitas de Yorùbá.

 

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Segunda Parte

 

Sabido que a religião é um colcha de retalho cultura, que temos várias culturas em uma só. Cada òrìsà remonta a uma tribo específica e às vezes até a nações diferentes. Posto isso, fato será que haverá termos em idioma que não seja o Yorùbá. Outra nação, outro idioma e consequentemente, nome de comida diferente. Porém muitas vezes não se vê isso.

Alguns termos acabam sendo misturados com folclore e criam até lendas em volta, explicações absurdas.

Àkàràje: O famoso bolinho e delicioso por sinal, tem seu nome original apenas como àkàrà, mas depois colocaram je do verbo comer no final! Até aí tudo bem, mas depois falavam que a tradução de “acarajé” é bolinho das bruxas, porque Oyá é umas das três feiticeiras e adorava comer esse bolinho.

A grande dúvida de alguns alunos é buscar o significado dos nomes das comidas. E sempre toco neste assunto como sendo desnecessário, pois seria como eu perguntar: o que significa “arroz” ou “feijão”?

Então não virem a cair no bolinho das bruxas ou outras invenções envolvendo o idioma Yorùbá.

 

 

 

Aprenda o idioma Yorùbá
(Curta nossa fan page e fique por dentro do mundo Yorùbá – Clique Aqui)

 

Não adianta, a melhor maneira de não ser enganado e não ficar caindo em folclore inventando sem fundamentos, é o correto aprendizado do idioma dos òrìsà: O idioma Yorùbá! Hoje torna-se cada vez mais fundamental o aprendizado deste idioma, tendo disponíveis vídeos, apostilas gratuitas e tudo mais para se ter noção do mesmo.

 

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Quanto a resposta correta quando nos perguntam “Se  a wá jeun? – Vamos comer?”, ninguém respondeu como é em suas casas, mas a resposta correta é:

Sim – Béèni!!
Não – Rara!!

 

 

O dábò e até a próxima aula!!

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #7

Postado em Atualizado em

curso_de_yoruba

Mo júbà gbogbo – E káàbo!!!

 

Parte gostosa de nossas aulas e já estou com água na boca em começar a escrever rs, mas vamos lá. Porém, muita gente está chegando aqui agora, então, convido você, que é marinheiro de primeira viagem, a conhecer as outras seis aulas. São aulas voltadas para o Candomblé, isso mesmo, um curso gratuito de Yorùbá voltado para Candomblé e facilitar o dia a dia de quem pretende aprender o idioma sem se afastar da religião. Clique nos números abaixo e será direcionado para cada aula:


 

Aulas – 1     Aula – 2     Aula -3     Aula – 4     Aula – 5     Aula – 6


 

Então estamos aqui para falar de algumas comidas comumente usadas dentro do Candomblé e como sempre digo para meus queridos alunos “nem tudo dentro do Candomblé é Yorùbá” e isso explica a minha não indicação em quem não tem intenção de viajar para Nigéria de se tornar fluente no idioma, não há necessidade, ok? 

E vamos para algumas observações:

  1. Não irei ensinar o preparo de alimentos, pois para alguns, liturgicamente falando, tem awo envolvido;
  2. Evitarei falar de quem cada alimento pertence, talvez em outra publicação, isso pelo fato de a religião afro se bem pluralizada e seu Ilé não é dono da verdade. Então o que é em um, em outro talvez não seja.
  3. Essa aula será dividia em duas partes, mas ambas terão o número 7 (Aula 7).

Cada òrìsà possui seu alimento associado. Em muitas culturas o alimento tem sua ligação sagrada e ainda mais em religiões politeístas, onde cada divindade tem sua predileção alimentícia. Em muitos casos, a obervação de alguns fatores se fazem necessários e aí entram os àwon èwo (Kizilas ou interdito), histórias de guerras, traições e amores. Oferecer um alimento aos pés do òrìsà é um verdadeiro conto de história e muito pode ser dito de cada um. Como sempre digo aos alunos do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá – “Pesquise, estude… fuce… aprenda a conhecer sua religião!!!”.

“E onde entra o Yorùbá nisso?”, você deve estar pensando. Simples. Vejamos os termos abaixo. (Parte desta aula integram o Curso Intermediário de Yorùbá. Tem Interesse? Clique Aqui e Adquira o Seu!!)


 

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Servido? ou Vamos Comer?

servido

 

Não há jeito. Ele sempre está lá: “A jeun?” A primeira palavra que chamou a atenção quando tive meus primeiros contatos com o Candomblé foi justamente essa expressão. E rapidamente era traduzido para: Servido? ou Quer comer? E eu ouvia mais do que qualquer outra… barracão cheio… imagina!

Não minto, eu achava mágico usar o idioma no dia a dia assim. Ainda hoje acho super gostoso pronunciar as palavras, ouvir uma resposta também em Yorùbá… mágico!! Mas depois, estudando e pesquisando… não é uma pergunta.. não (Pasmem).

Existe uma regra de formulação de perguntas que os alunos aprendem no Curso de Introdução. Resumindo-a: Sabe-se quando a pergunta exige sim ou não como resposta baseado na colocação da partícula “Se no inicio da frase (Não conhecia essa regra??? Que isso, venha fazer um curso conosco e aprenda muito mais!!!). Neste caso não há a partícula “se. Mas afirmo que não seja uma pergunta e sim, uma afirmação. Veja na aula abaixo sobre os pronomes e entenderá melhor:

 

Ou seja, A = nós! e Jeun verbo comer! e Mais abaixo verá a falha do uso de uma regra de verbos no caso, comer!

 

A jeun. = Nós comenos.

 

Para tornarmos isso em um convite ou uma pergunta, teríamos que formular da seguinte forma:

 

Se  a wá jeun? – Vamos comer?

 

E qual a resposta a essa pergunta? (Não irei por agora, quero que me diga como você responde em sua casa um oferecimento de comida. Como sei que tenho alunos e seguidores de diversos estados brasileiros e também países que preservam o culto ao òrìsà, quero saber mais como é dito e respondido em seu ilé: bara_rj@hotmail.com. Envie-me um e-mail!!!)

 

Na próxima aula iremos ver a resposta!!

 

Ainda Não Acabou

Ainda há alguns termos ligados a alimentação que gostaria que entendessem. O próprio verbo comer em Yorùbá depende se é algo específico ou se não está especificado, ou seja, não basta usar um verbo comer e conjugá-lo.

 

Jeun = Verbo comer, sem especificar o que. Sem complemento. Ex.: Mo fé jeun! = Eu amo comer!(Muita gente é assim kkkk)

Je= comer algo, tendo que haver complemento. Ex.: Mo fé je eja = Eu amo comer peixe!

Entenderam? Lembrando que essa parte integra o material do Curso Intermediário, com a diferença que o curso vai com áudio!!


 

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Certo… na próxima aula iremos falar sobre: Ounje ou seja, as comidas propriamente ditas. Deixe você com água na boca né? 

Que receber as novidades direto em seu e-mail, baixar um apostila gratuita com áudios e participar de promoções???? Clique Aqui e Cadastre-se!!

 

O dábò

 

 

 

 

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé – #6

Postado em

 

Mo júbà gbogbo e cá estamos na nossa sexta aula. Sempre trazendo temas pertinentes ao mundo do Candomblé, Umbanda e Ifá. E cada dia mais o apoio de alunos e seguidores vai me dando forças de prosseguir e chegamos em nossa aula que falamos sobre nome de barracão de santo, ou ilé t’òrìsà… o espaço sagrado onde os àwon òrìsà são cultuados. Onde nascem a cada dia mais um òrìsà que irá bailar relembrando seus feitos em terra.

 

E onde o aprendizado do idioma Yorùbá, ou um Curso de Yorùbá pode ajudar você a colocar um nome em sua casa de santo? Em muitas coisas e principalmente para não passar a vergonha de ter o nome como menstruação, peneira e por aí vai associado a sua casa. Irá entender até o término da matéria, aguarde. Entender o idioma de nossa religião, nem que seja o básico, o fundamental…  é de suma importância para todo iniciado, ainda mais os que tanto batem no peito para dizer que tem mais de 10, 20… 30 anos de iniciado! A idade é primordial, ainda mais quando atrelada ao fator conhecimento de causa.


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Vamos começar!

 

Todos estão acostumado a ver os nomes das casas: Ilê Axé…, Igba/ Ibá Axé… ou até mesmo… Ebé/Egbe Orixá…. (Nomes deixei aportuguesados mesmo). Muito antigamente, antes dessa não mais nova globalização e boom da internet, tudo isso passaria desapercebido de algum erro e uns até acham bonito sair do tradicional Ilê Axé e partir para outras nomenclaturas. Mas isso causa uma babel de termos e que muitas e muitas vezes fogem dos significados mais básicos. Casa de Energia/ Força Espiritual… Claro que não é proposital, ainda mais em tempos que o acesso a conhecimento era muito limitado e quem o tinha trancafiava até o caixão e ia-se por terra.

 

Veja a palavra Àse (Axé):

Escrita corretamente: Àse. Tradução mais comumente aceita: Energia espiritual, força espiritual. Bem, não me apegarei a traduções detalhadas, pois é uma palavra que pede um livro, mas todos compreendem bem o que significa.

Mas na falta de conhecimento básico, Àse se transforma em À. E comentei em um vídeo no Youtube sobre acentuações e a mania de algumas pessoas colocarem acentos onde não há necessidade, vezes por ignorância mesmo, mas um simples acento transforma sua casa em alvo de piada… Veja esse exemplo simples: Ilé Àsé t’Ògún.

 

Casa da Menstruação de Ògún!!!

 

Pois é, à significa menstruação e não ficaria nada bonito estampado em uma placa na frente de seu ilé; num convite para saída de ìyáeo ou obrigação; ou até mesmo em um jornal como anúncio para jogo de búzios. Agora entende a importância de um básico conhecimento de acentuações e um dicionário confiável?

Ainda há Àsè = Festa/ e Asé = peneira.

Esses dois menos inofensivos, mas da mesma forma merecem cuidado no uso.


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Egbé e Igbá.

O primeiro termo eu via muito utilizado pelas pessoas de Ifá, que após iniciadas, formavam grupos para estudo e continuar o culto aqui no Brasil após o seu sacerdote retornar para Nigéria ou outra localidade. Ègbé significa uma reunião de pessoas ou uma sociedade. Um grupo de pessoas e organizadas, não podemos esquecer deste fator. Não é qualquer turma de baderneiros que se tornam um Ègbé.

Mas de uns tempos para cá, esse termo também é usado para casas de òrìsà praticantes de Candomblé, posto que, acredite, nem todos que se reúnem para cultuar òrìsà pode se enquadrar como Candomblé. E isso despendem longos debates que eu particularmente não acredito que muitos estejam prontos para tal.

 

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Igbá já é mais filosófico e envolve o simbolismo da cabaça e esse é seu significado (Igbá = Cabaça). Pequeno espaço sagrado e muito especial para se usar em vários feitiços, ebó e N utilidades, mas aqui é o poder sagrado do objeto que possibilita usar para nomear lugares. Uma casa de santo é um local sagrado… um igbá. Igbá àse… Cabaça de àse.. cabaça de energia/ força!

 

 

Vamos então deixar as palavras bem explicadas para ajudar no nome de seu Ilé. Claro que a intenção não é ensinar a você como colocar um nome em seu Ilé, pois cada Àse age de uma maneira. Porém, é dar uma luz nos principais termos e também impedir que determinadas palavras estranhas vão parar em convites de saídas de Ìyáwo… Fan Pages… Placa de barracões e até tatuagens como já vi.

Ilé = Casa, Moradia, habitação. Aportuguesado – Ilê.

Àse = Energia espiritual. Ap. – Axé.

Ègbé = Sociedade, comunidade, associação, grupo. Ap. Egbé.

Igbá = Cabaça. Aportuguesado, porém incorre em muito erro de tradução: Ibá.

Lembrando que vejo muitas junções de três elementos: Ilé Àse Igbá…. ou Ilé Àse Ègbé

 

O dábò Gbogbo!!

 

A Educa Yorùbá oferece o serviço de consultoria nesta área, nomeações de barracões e correção de significados. Contato: bara_rj@hotmail.com

 

 

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Oríkì para Ògún. Com letra em Yoruba e Português.

Postado em Atualizado em

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Mo júbà

(Este post foi editado devido a problemas que tivemos com a retirada do vídeo do Youtube. Transferimos o mesmo para o Facebook!)

Para mim essa foi uma das mais belas interpretações e recitação de um oríkì para Ògún. Não canso de ouvir. Seu nome é Mayowa Adeyemo.

Veja que lindo vídeo! Veja cada expressão dela… lindo demais rs! Baixe Aqui a Letra em Yorùbá/Português! 
O link do está quebrando, então caso queira a letra, envie-me um e-mail e pedindo a letra: bara_rj@hotmail.com.

 

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Informações: bara_rj@hotmail.com / Whatsapp: 021 97502-0569

 

 

 

O dábò Gbogbo!!!!

Oríkì t’Ògún – Interpretado por uma Nigeriana.

Postado em Atualizado em

Mo júbà.

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Muito lindo este oríkì tão bem interpretado por esta cantora nigeriana. Que saber a letra em Yorùbá e português? Envie-me um e-mail com assunto: Oríkì de Ògún e você receberá em seu e-mail, sem custo algum!

E-mail: bara_rj@hotmail.com

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Entrevista Com Sacerdote do Culto a Èsù! Muito Bom!!

Postado em

Entrevista com Chief Esuleke – Olupona ti Èsù20.-Orisa-Esu-the-morning-star-Chief-Kayode-Idowu-Esuleke
Sim, eu cultuo Èsù, mas não sou satanista!

Quando ele menciona seu sobrenome, arrepios prontamente tomam conta de todo o seu corpo. E como ele explica, tocando a mão ao solo – esse é o òrìsà das reviravoltas e aquele que fica plantado a frente da sua casa.

Conheça Chefe Kayode Idowu Esuleke, Baale Èsù de Osogbo e chefe de todos os adoradores Èsù e Egungun na capital do estado de Osun.  E ao contrário do que reza algumas lendas, quem é de Èsù não necessariamente tem a cabeça em forma cônica como já se ouviu falar por ai!

Baale, uma cidade iorubá, é o governante tradicional e líder da comunidade.

Esta tarde, ele está em um tradicional ágbada branco e azul. Uma marca verde em que Baale È de Osogbo é corajosamente inscrito paira sobre seu pescoço.

Entre os cristãos e muçulmanos, Èsù, a divindade, o òrìsà que este homem serve tão respeitosamente, é considerado como Satanás, o diabo, a mais vil das criaturas. Então, por que alguém iria orgulhosamente ostentar um título que ele anuncia como líder de homens e mulheres que adoram o diabo?

Mas ele diz que não há correlação entre Èsù e Satanás. E que ele é sumo sacerdote de Èsù. Baale Esu diz que suas esposas praticam o cristianismo e o islamismo. Uma delas foi mesmo a Meca em peregrinação em cinco ocasiões diferentes, diz ele. E não há falta de harmonia no lar apesar de cada uma ter um culto diferente.


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Èsù e o Diabo Cristão!


Èsù não é Satanás, nem é o diabo“, explica o senhor idoso com um Inglês impecável. “Èsù é uma divindade tradicional Yorùbá. Você tem pessoas adorando Sàngó, Ògúm e outros. Só pessoas ignorantes veem Èsù como Satanás.

Este homem relata: “A perspectiva com que vemos Èsù difere totalmente da realidade. Elegbara ou Esulaalu Laaroye difere de Satanás. Bispo Ajayi Crowther, quando estava tentando traduzir a versão em Inglês da Bíblia para Yorùbá, colocou Lúcifer, mas ele também não sabia como chamá-lo em Yorùbá. Este era um homem que tinha sido terrivelmente abusado pelos senhores de escravos. Ele tinha sido movido em torno de várias partes do mundo em navios negreiros. Ele não sabia o que estava no chão daqui, sua terra. Foi por isso que ele disse que Lúcifer é Èsù. ”

Os cristãos dizem que Èsù deu a Adão e Eva uma fruta para comer no Jardim do Éden, a maçã no caso. Depois que Adão e Eva comeram o fruto, seus olhos se abriram e eles se tornaram civilizado. Eles sabiam que estavam nus e tinham que ir encontrar algumas roupas para vestir.” Se esta história for verdadeira, o que estava errado com eles? O crime que Èsù cometeu foi ter ajudando as pessoas a se tornarem civilizadas? Ninguém foi capaz de responder a essa pergunta.

Eu quero dizer-lhe que Èsù é a polícia dos òrìsà, das divindades. Ele não é segundo a nenhum deus, sempre o primeiro. Os outros deuses respeitam ele por causa de sua honestidade e decisão firme. Uma vez que ele tenha tomado uma decisão, ele não muda e nada o faz mudar.

Você tinha pensado que este homem seria um personagem iletrado, mas você está obviamente errado. Ele ainda informa que ele é convidado regularmente para entregar trabalhos em universidades americanas e europeias. “Muito em breve, eu estarei indo para os Estados Unidos para entregar uns papéis de mestrado e doutorado“, diz ele.

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Família e Religião

Uma outra coisa boa sobre Chief Esuleke é que ele não impõe sua religião em sua família. Suas esposas e filhos, diz ele, são livres para professar qualquer fé que elas queiram.

Eu tenho três esposas“, diz ao repórter. “Minha primeira esposa é uma cristã, minha segunda esposa é cristã e minha terceira esposa é muçulmana. Ela é uma Alhaja. Ela foi a Meca cinco vezes.

Então por que ele permite que suas esposas pratiquem o islamismo e o cristianismo, quando ele não acredita nessas religiões “Por que não?“, Ele questiona. “O que isso tem a ver comigo? Eu lhes dou a liberdade de religião, liberdade de associação e liberdade de crítica construtiva. Existem mil maneiras de fazer pedidos a partir do seu Deus. Há pessoas que vão colocar um animal para baixo e dizem que é o seu deus. E Deus ainda responde suas orações. Você nunca pode compreender a Deus. É por isso que quando vejo pessoas dizendo que estão lutando por Deus, eu sei que deve estar louco e precisa urgentemente de um psiquiatra para examinar suas cabeças.

Se o rei de adoradores Èsù é que liberal, você quer saber por que ele não abraçar o Islã ou o cristianismo como muitas pessoas em sua cidade natal?

Eu li a Bíblia de dentro para fora”, ele começa. “Em 1959, eu passei nos exames do Alcorão também. Então eu conheço ambos os livros.
Essas pessoas vem e banalizam nossos cérebros. Eles levaram tudo da nossa cultura e da nossa herança para longe e nos deu alguns livros para ler. Essas são coisas que não são muito peculiares para nós na África. Depois eu fui para a esquerda e para a direita, mas permaneço no centro. Tudo isso a corrupção, o nepotismo, o ódio e outros atos anti-sociais, não temos isso em nosso próprio sistema. Se você vai ser honesto, você está fora. Se você não jogar o jogo deles, vão jogá-lo fora. Se você olhar ao seu redor, existem mil e uma mesquitas em todo o lugar. Igrejas estão surgindo todos os dias. E ainda, o que você tem? Assassinato, assalto à mão armada, apenas menciono alguns. Vá e olhe para a igreja e a mesquita. Confira os nomes. Você nunca vai ver Esuleke, Ifabunmi, Ifadayisi e assim por diante. Os nomes que você ouve na igreja e mesquitas são as mesmas pessoas que roubam o dinheiro público. É por isso que tomei uma decisão que eu e toda a minha família vai ficar onde há transparência e honestidade “.

 

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Chefe Esuleke tem uma sugestão para os líderes nigerianos:  a corrupção e outros males que assolam o país deve terminar, em seguida, os nigerianos devem parar de jurar pela Bíblia ou o Alcorão.

Se você é realmente sério sobre o combate à corrupção e outros crimes, você tem que jurar por Ògún, Èsù ou Sàngó. Estes três deuses não estão perdoando. Se você jurar por Òsun, Òsun é uma mulher. Ela perdoa. Mas se você jurar por Èsù agora, o dia que você roubar um lápis do escritório, Èsù vai atacar quase que imediatamente. Se você jurar por Sàngó e você roubar, assim que você vê relâmpagos no céu, você se torna apavorado. Se você jurar por Ògún, uma vez que você vê um carro vindo em sua direção, você se fica nervoso. O dia que você começar a jurar assim, a corrupção vai acabar imediatamente.

Quando as pessoas juram, o que deveriam dizer é que, se eu roubar ou me matar, Deus deve punir-me. Em vez disso, eles vão mesmo dizer, então Deus me ajude. Você quer que Deus o ajude a cometer crime? Esse é o problema. Deixe as pessoas começarem a jurar por Ògún, Èsù e Sàngó. Eu lhe digo, a corrupção começará a diminuir no país.

Ele cita um exemplo pronto. Em meados de 1990, o Chefe do Esuleke diz que foi a cerimônia de posse de um vereador em Osogbo, Governo Local. Na tomada de posse, ele se recusou a lhe entregar a Bíblia ou o Alcorão. “Pedi-lhes para trazer uma lâmina ou algo assim. Eu atrasei o evento para cerca de duas horas. Ele disse que ninguém iria remover um lápis do escritório, jurando por Èsù sobre a lâmina. E isso aconteceu. Ninguém roubou nada do governo local. Basta experimentá-lo. Corrupção será uma coisa do passado, na Nigéria.

E essa foi a entrevista dada pelo supremo sacerdote de Èsù. Ela não é atual, mas mostra como o culto é levado a sério em outras localidades e nota-se também a harmonia que esse senhor conseguiu por entre as religiões com suas esposas. Abaixo o site pessoal deste homem espetacular:

http://theboyesuleke.net/

Candomblé é lugar de criança?

Postado em

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Mo júbà gbogbo…

Antes de começar a desenvolver o assunto, gostaria de esclarecer, já que tem tido confusão e por vezes recebo e-mails desnecessários sobre os meus posts (Como no caso de Candomblé e Sexo – Leia Aqui). Gosto de jogar o assunto para ser desenvolvido, debatido e não imponho minha opinião em meus posts. Não considerem as coisas que escrevo como uma posição minha do que é errado ou certo, abomino este tipo de atitude. Então, o que se segue são reflexões acerca do que vi e ouvi sendo debatido por praticantes do Candomblé.

 

As Crianças e O Candomblé

 

Ouço muitas vezes as pessoas falarem que são católicas porque foram batizadas crianças e nem tiveram essa escolha, pois do contrário iriam querer ser “batizada” no Candomblé. Mas também vejo algumas pessoas indo em desacordo com a iniciação de crianças muitos novas na religião, pois alegam que se quer ela teve essa escolha. 

Não podemos negar que elas são um verdadeiro encanto quando estão lá viradas em seu òrìsà e quando bailam no salão, todos tem o coração derretidos pela beleza e inocência das mesmas. Em contra partida, temos vistos situações de intolerância religiosa e até mesmo bullying (Tão comum nesta idade, não é de hoje este assunto, apenas assumiu um nome). Nesta idade já é crítico para quem vai para escola normalmente e tem um grupo que pega no pé, imagina indo de contra-egun, pano de cabeça ou gèlé (Leia mais sobre o pano de cabeça aqui)… um verdadeiro inferno para os pequenos.

Conheci homens e mulheres que dizem que foram iniciados ainda pequenos ao Candomblé, mas logo depois, para decepção dois pais, preferiu seguir outros caminhos, caminhos às vezes nem religiosos. Aí vem a pergunta: faz bem iniciar uma criança ainda sem real noção do que quer a este compromisso com o òrìsà, com a religião? Há algum benefício, vantagem nisso? Ou o que há que pode prejudicar a criança, ou até mesmo adolescente?


 

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Não pode se negar que no Candomblé e Umbanda a criança tem contato com o respeito a hierarquia e a idade (coisa que alguns jovens estão deixando de lado), a disciplina e auto-controle. Percebo que alguns pais dizem ter os filhos que frequentam o Candomblé como mais obedientes e disciplinados do que aqueles que não frequentam, ou até que frequentam outra denominação. Ainda há os ensinamentos de trabalho em grupo e os outros que incluem manutenção do ilè. A nível educação, realmente há muitas vantagens.

No entanto, tem a turma do contra e o foco recai logo na estigma das religiões de matriz afro: o sacrifício animal! Mas será que realmente há problema nisso? Será que o psicólogo fica cheio porque uma criança viu ou participou de uma matança, sacrífico durante um corte?

 

Este tema na verdade nos enche de perguntas né? Colocar inúmeras respostas seria algo bem complicado, pois sei bem o quanto a opinião sobre este assunto diverge e converge em vários momentos. Nos deparamos com N situações: uma ìyálórìsà que ama sua religião, mas só iniciará sua filha após os 15 anos e antes vai ter aquela longa conversa sobre ser a herdeira do àse; aquele zelador que se pudesse já iniciava o filho ali mesmo na mesa de parto rs!

 

Mas não podemos negar, elas são um encanto no ilè, o mimo de muitos zeladores e quando seguem a religião até a fase adulta, possui um grau de conhecimento prático da religião muito grande. Antigamente o Candomblé era o dia a dia de muitas crianças, era onde nasciam, cresciam, davam os primeiros passos, as primeiras palavras e enfim, ali que se tornavam, homens ou mulheres, que logo levavam adiante a cultura religiosa dos pais. E fica a pergunta: você iniciaria seu filho no Candomblé mesmo ele sendo tão novo ao ponto de não saber se é o que ele quer ou não?

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Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

Postado em Atualizado em

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Mo júbà gbogbo

Aqui estamos para mais uma aula de Yorùbá e espero que estejam gostando das outras. Sempre feitas com muito carinho para que você possa aprender mais e mais desse lindo mundo que é o idioma e cultura Yorùbá. Lembrando, querendo ver e aprender com as aulas anteriores, basta seguir o menu abaixo e ficará por dentro das quatro aulas anteriores.

1° Aula          2° Aula          3° Aula          4° Aula

Sua primeira vez aqui e quer saber mais sobre o idioma Yorùbá, leia essa postagem sobre O idioma Yorùbá ou assista os vídeos no Youtube com aulas de Yorùbá: Clique Aqui e assista as aulas!

E vamos então para a nossa aula de hoje:

Saudações em Yorùbá

Saudar as pessoas é um ato de educação e respeito, sem sobra de dúvidas. Dentro do Candomblé temos várias saudações para várias situações e para todas as divindades possíveis. E claro, com a saudação vem também os atos que os seguem, como encostar a mão na cabeça, ou no chão, estalar os dedos atrás do ombro… enfim, isso depende da educação de Àse de cada um!

Justamente para não ir de encontro ao que ensinado em seu Àse que irei ensinar as saudações mundanas vamos assim dizer, o Bom Dia, Boa tarde e Boa noite… e para ficar ainda melhor, assista essa aula pelo vídeo que tem no Youtube: Aula de Saudações em Vídeo!


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Seja Bem Vindo – E Káàbo!

Recepcionar bem alguém é sempre um ato de humildade e educação. Ao receber alguém em seu Ilè, pode-se usar o termo Káàbo ou E káàbo!

Mas qual a diferença? Simples. O “E” na frente de alguns termos indica que você está dirigindo-se a alguém com mais idade, em outro nível hierárquico, no nosso caso, religioso ou quando está se dirigindo a um grupo de pessoas.

Exemplo ao receber um Bàbálórìsà, após já ter usado os outros cumprimentos que se exige, pode ser dito:

Você: – E Káàbo Bàbá!!! ou, caso de uma zeladora, Ìyá!

Uma aluna que tem contatos com nigerianos foi corrigida por um, pois ele desconhecia a forma “Káàbo“, mas conhecia a segunda forma que eu até ensino no vídeo: Ku abo ou E ku aboUma forma mais antiga e tradicional!

A resposta a esta saudação é o simples: Mo dúpé!

Bom dia  – Káàro!

O começar do dia, com os primeiros raios do sol traz essa saudação que também é muito utilizada em nosso querido idioma nato!

Veja como funciona a regra do “E“: No primeiro caso, um pai encontra seu filho e o cumprimenta, neste caso não  pai não usa a partícula “E“.

Bàbá: – Káàro omo mi!

OmoE káàro oo!!

Agora o filho encontra seu pai, aí a regra se faz presente:

OmoE Káàro o, Bàbá!!

Bàbá: – Káàro oo, omo mi!!


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As outras formas!

Eu sei o que você deve estar se perguntando agora: E as outras formas? Boa tarde… Boa noite…

Certo, a regra se mantem ok? Se você for se direcionar a uma pessoa de mais idade, ou grupo de pessoas, ou a alguém superior em grau hierárquico, coloque o “E” na frente e presumo que você conheça a regras dos sinais e entonação, não é? Caso não saiba como usar essas regras de pronúncia, clique aqui e pegue sua  Apostila Gratuita com Áudios!

Então temos:

Seja bem vindo = Káàbo;

Bom dia = Káàro.

E agora teremos:

Boa tarde: Káàsan;

Boa noite = Káàle ou Kále!

Lembre-se, no meu vídeo lá do Youtube tem muitas outras saudações: Mo júbà, Mo kí… Tenho certeza que com ajuda do áudio e minhas explicações lá você irá entender bem melhor.

Um grande abraço e… ops, já ia esquecendo essa saudação de despedida: O dábò e neste caso não se usa partícula “E” e nenhuma situação! Significa, até logo!!

O dábò Gbogbo!!!

Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

Postado em

Aula de Yorùbá para o Candomblé #4

Aula de Yoruba em DVD


Ops…  perdão interromper a aula, sabia que já está a venda o Curso de Yorùbá em DVD? Clique Aqui e Conheça o Material!!!


 

Olá, mo júbà gbogbo!!

 

E voltamos com mais uma aula de Yorùbá voltada para o Candomblé totalmente gratuita. Se é a primeira vez que aparece por aqui, pode acompanhar as outras aulas nos links abaixo.

Aula de Yorùbá – 1

Aula de Yorùbá – 2

Aula de Yorùbá – 3

 

Antes de começar, também gostaria de convidá-lo a conhecer meu canal no YouTube e minha Fanpage, onde você sempre encontra as novidades que posto: vídeos, promoções, cursos, palestras e por aí vai!!

 

Canal no YouTube Aqui!

Fanpage aqui!!

 

Vamos aprender?

Verbos em Yorùbá é uma parte muito fácil do idioma, porém não menos importante. A facilidade provém do fato de serem palavras de alterações mínimas e importantes pois expressam ações e o que somos sem ações? Vejam e entendam. Regra básica de verbos é: invariabilidade… não mudam, mas a posição dentro da frase sim.

Definição: Verbos são palavras que expressam ações que podem ter acontecido, estar acontecendo ou ter acontecido. Em Yorùbá são fáceis de identificar.

Verbo “perguntar” = bi (obs.: todo verbo em Yorùbá já vem no passado, o que muda às vezes é o contexto dele ou a presença de advérbios.)

Èmi bi = eu pergunto ou perguntei
Ìwo bi = você pergunta ou perguntou
Òun bi = ela ou ela pergunta ou perguntou
Àwa bi = Nós perguntamos
Eyin bi = Vocês perguntam ou perguntaram
Àwon bi = Eles ou Elas perguntam ou perguntaram

Até aí fácil…. ok? Béèni?

 

Gerúndio.

 
E se eu quiser por esse verbo no gerúndio (Ação que está ocorrendo neste exato momento), como faço? Simples, partículas pré-verbais!! No caso do gerúndio – “n”. 

Èmi nbi = eu estou perguntando
Ìwo nbi = você está perguntando
Òun nbi = ela ou ele está perguntando
Àwa nbi = Nós estamos perguntando
Eyin nbi = Vocês estão perguntando
Àwon nbi = Eles ou Elas estão perguntando

Não disse ser simples!!?! Lembrando que o gerúndio também é marcado com apóstrofo “Èmi n’bi” = “Èmi nbi”.

Futuro (Nosso futuro indicativo) Partícula “Yio” ou “Yóò”.



Èmi yio bi = eu perguntarei
Ìwo yio bi = você perguntará
Òun yio bi = ela ou ele perguntará
Àwa yio bi = Nós perguntaremos
Eyin yio bi = Vocês perguntarão
Àwon yio bi = Eles ou Elas perguntarão

Simples e simples, apenas agir assim com os demais verbos…sem nunca mudar a estrutura do próprio.

 

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Conclusão: Sabendo que os verbos são inalteráveis em sua estrutura e que o que flexiona o tempo e o modo são as partículas pré-verbais; e também sabendo que o verbo por si só, sem adição de partícula já expressa passado, podemos conjuga-los facilmente.

Mas, existem outras partículas, não termina aqui as explicações sobre o assunto. Caso deseje conhecer mais sobre verbos, adquira o Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá (Clique Aqui e Saiba Mais), assim, além de você poder conhecer mais a fundo os verbos, poderá retirar suas dúvidas quanto a eles também.

Áudio para auxiliar Clique Aqui (Está meio amador rs)

O dábò!!!!!

 

 

 

Facebook proibe postagens religiosas depois de críticas de grupos ateus

Postado em

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Será que nem sobre Òrìsà?

 

E mais uma notícia para os que gostam de compartilhar a fé nas redes sociais. Em uma sessão a portas fechadas com os acionistas na terça-feira, executivos do Facebook criaram um conjunto de novas regras que, quando implementadas ainda este ano, irá proibir que os usuários criem suas atualizações de status e mensagens de imagem relacionados de alguma forma à religião e, ao mesmo tempo, tentará desmantelar grupos e derrubar páginas com objetivos ou afiliações religiosas.

O Facebook vai apresentar suas novas regras em três ondas. A primeira vai ser de páginas com temas religiosos serem removidas, bem como grupos religiosos, privados ou não, sendo dissolvidos. A segunda onda irá proibir a postagem, compartilhamento e distribuição geral de imagens e memes religiosos; imagens pedindo a usuários do Facebook para orar, ou incentivando-os a acreditar em uma ou qualquer religião, serão banido, com mensagens de aviso e até mesmo suspensões de conta para aqueles que repetidamente tentarem violar a regra.


 

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A terceira e maior onda, que deverá entrar perto do fim do ano, terá impacto sobre os usuários regulares Facebook, com novos filtros que procuram as atualizações de status que usam palavras-chave religiosas, como “Jesus”, “oração, “Igreja”, ou “Deus”. O Facebook irá ler atualizações de status sinalizadas para determinar se elas devem ser removidas ou não, com mensagens de aviso e suspensões de sair para aqueles que violarem a regra.

Nem tudo está perdido

Nem todo o conteúdo religioso será banido do Facebook, no entanto. Anúncios pagos para organizações religiosas, serviços e eventos ainda serão permitidos. Além disso, páginas promocionais para filmes, livros e jogos de vídeo com temas religiosos estarão isentos das novas proibições, embora o Facebook afirma que “textos religiosos primários”, como a Bíblia, a Torá e o Alcorão, não receberão esta isenção.

As novas regras anti-religião vieram após várias ondas de protestos de grupos ateus e agnósticos, que afirmam que o conteúdo religioso criado pelo usuário é ofensivo para eles e, como um grupo afirmou: “promove geração após geração a doutrinação contundente em seus sistemas de crenças, que nós não queremos que nossas crianças sejam expostas”.

“Durante anos, grupos religiosos foram autorizados a se espalhar sua propaganda no Facebook e outros sites de mídia social, livremente, por isso esta é uma grande vitória para as pessoas pensantes em todos os lugares”, diz Amber Wallace, fundador da Coalizão Ateísta americana, o grupo que liderou a cobrança sobre as novas mudanças do Facebook. “A religião é de natureza fraudulenta. Considero esta uma vitória não para os ateus, mas para os seres humanos de livre vontade em todos os lugares. Uma vida sem dogma religioso é definitivamente uma vida digna de ser vivida”.

O autor ateu John Rush diz que as novas regras vai acabar com um dos mais nefastos padrões duplos do Facebook. “No ano passado, o Facebook anunciou ‘tags satíricas”, para sites satíricos e, esta semana, eles anunciaram uma nova guerra contra “publicações embusteiras”, como o Daily Currant or The Onion. Eles dizem que querem proibir hoaxes e tirá-los de feeds de notícias. Mas e sobre a religião? Essa é a maior farsa já realizada sobre a humanidade, mas você não viu ninguém fazer nada no Facebook até agora. É bom ver um fim à sua hipocrisia, finalmente. “

Mas os usuários teístas do Facebook não estão entusiasmados com as novas regras.“Quando o Facebook vai perceber que não é o seu trabalho policiar a sua rede social?”, pergunta o reverendo Mike Weis, que planeja mover uma ação judicial sobre as proibições. “Existe algo neste país chamada liberdade de expressão. O Facebook não é obrigado à Primeira Emenda, mas nós, como usuários, devemos esperar deles.O bloqueio de conteúdo, porque uma minoria dos usuários acha que o conteúdo ofensivo é a antítese exata da base na qual esta nação foi fundada. E isso significa que, no mínimo, o Facebook é tão anti-americano como um site pode ser”.

Fonte: http://nationalreport.net/facebook-ban-religious-posts-memes-criticism-atheism-groups/

 

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

Postado em

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

Aula de Yoruba para Candomblé

 

E aqui estamos com mais uma aula gratuita de Yorùbá totalmente voltada para o Candomblé, com termos, palavras e ideias de nossa amada religião. Muitos estão gostando e os apoios não faltam, então, vamos que vamos meu povo!

Caso seja sua primeira vez aqui, segue abaixo as aulas que você perdeu:

Aula de Yorùbá – n°1

Aula de Yorùbá – n°2


 

E não esqueça: Baixe seu Curso Gratuito com Áudios Aqui!


 

Aula de Yorùbá: Abàdá/ agbádá/ ágbada.

Voltando a tocar na importância das acentuações dentro da grafia yorùbá, nos deparamos com um termo que pode deixar a pessoa com cara de boba mesmo, frente a alguém que saiba falar ou/e ler o idioma. Daí a importância de não menosprezar um aprendizado básico do idioma dos òrìsà.

Abàdá é um adverbio com significado de algo para sempre, eternamente.
Ex.: Mo fé òrìsà abàdá – Eu amo meu òrìsà eternamente.

Ágbada é vasilhame, pote… bacia. Por favor, nunca vista um ágbada (rs).

Ex.: Fún mi ìyen ágbada. – Me dê aquele pote/ Me dê aquela bacia. (Fún mi = dê-me/ me dê)

Agbádá essa sim é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá.  E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin.

 

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Na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. No Curso Intermediário de Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.

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Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Se não leu sobre Gèlé, os panos de cabeças usados na Nigéria, clique aqui e leia, muito bom por sinal rs!

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Então gente… não se vista com bacias e nem para sempre, vistam agbádá!! rs

Assim terminamos mais esta curta aula de Yorùbá para o Candomblé, espero que tenha gostado e quero saber de você: SOBRE QUE ASSUNTO GOSTARIA DE SABER, SIGNIFICADO DE ALGUMA PALAVRA? Deixe seu recado e quem sabe não estarei falando sobre o que você tanto quer ouvir. 🙂

E não esqueça de curtir a FanPage – Curso de Yorùbá – Venha Curtir!!

O dábò!!!

Sexo e Candomblé. Isso pode?

Postado em Atualizado em

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Sexo e Candomblé – Um assunto bem quente!

O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de mágicas, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias. Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

 

Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro: Sexo e Candomblé. Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não.

 

Sexo e os Òrìsà

A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse. O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

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Sexo e o Corpo 

Sexo suja o corpo. Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”. Não é bem assim.
O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda.
No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura. Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo.

Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto? – Dizem.

Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!!
Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união.


 

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Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO, falha em atingir a marca, falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

 


E o álcool sua o corpo como falam?
Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações.

Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas.

 

Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èròEsse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante!

 

E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

 

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A Guerra Continua. Pr. Silas Malafaia Rebate Críticas do Bàbálàwo Ivanir dos Santos

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Pr. Silas Malafaia x Ivanir dos Santos

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O que aparentava ser mais um triste caso de intolerância religiosa está se tornando um verdadeiro palco de batalhas entre jornalistas, pastores e liderança afro.
Após o clima ficar bem crítico entre o jornalista da Band e o pr. Silas Malafaia, agora o líder da Igreja Vitória em Cristo cria um vídeo em resposta ao Bàbálàwo Ivanir dos Santos. Como sempre em tom enérgico, Silas Malafaia fala de interesses religiosos misturados com política e inclui o PT em toda essa guerra. Fala da omissão de sr. Ivanir em outras ocorrências polêmicas, acusando-o de oportunista que usa os eventos para se sobressair politicamente.

O pastor ainda isenta os evangélicos de qualquer intolerância e afirma que os candomblecista votam em candidatos evangélicos. Também que tudo é um complô contra o crescimento evangélico no Brasil e que nenhum pastor prega a agressão contra outros cultos.

 

Veja o Vídeo e abaixo veja os comentários dos seguidores do pastor, como eles pensam sobre o episódio da pedrada.

 

 

Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

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Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

(Parte Integrante da apostila Intermediária de Yorùbá com áudio)

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Dando continuidade as aulas voltadas para o dia a dia do barracão de Candomblé, vamos com a segunda aula. Caso tenha perdido a primeira, veja aqui!

Um dos ensinamentos que o neófito recebe ao fazer parte do Candomblé é o pedido para se entrar em uma parte do ilè, um quarto, sala ou até mesmo para interromper alguma conversa para falar algo de importante…enfim, a utilidade é bem variada, cada casa um caso:

“Àgò ilé!” ou somente “Àgò!”

A função dessa expressão é de que as pessoas dentro da casa, possam se arrumar ou aprovar a entrada caso estejam em condições de receber o visitante. Pois imagine que há alguém trocando de roupa; um zelador passando algum conhecimento que outra pessoa não sabe ou não deve/pode saber, enfim, são variados os motivos. Ou seu Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà esteja num conversa e você precisa falar algo com ele(a), você além da postura e ato corporal correto, diz essa palavra. Usar tal expressão denota que você é uma pessoa consciente do uso correto tanto da expressão, quanto que se trata de uma pessoa educada no santo. O respeito e educação são fundamentais dentro das religiões de matrizes afro como o Candomblé e Umbanda.

Essa expressão em Yorùbá também é usada em locais nativos para pedir abertura na rua, quando vem alguém montado a cavalo ou com algo muito pesado. Seria parecido com o que os carregadores do Mercadão de Madureira usam quando querem passar.

“Àgò” – é uma contração de “Yàgò”, ou seja, dê espaço. Alguns dicionários grafam também “ké àgò” e a contração “k’àgò” que não fica muito belo foneticamente. Mas o significado: Licença. Dê me licença. Com licença.

 

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Ago  também significa desculpas?

Não exatamente. O idioma Yorùbá tem algumas palavras bem específicas para pedir desculpas e dentre elas não se configuram Àgò ou Agô. Motivos dessas diferença, ainda não sei ao certo, mas muitos usam diversas teorias que eu particularmente não sou adepto. Mas veja abaixo as palavras melhor usadas para pedir desculpas por algo ocorrido.

 

  • Pèlé – para uma pessoa mais nova e também significa meus pêsames. Perdão, calma, desculpas;

 

  • Dáríjì mi – Perdoe-me;

 

  • Binuje – Perdoe-me;

 

  • Má bínú – Não fique chateado, desculpas.

 

 

Mas aí a dúvida perdura: e a resposta Olùkó Vander, está correta? Em resposta a esse pedido, licença, as pessoas usam: “àgò yá”. Nada mais do que certo. Pois o termo “yá” indica uma aprovação sendo em alguns casos usado como um “sim”. Na verdade é uma partícula afirmativa, no entanto, não de todo errado, alguns dicionários dão o significado como: abrir, ceder. Coisas dos 21 dialetos conhecidos (há mais) do idioma Yorùbá.


 

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Não confundir com “Yá” com “Ìyá” – mãe. 

E no caso em que não pode a pessoa adentrar o recinto pois o Bàbá/Ìyá está em uma conversa ao telefone, vestindo-se? Há um costume de se dizer que quando a pessoa de dentro fica em silêncio, a permissão não foi dada, mas não é bem assim. Podemos dizer:
“Dúró!” – Aguarde, permaneça!
Sendo uma pessoa mais velha, reconhecendo-se isso de alguma forma, ou sendo um grupo de pessoas, dizemos:
“E dúró!” – Aguardem. Permaneçam aí!
Algo bem simples, mas que faz da pessoa que o usa, uma pessoa bem vista no quesito educação e informação cultural religiosa Yorùbá. Mas não se espante se isso tudo é muito novo para você, acesse esse link e baixe sua apostila com áudios gratuitos do curso de Yorùbá – CLIQUE AQUI E BAIXE! Conhecimento não ocupa espaço!

 

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O dábò gbogbo!!

Intolerância Religiosa – Pr. Silas Malafaia Fala Sobre o Ocorrido

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Pr. Fala Sobre a Agressão Contra Menina Candomblecista.

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Após o evento triste e revoltante contra a praticante de Candomblé, uma criança de apenas 11 anos, um dos representantes dos evangélicos se pronuncia. Pr. Silas é conhecido pelos seus discursos eloquentes e inflamados, por vezes contra os próprios evangélicos,  além de ser vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que agrega cerca de oito mil pastores de quase todas as denominações evangélicas brasileiras.

 
Neste curso vídeo ele expoem o que ele pensa e inclusive incentivando a prisão dos agressores coverades que a polícia na data de hoje (18/06/2015) ainda não encontrou. Fato estranho, pois o médicos esfaqueado na lago a captura de suspeitos foi rápida, inclusive apresentando quatro suspeitos quando o médico foi atacado por dois.

Chegou a hora de outras lideranças se levantarem e abri o verbo também. Será que alguém da IURD se habilita?

Vejam e ouça o vídeo.

Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

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Aula de Yorùbá Para Candomblé #1

Nesta série de posts irei explorar algumas palavras usadas dentro do Candomblé e suas devidas correções. Importante salientar que hoje, com as crescentes mídias sociais e a religião cada vez mais presente nelas, o uso correto dos termos nos fortifica enquanto religião e nos dá maior autoridade de conhecimento de causa.

 No Candomblé Ketu principalmente, se faz muito uso de algumas expressões que são escritas a torto e a direito. Vamos dar uma olhada em algumas. Lembrando que essa faz parte de algumas das lições que há meus Cursos de Yorùbá on line. Cada aula, cada post uma palavra para refletirmos e aprendermos mais. Caso for compartilhar, não esqueça de informar a fonte, por favor.

Curso de Yoruba para Candomblé

Abo/ àgbo/ àgbò

Comumente toda casa em dia de função, principalmente, tem o seu grande “porrão” com água e ervas específicas maceradas, por vezes alguns outros elementos que tem sua serventia específica(Awo). Aqui no Brasil em nosso Candomblé essa mistura de ervas ganhou o nome de água de abô ou simplesmente abô. Mas muito cuidado!

 Abo = prefixo designador de gênero feminino, também pejorativamente o modo de chamar vagina! 

Mas àgbo é òògùn, é remédio, é medicina. Um Bàbáláwo com perfeita formação é conhecedor de muitas ervas e está apto a prescrever àgbo, que por vezes pode ser bebido, por vezes pode ser tomado o banho dessas ervas e raízes e até mesmo posto em cima de feridas. Quando tomamos o famoso chá de Boldo, nada mais é que um àgbo. Saião com leite, nada mais é que àgbo. Essa “revelação” por assim dizer me veio de um nigeriano quando estudava o idioma.

Claro que dentro das liturgias há àgbo que devem ter um òfò ativador(caso queira saber sobre Ò, veja neste post), isso sem sombra de dúvidas, até porque há àgbo para casos de bruxaria ou enfeitiçamento…

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Àgbò é carneiro!

O correto é tomarmos banho de àgbo e não de abô, até pela inexistência do acento circunflexo no idioma Yorùbá! Então veremos abaixo as possíveis palavras usadas e seus verdadeiros significados, tirem suas próprias conclusões:

  • Ààbò =  Abrigo, refúgio, escudo, toca, proteção;
  • Ààbò(Som aberto devido o acento diferencial embaixo)= Meio, metade;
  • Abo =Fêmea. Pej. de Vagina. Exemplo: Abo Pépéye/ Pata – Abo màlúù/ vaca;
  • Abò= Retorno, a volta, a vinda… a chegada;
  • Àgbo = Infusão feita com ervas e usada em banhos nas iniciações. Infusão usada para curar e/ou prevenir doenças e enfermidades.
  • Àgbò = Carneiro. 

Conclusão:

Ou seja, acentuações são importantes para que possamos escrever da melhor forma possível. E claro, influencia na pronúncia correta também, mas no final sempre dá um caráter de mais seriedade a nossa religião quando sabemos sobre e como escrevemos as coisas. Chato escrevermos algo e vir uma pessoa quem nem dá religião, mas entendida do idioma e corrigi-la… e eu já vi isso acontecer!

Lembre-se: Dúvidas nas acentuações e entonações?

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O Candomblé e os Nomes dos Orixás|Òrìsà

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Nomes Corretos dos Òrìsà Dentro do Candomblé Ketu

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No Candomblé os deuses Yorubanos reinam, são os orixás(àwon òrìsà). Certa vez um aluno ainda bem iniciante perguntou porque eu escrevia sem o “x” e porque em minhas aulas de iorubá(Yorùbá) eu não usava o “s” ao final… muitas dúvidas para quem está começando no estudo do idioma Yorùbá.

Lembro que nesta época tinha uma turma na Zona Oeste do Rio de Janeiro – Campo Grande, e os meus alunos eram todos eles antigos no santo. Naquele tempo a rede social que imperava era o Orkut e onde muito candomblecistas já trocavam ideias pelos grupos/comunidades. Mas eles colocavam os nomes dos orixás(àwon òrìsà) todos de qualquer forma; ora com excesso de acentos, ora com excessos de vogais e consoantes e muitas e muitas vezes sem acento nenhum!

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Então criei um material com os nomes corretos dos orixás(àwon òrìsà) e distribui pela rede, sendo que nem todos gostaram. Suspeitaram de eu querer corrigir demais… pasmem!


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Mas recentemente me veio novamente esta pergunta por e-mail, na verdade, curiosamente, recebi 8 e-mails fazendo a mesma pergunta e aqui está a resposta para os mesmos. O que iremos notar de diferente nesta lista é que Obà é um dos nomes que mais causa confusão. Tendo eu já presenciado verdadeiros debates entre zeladores querendo provar quem estava certo. Saiu Lóba, ioyá, obá(Rei)… e muitas variantes e cada um com suas justificativas!

Vamos lá, baixe agora para seu PC a lista dos nomes corretos com grafia correta dos orixás(Àwon òrìsà) BAIXE AQUI!!

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O dábò Gbogbo!!!

Òfò – O Poder da Palavra no Candomblé

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No Candomblé Ketú, As Palavras Têm Poder.

Muito se fala de encantamentos, palavras certas para ativar determinado elemento. Dentro do culto a Ifá isso é mais visto, mas no Candomblé tem sua importância também. No jogo de búzios elas são proferidas, no preparo das ervas também, durante a cachoeira e outros atos iniciatórios elas são fundamentais. Essas palavras, quase sempre em Yorùbá, o mágico é ativado, abrindo um canal para as energias agirem, atuarem ali no ato.

Mas será que devemos simplesmente ir falando as palavras? Há alguma regra? Por que por vezes um banho com ervas não surte o efeito desejado? Vamos agora entender o poder dos Àwon Òfò – Encantamentos Yorùbá.

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O Poder Das Palavras

Òfò são as palavras encantadas para que determinada força aja sobre um ato, para despertar um òrìsà ou grupos de espíritos que iram ajudar quem o faz, exemplo, sìgìdì! Um òfò não pode ser simplesmente lido e já ativa o que se deseja, não. Geralmente há uns preparos que a pessoa faz para assim estar apto a ativar as energias, para sua boca chamar o mágico  e este agir. O povo Yorùbá acredita muito no poder da palavra falada, talvez por isso mesmo a escrita tenha se desenvolvido tardiamente e mesmo assim por mãos de estrangeiros e por quem tem um dia saído e retornado a sua terra. O valor da palavra se encontra no Òfò, mas claro que há outros encantos que se utilizam de palavras… Ologbohun, afose, por exemplo.

Aprenda o Idioma Mágico dos Òrìsà e Ative O Poder Dos Seus Òfò – Veja Aqui!

Quando se canta durante a quinar de erva, está se ativando seu poder. Durante um Borí, está se ativando o poder dos elementos ali contidos. O Candomblé é repleto desses momentos. Mas como disse, a palavra que tem o poder, nem tanto a intenção. Sendo proferida erradamente, não surte efeito…. é, essa parte muitos não sabem ou não contam.

Se apenas a intenção valesse, dita qualquer palavra, pronto, ativei o desejado. Não há chave de abertura… basta eu ter uma intenção. Mas para o Yorùbá não funciona assim, uma mudança de entonação, muda-se um significado da palavra.. logo, passamos a dizer outra coisa. Sério isso. Mostra porque muitas vezes muitas coisas não surtem efeito. Se não compreende isso, dê uma olhada nestas aulas de iorubá (Yorùbá) básicas e gratuitas em vídeos.

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Òfò não é Oríkì. Òfò não é àdúrà. Òfò não é Orin. Todos estes tem seus papeis muito bem delineados, mas um òfò pode ser cantado… complexo né? Há um encantamento para a água, para o mel, para o dendê, para o vinho de palma. Com o encantamento certo, você levanta a fúria de èsù e ele age em seu favor. Com o encantamento certo, você clama a Òsùn e ela meiga lhe socorre com seus dengos. Com as palavras certas, Sàngó faz a justiça por ti, advoga sobre sua causa… esse é o poder das palavras no Candomblé.

Muito pode ser dito sobre esses encantamentos, mas deve se respeitar alguns segredos somente revelados ao iniciados neste lindo mistério que são os àwon Òfò!

O dábò – Oluko Vander

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Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (II)

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Usando Pano de Cabeça No Candomblé.

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Mo júbà…

No meu outro post sobre pano de cabeça, conhecemos um pouco dele e sua importância na vida da mulher nigeriana e também em outros lugares da África. Acredite, o assunto é longo. Caso não tenha lido, clique aqui e leia a matéria pra poder acompanhar esta!

Como havia dito, estarei postando hoje como se amarra um Gèlé. Devido a cultura inglesa que em épocas anteriores dominou a Nigéria, o termo lá é pronunciado: gay-lay.

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Antes, gostaria de fazer uma adendo ao assunto: Foi-me indagado sobre fotos de homens que usavam pano de cabeça. Em tempos antigos, escravos homens usavam pano de cabeça simples para carregar peso. Este pano era símbolo de escravidão. Porém, devemos lembrar que aqui falo do pano de cabeça no que tange a Nigéria, pois em outras culturas, existem panos de cabeça, mas para proteção contra o Sol, principalmente em zonas desérticas e muito áridas.

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Para as mulheres, o caso é mais fashion mesmo. Dificilmente tem essa relação tão grande religiosa. Exemplo disso é que muitas mulheres evangélicas, católicas e algumas muçulmanas usam Gèlé. Fato interessante é que aqui temos salões de beleza né? Lá há salões para amarrar Gèlé, com preço de amarra beeeem altos. São profissionais requisitados e verdadeiros artistas!

 

Vídeos de Como Amarra Um Gèlé – Pano de Cabeça.

(Todos eles de meninas e mulheres nigerianas, por isso está em inglês)

Amarrando Gèlé – 1

http://www.youtube.com/watch?v=dQyKdPB2t90

Amarrando Gèlé – 2

http://www.youtube.com/watch?v=XA5RIojjZic

Amarrando Gèlé – 3

 

Agora um extra!!! Passo a passo com fotos de Como Amarra Seu Pano de Cabeça e Mandar Bem num “Blé”!! 

 

As imagens abaixo são auto-explicativas. Encorajo vocês a praticar e praticar ( prática leva a perfeição ), não desista.

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Passo 1. Dobre o Gele em 2 partes iguais (Aqui é usado metade do pano ):candomblé_orixa_2

 

Passo 2. Enrole em torno de sua cabeça, a partir da testa:candomblé_orixa_3
Passo 3.Sobreponha o Gele na parte de trás do seu pescoço e puxe a frente:candomblé_orixa_4

 

Passo 4. Traga a mão do Gele pra frente e pare no meio de sua testa:candomblé_orixa_5

 

Passo 5. Faça algumas dobras:candomblé_orixa_6
Passo 6. Pegue a dobra na parte traseira:candomblé_orixa_7
Passo 7 mudar de mãos para ajudar a criar asas:candomblé_orixa_8

 

Passo 8. Dobre ao meio no pescoço , onde o outro lado está:candomblé_orixa_9

 

Passo 9 Certifique-se de que você fez um aperto firme:candomblé_orixa_10

 

Passo 10. Certifique-se de ambas as bordas estão agarradas firmemente:candomblé_orixa_11
Passo 11 Em seguida, amarre apertado ( duas vezes se necessário):candomblé_orixa_12

 

Prontinho… agora só encarar o Sìrè rsrs

 

O que achou? Um ideia: Por que as mulheres brasileiras não fazem uns tutoriais assim… vamos lá gente rs. Grande abraço.

 

Comentem, curtam… O dábò!

Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (I)

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O Pano de Cabeça do Candomblé – Gèlé!

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Mo júbà gbogbo – Saudação a todos!

Você já viu aqueles panos lindos nas cabeças das mulheres nigerianas? Já reparou que aqui no Brasil, dentro do Candomblé, ele ganhou quase que um culto e até mesmo itan para justificá-los? Pois bem, trago hoje para vocês o Gèlé – Pano de Cabeça do Candomblé! Um amigo com qual mantenho trocas culturais e linguísticas simplesmente estranhou o uso por homens aqui no Brasil no Candomblé, não só o uso do pano de cabeça, como outras vestimentas femininas em homens.

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“Gele” ou “Gèlé” é uma palavra Yorùbá para um envoltório usado na cabeça das mulheres, ou seja, uma espécies de indumentária feminina. As mulheres Yorùbá são conhecidas por usá-los incrivelmente bem encaixados, fixados em suas cabeças, e apesar de ser apenas um apetrecho, pode ser encontrado em quase todas as culturas Africana.

Se deseja saber mais sobre outras vestimentas e suas explicações, saiba que no Curso de Yorùbá Intermediário, trato de vestimentas femininas e masculinas. Excelente conhecimento para ser passado dentro do Ilè.

Gèlé é mais do que apenas uma cabeça coberta, é uma forma de arte. Um grande pano retangular amarrado em na cabeça da mulher em uma variedade de modas, cores e estampas. O material usado para fazer o Gèlé é geralmente duro, mas flexível, por exemplo, Aso-oke (o verdadeiro feito em tear e de seda), Brocado (algodão) e Damasco. Estes materiais vêm em uma ampla variedade de cores, padrões e texturas. Quanto maior o pano (e maior a habilidade) mais elaborado aparenta e até confere um certo status. É quando a mulher negra se torna a rainha em toda sua plenitude e beleza!

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Amarrando um Gèlé

Amarrar um Gèlé é uma forma de arte que requer prática, paciência e muitas vezes um braço bem tonificado, mas uma vez amarrado, um Gèlé pode fazer qualquer mulher aparentar um certa realeza, um ar de supremacia estética. É uma bela coroa de glória e honra, e hoje eles vêm em cores surpreendentes, padrões e desenhos. Para eventos glamourosos, como casamentos, aniversários, batismo, inaugurações ou até mesmo funerais – aparência de uma mulher é muitas vezes considerada incompleta sem um.
Dentro do Candomblé eles quase que tem uma amarração padrão, porém, estou começando a ver algumas àwon ìyá usando de maneira mais glamourosa, sem deixar a essência religiosa e respeitosa se perder.

A arte de amarrar um Gèlé é como qualquer outra arte, o seu sucesso depende da criatividade e maestria. Um pano de cabeça, como é chamado aqui no Brasil, no Candomblé e Umbanda, quando devidamente amarrado,pode ser como uma coroa, porém, ao contrário, se feito de forma errada pode se tornar um desastre total. Imagine no alto de sua beleza, ele se desfazer no meio do salão? Não seria bom!!!!

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Que Tal Aprender Yorùbá, Idioma Mágico do Òrìsà?

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Cada Gele é único e não existe uma fórmula verdadeira para alcançar a aparência exata duas vezes. Se você der uma olhada mais de perto, você verá que não há dois Gèlé(s) –Àwon Gèlé –  (uma vez amarrados) iguais. O povo Yorùbá, absolutamente ama Gèlé porque não só eles são amarrados em vários estilos, mas eles são um aspecto da cultura que fazem as mulheres se sentir bonita e são em verdade, não importa a ocasião. O estilo das cores do Gèlé pode ser um reflexo do seu estado de espírito, o estilo ou personalidade. Assim como temos aqui no Brasil o tipo funkeira, pagodeira, executiva, hippie e etc. Um Gèlé tem a marca de sua dona, ou usuária. Tendo aí também reflexo de desleixo ou capricho; de luxo ou simplicidade.

Criatividade é a chave!

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Interessado em saber como amarrar seu próprio gele? Não perca no próximo post vídeos ensinado a marrar seu Gèlé e você chegar totalmente transformada em seu Ilè t’òrìsà!!

O dábò

Ahhhh… Você gostou do post? Viu palavras diferentes e quer aprender mais sobre o idioma Yorùbá? Veja na àrea Curso de Yorùbá e conheça os ótimos materiais para aprendizagem que tenho.

Comentários, dúvidas ou sugestões? Mande aí embaixo.

Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

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Veja Porque Você Não Está Tirando Proveito de Suas Aulas de Yorùbá

Mo kí gbogbo – Saudações a todos!

(Editado em Março – 2016)

Mostrarei hoje porque você ainda está empacado em tirar proveito do Curso de Yorùbá e mostrarei os três caminhos que você não deve seguir para aprender. Caso já esteja nele, sai correndo agora mesmo e irei te ajudar nisso. Caso ainda não enveredou por ele, que bom. Mantenha-se assim.

Se anda aprendendo em algum material que não esteja lhe agradando, sugiro baixar minha Apostila gratuita com áudio, um material que você pode usar e abusar. Em um dia já foram mais de 350 downloads…. venha e baixe a sua, faça parte deste mundo!

http://cursodeyoruba.blogspot.com.br/
#1 – Aprender Com Pessoas Que Você Julga Ser Conhecedora Sem Mostrar Antes ou Confundir Autoridades de Assunto

Em 2010 quando estava ensinando a um grupo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma determinada aluna quis me apresentar ao seu Bàbálòrìsà, que segundo ela, também era um grande conhecedor do idioma. No dia do encontro, logo vi que ela havia confundido tudo. O estimado senhor era um grande conhecedor de Odù, de feitura e fundamentos.

Como ela tinha visto isso e às vezes ela perguntava como se dizia algumas coisas básicas dentro da religião, associou logo as autoridades. Na verdade, ele passava aqueles termos básicos que comumente as pessoas falam, mas que não é Yorùbá. Maionga, Hundaime, Dofono e outros termos como Mona, Muko...

Muitos termos estão incorporados ao Candomblé devido a organização do mesmo, acompanhando os fatos históricos, concluímos que a religião é uma organização de diversos cultos em um só. Alguns destes cultos vinham de regiões de outras etnias, consequentemente, outros idiomas.

Ainda temos uma outra parcela de termos vindo do mundo LGBT, mas que mesmo assim tem algumas ligação com algum idioma afro. Inclusive esse senhor ensinava que quenda significava: olha! Como sempre digo: ainda temos muito a caminhar no aprendizado e ensino do idioma Yorùbá.

Então, ao deparar-se com algum professor de Yorùbá ou alguma aula de Yorùbá, busque ter acesso a algum material e vê se atende ao que busca, uma amostra de curso. Hoje está mais comum Cursos de Yorùbá e Aulas de Yorùbá por ai, mas veja se não são aulas de termos de Candomblé e não idioma prático.

#2 – Aprender Através de Cantigas e Orações

Ainda um pouco ligado ao o outro, aprender através de cantigas (àwon orin) é um terrenos perigoso e com 80% de você cair em erros.

Muito é me pedido um curso ou material de cantigas, quem me conhece a mais tempo sabe que reluto ao produzi-lo. Uma área em que até mesmo o grande mestre José Benistes caminha com cautela. Traduções de cantigas não são tão simples e muitas vezes a pessoa até se decepciona com algumas letras. Temos uma cabeça diferente do povo daquele lado do Oceano.

Algumas letras realmente se perderam e com o passar de boca-ouvido constante, numa espécie de telefone sem fio, palavras são trocadas e todo um contexto é modificado. E ao passar para o papel vem o pior desastre: o Yorùbá não se escreve como se ouve. Se uma pessoa não é conhecedora das regras básicas do idioma, que ensino em meus materiais básicos – Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e Curso de Yorùbá Gratuito -, a pessoa escreve errado e passará adiante assim. Lembrando que também pode acessar nossas aulas no Youtube – Canal Educa Yorùbá.

Dois materiais que ainda circulam no mercado, trazem essa diferença e uma pessoa desavisada pode cair em verdadeira guerra pra manter a sua ideia que um é o jeito certo e o outro errado.

Ainda mais complicada é a situação entre as Casas de Santos (Àwon Ilè T’òrìsà). Cada casa ou cada Àse costuma ter sua cartilha em relação a jogo e fundamentos. Com as cantigas não foi diferente. No Candomblé, há diferença entre o que se canta em uma casa e o que se canta em outra. E isso gera uma situação chata. O de dizer que determinada casa ensina errado e outra certa, aumentando a desunião entre todos.

cursodeyoruba

Se deseja aprender através de cantigas, indico as folclóricas e todas aquelas nativas e atuais da Nigéria. Em nosso canal do Youtube breve estaremos postando algumas cantigas


 

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#3 – Um Dicionário e Muita Disposição de Consulta

Outra forma errada de se aprender o idioma, mas na verdade meio errada e não totalmente, é a adoção de um dicionário como mentor de ensino. O aluno que adota somente ele como ferramenta de aprendizado, pode realmente vir a ter muitas palavras para pronunciar e se expressar. No entanto, cai no erro do desconhecimento das regras de conversação, pronúncia, entonação e ritmo. Sendo as três primeira essenciais para uma comunicação efetiva. Há muitos bons dicionários atualmente no mercado, na verdade, mais dicionários que cursos. Eduardo Fonseca e Professor José Benistes são os meus favoritos. Tem o meu Dicionário Básico de Yorùbá também. (APROVEITE, ELE ESTÁ SAINDO A R$19,90)

Resumo:

1 – Não confunda autoridade religiosa com autoridade em conhecimento do idioma. Assim deveria ser, mas geralmente um zelador ou zeladora tem muitas outras coisas a se preocupar e aprender.

2 – Cantigas, rezas e tudo que está muito ligado a religião, geralmente está misturado com outras etnias, pois assim é o Candomblé. Então cuidado para não pensar que tudo que é dito num ilè é Yorùbá.

3 – Um dicionário é uma excelente ferramenta quando caminha junto com aulas bem estruturadas e com um didática leve. Não monopolize o uso dele.

Então é isso.

Chegamos ao final deste post e se você gostou, não deixe de comentar. Caso ainda não conheça meu trabalho com o idioma Yorùbá, logo abaixo deixo a excelente oportunidade de você ter aulas de Yorùbá de graça.

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O dábò gbogbo!!
Prof. Vander